segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Escritor do Mês | janeiro

 

JOÃO TORDO -  (1975 - ….)

 

BIOGRAFIA

Nasceu em Lisboa a 28 de Agosto, filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco (ligada ao cinema e mais tarde à moda). Andou no Liceu Pedro Nunes e «era o único que não jogava rugby», em vez disso lia, “vício” que lhe pegou o padrasto depois do divórcio dos pais. Acabado o 12º ano, resolveu ir para Filosofia por ser «uma boa maneira de se pôr a pensar». Entrou na Universidade Nova de Lisboa e sentiu o peso da exigência do curso. As aulas de Filosofia medieval marcaram-no e confessa que a partir dali nunca mais viu o mundo da mesma maneira. Depois do curso ainda trabalhou em Lisboa algum tempo como jornalista freelancer mas sentiu a «necessidade de sair daqui e ir viver outras coisas». Foi o que fez e em 1999 rumou a Londres para fazer um mestrado em Jornalismo. A cidade influenciou-o a tantos níveis que quis ficar até «ao limite das suas possibilidades», mas quando deu por si a trabalhar num bar e a fazer traduções percebeu que era tempo de partir. A próxima paragem tinha que ser Nova Iorque - sempre o fascínio das cidades - e os cursos de escrita criativa do City College. Ia às aulas de manhã, servia às mesas de um restaurante durante o jantar e escrevia pela noite dentro.

Os Homens sem Luz nasceram assim. Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001. Venceu o Prémio José Saramago 2009 com o romance "As Três Vidas".

João Tordo é influenciado pela escrita de autores como Edgar Allan Poe, Herman Melville ou Dostoievski, e pela literatura policial e de mistério, construindo narrativas dentro de narrativas  (narraception) e absorvendo o leitor através da imersão emocional nas suas histórias.

Os seus livros estão publicados em França, Itália, Brasil, Sérvia e Croácia. Trabalha como cronista, tradutor, guionista e formador em workshops de ficção.

 

OBRA

Romances: O Livro dos Homens Sem Luz, (2004); Hotel Memória (2007); As Três Vidas (2008), Prémio José Saramago 2009  e cuja edição brasileira foi, em 2011, finalista do Prémio Portugal Telecom; O Bom Inverno (2010) finalista do prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Literário Fernando Namora e cuja tradução francesa integra as obras selecionadas para a 6.ª edição do Prémio Literário Europeu; Anatomia dos Mártires  (2011), finalista do Prémio Literário Fernando Namora; O Ano Sabático (2013). Antologias: "Contos de Vampiros", (2009); "Dez História Para Ser Feliz", (2009); "Um Natal Assim", (2008); "Contos de Terror do Homem Peixe", (2007); "O Homem Que Desenhava na Cabeça dos Outros", (2006). Guião para a longa--metragem Amália, a Voz do Povo (2008)...

 




O Leituras sugere...

 


para o mês de janeiro


Eu Não Quero Ser Um Sapo

Dev Petty










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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

25 anos da Biblioteca da Fundação A LORD


No passado dia 6, a Fundação A LORD celebrou 25 anos da sua Biblioteca com a presença do Presidente do Conselho de Administração da Fundação A LORD, Miguel Ferreira, do Vice-Presidente da Fundação e da Câmara Municipal de Paredes, Francisco Leal, do Presidente da Câmara, Alexandre Almeida, da Vereadora da Cultura, Beatriz Meireles, membros do Conselho de Administração, colaboradores e convidados.

A cerimónia  incluiu  o  lançamento  do  livro  “25  Anos  da  Biblioteca da Fundação  A LORD”, da autoria de Rosário Barbosa.
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Leituras sugere...

 


para o mês de novembro


Irmã da Lua

Lucinda Riley








Este livro está disponível na nossa Biblioteca para empréstimo.


Escritor do mês | novembro

 



BIOGRAFIA 

ANTÓNIO GEDEÃO 1906 - 1997

Professor de Química e Física, poeta, investigador, historiador, escritor, fotógrafo, pintor e ilustrador, Rómulo Vasco da Gama de Carvalho nasceu a 24 de Novembro de 1906 na lisboeta freguesia da Sé.

Criança precoce, envolvido por uma certa atmosfera literária que se vivia em sua casa, aos 5 anos escreve os primeiros poemas. No entanto, a par desta inclinação flagrante para as letras, quando, ao entrar para o liceu Gil Vicente, toma pela primeira vez contacto com as ciências, desperta nele um novo interesse, que se vai intensificando com o passar dos anos e se torna predominante no seu último ano de liceu.

Este fator será decisivo para a escolha do caminho a tomar no ano seguinte, aquando da entrada na Universidade, pois, embora a literatura o tenha acompanhado durante toda a sua vida, não se mostrava a melhor escolha para quem, além de procurar estabilidade, era extremamente pragmático e se sentia atraído pelas ciências justamente pelo seu lado experimental. Desta forma, escolhe a área das ciências.

E assim, enquanto Rómulo de Carvalho estuda Ciências Físico-químicas na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, as palavras ficam guardadas para quando, mais tarde, surgir alguém que dará pelo nome de António Gedeão.

Licenciado em 1931, terá como atividade principal, durante 40 anos, a carreira de professor e pedagogo.

Exigente, comunicador por excelência, para Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão. Tal como afirmava sem hesitar, ser Professor tem de ser uma paixão - pode ser uma paixão fria mas tem de ser uma paixão. Uma dedicação. E assim, além da colaboração como codiretor da "Gazeta de Física" a partir de 1946, concentra, durante muitos anos, os seus esforços no ensino, dedicando-se, inclusive, à elaboração de compêndios escolares, inovadores pelo grafismo e forma de abordar matérias tão complexas como a física e a química. Dedicação estendida, a partir de 1952, à difusão científica a um nível mais amplo através da coleção Ciência Para Gente Nova e muitos outros títulos, entre os quais Física para o Povo.

Apesar da intensa atividade científica, Rómulo de Carvalho não esquece a arte das palavras e continua, sempre, a escrever poesia. Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca será útil a ninguém, nunca tenta publicá-la, preferindo destruí-la.

Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publica, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas Movimento Perpétuo. No entanto, o livro surge como tendo sido escrito por outro, António Gedeão, e o professor de física e química, Rómulo de Carvalho, permanece no anonimato a que se votou.

O livro é bem recebido pela crítica e António Gedeão continua a publicar poesia, aventurando-se, anos mais tarde, no teatro e depois, no ensaio e na ficção.


A obra de Gedeão surge quando o seu autor tem 50 anos de idade, não se enquadrando claramente em qualquer movimento literário.

Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança. Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram dois interesses totalmente distintos, mas que, para Rómulo de Carvalho e para o seu "amigo" Gedeão, provinham da mesma fonte e completavam-se mutuamente.

A poesia de Gedeão é, realmente, comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade. É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho. E, mais tarde, em 1972, José Nisa compõe doze músicas com base em poemas de Gedeão e produz o álbum "Fala do Homem Nascido".


Em 1974, após 40 anos de ensino, O professor Rómulo de Carvalho, motivado em parte pela desorganização e falta de autoridade que depois do 25 de Abril tomou conta do ensino em Portugal, decide reformar-se. Exigente e rigoroso, não se conforma com a situação. Nessa altura é convidado para lecionar na Universidade mas declina o convite.

Incapaz de ficar parado, nos anos seguintes dedica-se por inteiro à investigação publicando numerosos livros, tanto de divulgação científica, como de história da ciência. Gedeão também continua a sonhar, mas o fim aproxima-se e o desejo da morrer determina, em 1984, a publicação de Poemas Póstumos.

Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assume a direção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenhará até ao fim dos seus dias.


Quando completa 90 anos de idade, a sua vida é alvo de uma homenagem a nível nacional. O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, é reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.

A 19 de Fevereiro de 1997 a morte leva-nos Rómulo de Carvalho. Gedeão, esse já tinha morrido alguns anos antes, aquando da publicação de Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos.

 





terça-feira, 12 de agosto de 2025

Dia Internacional da Juventude | 12 agosto

 




"O tema do Dia Internacional da Juventude (DIJ) 2025, Ações Locais da Juventude para os ODS e Além, destaca o papel único da juventude na tradução de ambições globais em realidades impulsionadas pela comunidade. À medida que os parceiros de desenvolvimento trabalham para traduzir e implementar os objetivos globais em contextos locais específicos, alinhando-os às necessidades da comunidade e mantendo a consistência com os compromissos nacionais e internacionais, os jovens são parceiros essenciais. Eles trazem criatividade, perspicácia e laços comunitários profundos que ajudam a preencher a lacuna entre políticas e práticas. Com mais de 65% das metas dos ODS vinculadas à governança local, o engajamento juvenil não é um luxo — é uma necessidade."
Fonte: Nações Unidas







terça-feira, 1 de julho de 2025

O leituras sugere...

 

 ... para o mês de julho



António Mendes Moreira













Dia Mundial das Bibliotecas | 1 Julho

 

A Biblioteca é um espaço que reúne, guarda, organiza e disponibiliza materiais para consulta, leitura, estudo, pesquisa ou lazer.

Os livros, as revistas e os jornais são os principais veículos de conhecimento e de informação, são estimuladores da criatividade e da imaginação de quem os procuram e permitem o desenvolvimento cognitivo, intelectual e cultural das pessoas.

Venha festejar o Dia Mundial das Bibliotecas e visite a Biblioteca da Fundação A LORD!






Escritor do mês | julho

 

Lucinda Riley
(1965 / 2021)





Lucinda Riley nasceu em 1965, em Lisburn, Irlanda do Norte.

Aos 14 anos, matriculou-se na Italia Conti Academy of Theatre Arts, em Londres, para estudar teatro e ballet. Dois anos depois, conseguiu o seu primeiro papel importante na televisão.

Trabalhou como atriz durante mais de meia década, mas interrompeu a carreira devido a problemas de saúde. Assim, voltou-se para a escrita e, em 1992, publicou o seu primeiro romance.

Os seus livros foram traduzidos para 37 línguas e venderam mais de 40 milhões de exemplares em todo o mundo. A série As Sete Irmãs, agora publicada pela Editorial Presença, tornou-se um fenómeno global e a adaptação televisiva está já em curso.

Os seus livros foram indicados para vários prémios literários, entre eles o prémio italiano Bancarella e o prémio The Lovely Books, na Alemanha.

Em 2020, a autora recebeu o prémio Dutch Platinum, um galardão conquistado pela última vez por J.K. Rowling.

Em 2017, Lucinda Riley foi diagnosticada com cancro e morreria a 11 de junho de 2021, rodeada pela família.