sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Escritor do mês | outubro

JULIA NAVARRO


«Todos fugimos do nosso passado. Alguns encontram o seu futuro.» 
Julia Navarro

Julia Navarro (Madrid, 1953) é jornalista e trabalhou ao longo da sua carreira na imprensa escrita, na rádio e na televisão. Autora das obras de atualidade política como Nosotros, la transición; 1982-1996 entre Felipe y Aznar; La izquierda que viene e Señora presidenta, obteve um enorme sucesso com o seu primeiro romance, A Irmandade do Santo Sudário (Gótica, 2004), e alcançou os primeiros lugares de vendas um pouco por todo o mundo. Com o seu segundo romance, A Bíblia de Barro (Gótica, 2005), confirmou o seu êxito junto do público e da crítica. Estes dois títulos venderam até à data mais de dois milhões de exemplares em todo o mundo e foram publicados em mais de vinte e cinco países, entre eles, Itália, Alemanha, Portugal, Rússia, Coreia, Japão, China, Reino Unido ou Estados Unidos. Os seus romances mereceram os mais conceituados galardões: Premio Qué Leer para o melhor romance espanhol de 2004, VIII Premio dos Lectores de Crisol, Premio Ciudad de Cartagena 2004.

Do seu romance Diz-me quem sou foi feita uma adaptação audiovisual para una série televisiva.

Atualmente, Julia Navarro dedica-se exclusivamente à escrita literária.


Bibliografia

• Diz-me Quem Sou (Bertrand Editora, 2011).
• Dispara, Eu Já Estou Morto (Bertrand Editora, 2014).
• A Irmandade do Santo Sudário (Bertrand Editora, 2015).
• A Bíblia de Barro (Bertrand Editora, 2016).
• História de Um Canalha (Bertrand Editora, 2016)
• O Sangue dos Inocentes (Bertrand Editora, 2017).
• Não matarás (Bertrand Editora, 2019)



«Tu não matarás, filho, porque nenhum homem é o mesmo depois de tirar a vida de outro.»


Não Matarás tem início numa Espanha acabada de sair da Guerra Civil, mas a ação passa por Alexandria e por uma França ocupada pelas tropas nazis.

A rendição alemã e o final da guerra desencadeiam um projeto de regresso a Espanha que todos os personagens querem concretizar com a maior brevidade. Será possível?

O Leituras sugere...





...para outubro


O Cuquedo e Um Amor que Mete Medo
Clara Cunha e Paulo Galindro


O Cuquedo e um amor que mete medo é uma nova história da dupla de autores do enorme sucesso O Cuquedo que prometem continuar a causar furor entre os mais pequenos, trazendo uma sequela divertidíssima acompanhada de magníficas ilustrações.

Uma história maravilhosa que prende todas as crianças do princípio ao fim. 




  Livro recomendado

Um poema...

MECÂNICA DE UM ABRAÇO

O que encerras num abraço quando
abraças alguém não é
um corpo: é o tempo. Nesse demorar suspenso
(enquanto deténs outra vida) há
um corpo que é teu enquanto o reténs
nos braços
(porquanto o tens para ti
suspendendo o movimento)
enquanto páras o tempo pelo
tempo
de um abraço. Mas a
força dos teus abraços é mais fraca
que a do tempo e
tens de ser tu a ceder
(tens de ser tu a largar) porque
o tempo não aceita estar parado tanto tempo e
exige que o soltes para
tornar ao movimento.

João Luís Barreto Guimarães, Nómada


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Visita a Aveiro


No passado sábado, 14 de setembro, a Biblioteca realizou uma visita ao património natural e cultural da região lagunar denominada ria de Aveiro.

O primeiro local de paragem foi o museu da Troncalhada onde se pode apreciar o método artesanal da produção de sal, nas marinhas locais, bem como as plantas e as aves que habitam o espaço.








A seguir, o passeio de moliceiro permitiu admirar a cidade a partir dos seus canais, com destaque para as casas de estilo Arte Nova, no canal central, os palheiros e armazéns de sal, no canal de S. Roque e as antigas fábricas de cerâmica, no canal do Côjo.









Após um almoço retemperador, uma breve visita ao mercado do peixe, antes de uma panorâmica pela cidade que contemplou a passagem pela avenida Lourenço Peixinho, aberta em 1918, até ao Rossio, a zona histórica onde se destacam a Sé Catedral e o Museu de Aveiro. Tempo ainda para apreciar o parque D. Pedro e a Universidade.




A saída da cidade fez-se em direção a Ílhavo, para visitar as instalações da Vista Alegre, em particular a capela e o museu. Fundada em 1824, por José Ferreira Pinto Basto, foi a primeira unidade industrial, no país, dedicada à produção de porcelana.



















A visita à ria de Aveiro prosseguiu em direção ao mar, na margem sul da barra do rio Vouga onde se destacam as praias da Barra, com o farol mais alto do país (62 metros) e da Costa Nova. Nesta povoação, sobressaem os antigos palheiros, caracterizados pelas riscas coloridas em fundo branco, outrora armazéns de pesca e de salga, hoje residências balneares. Merece referência o mercado do peixe onde se pode encontrar diferentes espécies de peixe e marisco vindos do mar bem como bivalves capturados na ria.












O regresso a Lordelo aconteceu ao fim da tarde de um verdadeiro dia de verão em que o sol realçou a beleza das paisagens da ria de Aveiro.

Como vem sendo hábito de anos anteriores, foram distribuídas, a todos os participantes, folhas informativas sobre a visita, elaboradas pelo guia acompanhante, Daniel Afonso.