O leituras sugere...
para o mês de Julho
Uma história comovente e luminosa sobre coragem, empatia e o poder de fazer a diferença.
O leituras sugere...
para o mês de Julho
Uma história comovente e luminosa sobre coragem, empatia e o poder de fazer a diferença.
IRIS
BRAVO
(1978/)
Nasceu
em Lisboa em 1978. Licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa e fez a
especialidade de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, onde se
diferenciou em Infertilidade e Procriação Medicamente Assistida. Divide-se
entre a família, a Medicina e livros de todos os géneros. É uma leitora
compulsiva e apaixonada por histórias desde que se conhece. O seu primeiro
romance, A Terceira Índia, ficou entre os mais votados no ano de 2020 no Book
Gang, uma comunidade com mais de 20 mil leitores.
Íris
Bravo: "Tentei demonstrar o poder decisivo das mulheres para mudar o
mundo"
Tiago Rebelo(1964/)
Tiago
Rebelo, natural de Lisboa, é casado e tem três filhos. Iniciou a sua atividade
profissional em 1986 na Rádio Renascença. Jornalista há mais de 30 anos, Tiago
Rebelo considera-se também um escritor "a tempo inteiro". Com uma
carreira literária de quase vinte anos, marcada por alguns dos títulos de maior
êxito entre os autores portugueses deste século, Tiago Rebelo é um escritor de
histórias empolgantes e de personagens consistentes e tocantes a que não se
consegue ficar indiferente.
Na
última década manteve uma produção literária constante e os seus livros
tornaram-se há muito presença habitual nos lugares cimeiros das principais
tabelas de vendas nacionais. Autor versátil, capaz de enveredar por diferentes
géneros literários, tem livros editados em países como Angola, Moçambique,
Brasil, Itália, Suíça, México, Argentina ou Roménia.
Bibliografia
Romances
– Para Ti, Uma Vida Nova (2001)
– Não Vou Chorar o Passado (2001)
– Uma Promessa de Amor (2002)
– Uma Questão de Confiança (2003)
– Romance em Amesterdão (2004)
– Encontro em Jerusalém (2005)
– És o Meu Segredo (2005)
– O Tempo dos Amores Perfeitos (2006)
– O Último Ano em Luanda (2008)
– Eu e as Mulheres da Minha Vida (2009), publicado originalmente
em 2003 sob o pseudónimo João Tomás Belo
– O Homem que Sonhava Ser Hitler (2010)
- Uma Noite em Nova Iorque (2011)
- Breve História de Amor (2011)
- O Império dos Homens Bons (2013)
- Um Homem Escandaloso (2014)
- A Magia do Acaso (2016)
- A Maldição do Marquês (2019)
Livros para crianças
– Amarguinha (2002)
– Amarguinha Tem Um Irmão (2005)
– Amarguinha e a Peça de Teatro (2006)
– Amarguinha: A História do Anjo-da-Guarda (2008)
O leituras sugere...
para o mês de Junho
O David Decide
Uma História reconfortante sobre cães, escolhas difíceis e amizade.
O Museu A LORD funciona na antiga sede da Cooperativa A LORD totalmente reconstruída e foi inaugurado pelo excelentíssimo Senhor Doutor Augusto Ernesto dos Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, no dia 21 de maio de 2016.
No ano de 2016, o Museu A LORD deu os seus primeiros passos na área da cultura, oferecendo conhecimentos por meios informáticos interativos à comunidade em geral. Com ele, é possível conhecer a história da Cooperativa de Electrificação A LORD desde a sua constituição no ano de 1933 até aos nossos dias, destacando-se a criação da Fundação A LORD e as suas atividades.
https://fundacaoalord.pt/museu/
O leituras sugere...
para o mês de Maio
O Cuquedo e a origem do medo
Uma nova história de meter medo... agora na era dos dinossauros!
Lídia Jorge nasceu no Algarve, em Boliqueime, concelho de
Loulé a 18 de junho de 1946, numa família de agricultores e de emigrantes, é
uma escritora portuguesa do período pós-Revolução, autora de romances, contos,
ensaios, poesia e crónica.
Licenciou-se em Filologia Românica, pela Faculdade de Letras
da Universidade de Lisboa, graças ao apoio de uma bolsa da Fundação Calouste
Gulbenkian.
Depois de licenciada, foi professora do Ensino Secundário.
Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique,
acompanhando o marido, durante o último período da Guerra Colonial.
Décadas depois veio a lecionar também, como professora
convidada, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre 1995 e 1999.
Por designação do Governo Português, foi membro da Alta
Autoridade para a Comunicação Social.
Integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve.
Embora próxima do Partido Socialista, em 2021, foi nomeada
membro do Conselho de Estado, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de
Sousa, para o período de 2021 a 2026.
No dia 10 de Junho de 2025, na qualidade de presidente da
comissão organizadora, interveio nas comemorações do Dia de Portugal,
apresentando um discurso cuja receção pública se dividiu entre o elogio e a
reprovação.
Tem-se destacado na defesa dos direitos humanos em geral e
na dos direitos das mulheres com particular ênfase.
Obra
Lídia Jorge surgiu na escrita com o romance O Dia dos
Prodígios (1980). A obra constituiu um acontecimento num período em que se
inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa e, desde logo, a autora
tornou-se um dos nomes de maior interesse dessa fase.
Os títulos seguintes O Cais das Merendas (1982) e Notícia da
Cidade Silvestre (1884) foram ambos distinguidos com o Prémio Literário
Município de Lisboa, o primeiro dos quais em 1983, ex aequo com Memorial do
Convento, de José Saramago.
Notícia da Cidade Silvestre (1984), reafirma o valor da
escritora, mas seria com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflete a
experiência passada na África colonial, que a autora consolidaria o seu lugar
no panorama literário português.
Na década de 1990 seguiram-se A Última Dona (1992), O Jardim sem Limites (1995) e O Vale da Paixão (1998).
Nos anos 2000 editou O Vento Assobiando nas Gruas (2002),
posteriormente adaptado para cinema pela realizadora Jeanne Waltz.
Combateremos a Sombra, publicado em Portugal em 2007,
recebeu em França o Prémio Michel Brisset 2008, atribuído pela Associação dos
Psiquiatras Franceses.
Com chancela da Editora Sextante, publicou em 2009, o livro
de ensaios Contrato Sentimental, reflexão crítica sobre o futuro de Portugal. Os Memoráveis,
publicado em 2014, é um livro sobre a mitologia da Revolução dos Cravos,
retomando o tema de O Dia dos Prodígios, seu primeiro livro. Em 2016 publicou O
Amor em Lobito Bay e em 2018 Estuário, sobre a vulnerabilidade do tempo atual.
Já em 2022, a escritora publicou Misericórdia, uma reflexão
sobre a humanidade e uma homenagem à sua mãe, Maria dos Remédios, falecida
durante a pandemia de Covid-19. Por este romance, foi distinguida com um
conjunto de prémios, como o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação
Portuguesa de Escritores (2022), o Prémio Eduardo Lourenço (2023), o Prémio de
Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues (2023), Prémio do PEN Clube Português
de narrativa (2023) ou o Prémio Médicis estrangeiro (2023).
Entretanto, estreara-se na poesia em 2019, com o seu
primeiro livro, O Livro das Tréguas, apesar de, curiosamente, Lídia Jorge
escrever poesia desde muito jovem.
Outras publicações incluem as antologias de contos, Marido e
Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para
além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador
(1992).
Em 2020, com o título de Em Todos os Sentidos, reuniu as
crónicas que leu, ao longo de um ano, aos microfones da Rádio Pública, Antena
2.
Filho de José João Serrano Peixoto, José Luís Peixoto nasceu
na vila de Galveias, no Alto Alentejo, onde viveu até aos 18 anos, idade em que
foi estudar para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova
de Lisboa. Após terminar a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas,
na variante de estudos ingleses e alemães, foi professor em várias escolas
portuguesas e na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Em 2001, dedicou-se
profissionalmente à escrita.
Aos 27 anos, José Luís Peixoto foi o mais jovem vencedor de
sempre do Prémio Literário José Saramago. Desde esse reconhecimento, a sua obra
tem recebido amplo destaque nacional e internacional. Os seus livros estão
traduzidos e publicados em mais de 30 idiomas. Foi o primeiro autor de língua
portuguesa a ser traduzido e publicado na Arménia (Morreste-me, 2019),
na Geórgia (Galveias, 2017) e na Mongólia (A Mãe que Chovia, 2016).
Morreste-me foi escolhido como um dos 10 livros da
primeira década do século XXI pela revista Visão. Nas mesmas condições, Nenhum
Olhar foi escolhido como um dos livros da década pelo jornal Expresso.
Nenhum Olhar foi incluído na lista do Financial Times
dos melhores romances publicados em Inglaterra em 2007, tendo também sido
incluído no programa Discover Great New Writers das livrarias americanas Barnes
& Noble.
A sua obra tem sido abundantemente adaptada para espetáculos
e obras artísticas de diversos géneros.
Tem sido colunista de vários órgãos da imprensa portuguesa,
como é o caso do Jornal de Letras ou das revistas Visão, GQ, Time Out, Notícias
Magazine, UP, entre outras.
A obra de José Luís Peixoto apresenta assinalável coesão formal e temática. Nenhum Olhar, Cal ou Galveias revelam uma nova abordagem aos temas alentejanos na literatura portuguesa. A ruralidade é retratada através de grande sofisticação formal, com uma inédita matriz pós-moderna. Podendo estabelecer relações com a história de Portugal — como em Cemitério de Pianos, Livro ou Em Teu Ventre —, é também comum que as obras de José Luís Peixoto tratem as relações pessoais e/ou familiares, com uma forte carga autobiográfica — como em Morreste-me, Abraço, todos os seus títulos poéticos ou, mesmo, Dentro do Segredo.
A alegoria ocupa também um lugar importante na sua escrita,
através dos títulos Uma Casa na Escuridão e Antídoto. Estas
abordagens, no entanto, estão distribuídas um pouco por toda a sua obra, não
sendo difícil assinalar livros que contenham vários destes temas principais em
simultâneo, a saber: ruralidade, relações com a história, análise das relações
pessoais e/ou familiares, modelos alegóricos.
António Lobo Antunes (1942-2026)
Biografia
António Lobo Antunes nasceu na freguesia de Benfica, em Lisboa, a 1 de setembro de 1942, no seio de uma família da alta burguesia portuguesa. Era filho de João Alfredo Lobo Antunes, um destacado neurologista português, assistente de Egas Moniz e professor de Medicina. Na sua família encontravam-se várias figuras de relevo, como o seu irmão João Lobo Antunes, neurocirurgião e antigo membro do Conselho de Estado, Nuno Lobo Antunes, neuropediatra, Miguel Lobo Antunes, programador cultural, Manuel Lobo Antunes, jurista e diplomata, e Pedro Lobo Antunes, arquiteto e vereador da Câmara Municipal de Torres Novas.
Durante a infância, passava frequentemente as férias de verão em Nelas, na casa dos avós maternos, lugar que marcaria a sua memória e que permaneceria ligado à sua história familiar. Estudou no Liceu Camões, em Lisboa, e mais tarde licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Após terminar o curso, foi mobilizado como médico militar durante a Guerra Colonial Portuguesa, entre 1971 e 1973, servindo no leste de Angola, em locais como Lumbala Guimbo e Chiume, e posteriormente em Malanje. Durante esse período trocou várias cartas com a sua primeira mulher, Maria José Lobo Antunes, que na altura estava grávida da primeira filha do casal. Essas cartas foram mais tarde reunidas pelas filhas Maria José e Joana Lobo Antunes no livro D’este viver aqui neste papel descripto, obra que inspirou o filme Cartas da Guerra, realizado por Ivo Ferreira. A experiência da guerra marcou profundamente o escritor e tornou-se um dos temas centrais de vários dos seus romances.
O seu primeiro livro, Memória de Elefante, foi publicado em 1979 pela editora Vega e tornou-se rapidamente um grande sucesso literário. A partir daí, construiu uma das obras mais importantes da literatura portuguesa contemporânea, publicando ao longo da sua carreira 29 romances e cinco volumes de crónicas originalmente divulgadas na revista Visão.
Ao longo da sua vida recebeu vários reconhecimentos pelo seu contributo literário. Em 2007 foi distinguido com o Prémio Camões, o mais prestigiado prémio da literatura em língua portuguesa. Em Nelas existe uma biblioteca com o seu nome, ligada à terra onde a sua família possui uma casa construída na década de 1940. Em 2016 tornou-se sócio correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa. Dois anos depois, em 2018, a Bibliothèque de la Pléiade anunciou a publicação da sua obra, tornando-o apenas o segundo escritor português, depois de Fernando Pessoa, e um dos raros autores ainda vivos a integrar esta prestigiada coleção.
Durante décadas, António Lobo Antunes foi frequentemente apontado como candidato ao Prémio Nobel de Literatura, devido ao reconhecimento internacional da sua obra.
António Lobo
Antunes faleceu a 5 de março de 2026, aos 83 anos de idade, vítima de cancro.
Em sua homenagem, foi decretado em Portugal um dia de luto nacional a 7 de
março de 2026, reconhecendo a importância do seu contributo para a literatura
portuguesa e mundial.
Obras
publicadas
Memória de Elefante, (1979); Fado Alexandrino, (1983); (...); Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, (2000); (...); Não É Meia Noite Quem Quer, (2012); (...)