quarta-feira, 12 de abril de 2023

Escritor do mês | abril

 Hans Christian Andersen


Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês, nasceu no dia 2 de abril de 1805 e faleceu em 1875, é o autor de contos de fadas mais conhecido mundialmente. Enquanto que as peças de teatro, romances, poemas, livros de viagens e muitas biografias que escreveu só são conhecidos na Dinamarca, os seus "Contos" (1835-1872) encontram-se traduzidos em muitas línguas. Entre os mais famosos destacam-se "O Patinho Feio", "A Sereiazinha" e "A Rainha da Neve".

Mas, Andersen escreveu mais de 156 contos de fadas, autobiografias, romances, peças de teatro, poesia, relatos de viagem. Toda a sua obra estava direcionada tanto para as crianças como para os adultos. As suas criações são ainda hoje fonte de inspiração e de novas reflexões.

Graças à sua contribuição para a literatura juvenil, a data de seu nascimento, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantojuvenil. Além disso, o mais importante prémio internacional do género, o Prémio Hans Christian Andersen, tem seu nome.

Anualmente, a InternationalBoard on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian Andersen para os maiores nomes da literatura infantojuvenil.

H.C. Andersen era e continua a ser um poeta insuperável. A sua obra é fascinante pela abrangência e por ter sido traduzida em inúmeras línguas. Esta popularidade reflete a capacidade única da sua poesia evocar emoções profundas nos seus leitores, independentemente da idade, sexo ou cultura.

A sua produção literária composta de relatos de viagens, poemas, romances e dramas é, sem dúvida, notável pela prodigalidade e qualidade.

Obra

Entre os muitos contos de Andersen destacam-se:

  • ·         O Abeto
  • ·         O Patinho Feio
  • ·         O Tronco Voador
  • ·         A Caixa de Fósforos
  • ·         Os Sapatos Vermelhos
  • ·         O Soldadinho de Chumbo
  • ·         Os Cisnes Selvagens
  • ·         A Pequena Sereia
  • ·         O fato novo do Imperador
  • ·         A Princesa e a Ervilha
  • ·         O Rouxinol e o Imperador da China
  • ·         A Pequena Vendedora de Fósforos
  • ·         A Polegarzinha
  • ·         A Rainha da Neve
  • ·         A Pastora e o Limpa-chaminés





terça-feira, 4 de abril de 2023

Dia Internacional do Livro Infantil


 


Eu sou um livro, lê-me.                   por Vagelis Iliopoulus


Eu sou um livro. Tu és um livro.
Todos somos livros.

A minha alma é a história que conto. Todos os livros contam a sua história.

Podemos parecer muito diferentes - uns grandes, uns pequenos,
uns coloridos, uns a preto e branco,
uns com poucas páginas, outros com muitas.

Podemos dizer coisas parecidas ou completamente diferentes, é essa a nossa beleza.
Seria aborrecido sermos todos iguais.

Cada um de nós é único.
E cada um tem direito a ser respeitado, a ser lido sem preconceito,
a ter espaço na tua biblioteca.

Podes ter uma opinião sobre mim.
Podes querer questionar ou comentar o que lês.
Podes voltar a arrumar-me na prateleira
ou ficar comigo perto, a viajar durante muito tempo.

Mas nunca deixes que ninguém se livre de mim ou me mande para outra estante.
Nunca peças que me destruam, nem permitas que o façam.

E se outro livro chegar vindo de outra estante, porque algo ou alguém o afastou,
abre espaço.
Ele cabe junto a ti.

Tenta sentir o que ele sente. Compreendê-lo. Protegê-lo. Podes um dia estar no seu lugar.

Porque também tu és um livro. Somos todos livros.

Vá, di-lo bem alto para que todos te ouçam.
«Eu sou um livro, lê-me.»


Tradução de Ana Castro a partir do inglês

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Dia Internacional do Livro Infantil 2023

No dia 2 de abril, comemorou-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen.

A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

Como é habitual, para assinalar este dia, a DGLAB disponibiliza um cartaz digital, da autoria da ilustradora Ana Ventura, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração em 2022.

Também o IBBY internacional convida anualmente um país a dar o mote e a escrever um texto alusivo à literatura para a infância. Este ano da responsabilidade da Grécia, o texto é da autoria de Vagelis Iliopoulus e o cartaz de Photini Stephanidi.

O cartaz de Ana Ventura transmite a ideia que tem sido subjacente a este dia ao longo dos anos: um livro como raiz para a vida, que a alimenta e lhe dá os nutrientes para a diversidade, tal como as palavras dão vida aos sonhos de cada um.


Ana Ventura nasceu em Lisboa em 1972.

É ilustradora e artista plástica. Em 2000 licenciou-se em Pintura pela FBAUL, com especialização na tecnologia de Gravura. Em 1999 fez um Estágio de Gravura, Ilustração e Pintura, na École Supérieure d'Art Visuel La Cambre, Bruxelas.  

Vive e trabalha entre Antuérpia e Lisboa. Desenvolve o seu trabalho em diversos suportes, desde livros a serigrafias, postais, roupa e acessórios.

Tem ilustrações em livros de autores portugueses e estrangeiros publicados na Alemanha, Itália, Noruega e Portugal.

Em 2017, na Sérvia, recebeu o  Special Award – The 6th Book Illustration Festival “BookILL Fest” e em 2022, nos EUA, recebeu o Distinguished Merit 3×3 International Illustration Annual No.19.

Ainda em 2022 foi vencedora do Prémio Nacional de Ilustração com o livro Mudar, publicado pela Pato Lógico.

Fonte: https://livro.dglab.gov.pt/

O Leituras sugere...


 


...para abril

O homem que plantava árvores

Jean Giono


Inspirado em acontecimentos verdadeiros, traduzido em diversas línguas e largamente difundido pelo mundo inteiro, O Homem Que Plantava Árvores é uma história inesquecível sobre o poder que o ser humano tem de influenciar o mundo à sua volta.

Narra a vida de um homem e o seu esforço solitário, constante e paciente, para fazer do sítio onde vive um lugar especial.

Com as suas próprias mãos e uma generosidade sem limites, desconsiderando o tamanho dos obstáculos, faz, do nada, surgir uma floresta inteira - com um ecossistema rico e sustentável.

É um livro admirável que nos mostra como um homem humilde e insignificante aos olhos da sociedade, a viver longe do mundo e usando apenas os seus próprios meios, consegue reflorestar sozinho uma das regiões mais inóspitas e áridas de França.


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura


Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Dia Internacional da Mulher

 


Em celebração do Dia Internacional da Mulher, deixamos aqui uma seleção de livros disponíveis na Biblioteca, sobre mulheres inspiradoras, algumas reais, outras personagens fictícias, que desafiaram obstáculos, expetativas e convenções e inspiraram leitores por todo o mundo. 

Como escreveu um dia Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher: torna-se”.

Faça uma visita à Biblioteca, requisite alguns destes livros e fique a conhecer as histórias destas mulheres extraordinárias!

 Mulheres livres – Maria de Belém Roseira

Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, obrigou o tempo a andar à frente do seu tempo. Marie Curie, duas vezes Prémio Nobel, tinha nas suas veias a sede do conhecimento.          A primeira mulher primeira-ministra do seu país, Benazir Bhutto, representou uma pedra no charco do mundo islâmico. A bailarina e coreógrafa Isadora Duncan e a pintora Frida Kahlo viveram a sua arte em total liberdade. Maria de Lourdes Pintasilgo, contra tudo e contra todos, ascendeu a um lugar nunca antes imaginado ser possível alcançar por uma mulher, o cargo de primeira ministra de Portugal, quebrando tabus instituídos. Eleanor Roosevelt imprimiu o seu nome na História universal. Simone Veil, sobrevivente do Holocausto, marcou a política francesa. Hannah Arendt, a provocadora filósofa política, inquietou mentes humanas. As escritoras vanguardistas Virginia Woolf e Simone de Beauvoir deixaram o seu marco na literatura. Dolores Ibárruri Gómez, La Pasionaria, sacrificou a sua vida em prol da luta por aquilo em que acreditava.

Maria de Belém Roseira conta-nos a história destas mulheres excecionais que, nas mais diferentes áreas, da ciência à literatura, da política à filosofia, lutaram pelos seus ideais, defenderam as suas ideias, ultrapassando com perseverança e resiliência os mais variados obstáculos. Desprenderam-se das amarras que tentavam silenciar a sua voz e calar a sua liberdade e não se deixaram influenciar pela crítica ou pelo preconceito das suas épocas, abrindo espaço ao progresso da sociedade.
Todas com uma coragem e determinação que fazem delas mulheres livres.

Mulheres Portuguesas: divas, santas e demónios, Maria João Martins




A Coleção "AS MULHERES E A REPÚBLICA" de Rosabela Afonso, é constituída por seis volumes, cada um aborda, de forma simples, resumida e ilustrada, a biografia de uma mulher que tenha contribuído de forma empenhada para os valores republicanos.
Aqui apresentamos, volume a volume, o percurso e os valores defendidos e praticados por mulheres tão diferentes como Carolina Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete, Maria Veleda, Ana de Castro Osório, Angelina Vidal e Emília Sousa Costa, as quais estavam, afinal, unidas por uma preocupação comum - a busca de um mundo novo e melhor, a procura de um caminho para a felicidade.


Convictas de que o conhecimento e a cultura eram o caminho certo para a felicidade e sabendo que o futuro está nas crianças e que as mulheres, enquanto educadoras, têm uma responsabilidade acrescida no modo como transmitem saberes e valores, é sobre estes, mulheres e crianças, que dedicam toda a sua atenção e preocupação. Sempre na tentativa de promover um mundo mais justo e equitativo, o qual acreditavam viria com a República.

Mariposa, Yusra Mardini  

Yusra Mardini abandonou a Síria em 2015, com apenas 17 anos, depois de uma bomba destruir o telhado da piscina onde costumava treinar. Juntamente com a irmã mais velha, embarcou num bote sobrelotado de refugiados em direção à costa da Turquia. Quando a embarcação se começou a afundar, Yusra tomou uma decisão arrojada que mudou a sua vida e salvou os restantes passageiros: atirou-se ao mar para fazer avançar o bote até à costa de Lesbos.

A viagem durou várias horas. Mariposa conta a história da jovem Yusra, da Síria devastada pela guerra até aos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, onde competiu na recém-formada Equipa Olímpica de Refugiados e realizou o seu sonho de se tornar nadadora olímpica. Ao contar a sua história, a jovem demonstra-nos que os refugiados são pessoas comuns em circunstâncias extraordinárias, que fogem das suas casas para não morrerem dentro delas.


O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico, Ari Folman, David Polonsky e Anne Frank


Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes, Elena Favilli e Francesca Cavallo


Com estas histórias de adormecer para raparigas rebeldes, as raparigas mais apaixonadas, independentes e decididas poderão adormecer embaladas pelas histórias de vida inspiradoras de 100 mulheres que mudaram o mundo. Com a sua inteligência e determinação, estas mulheres extraordinárias ficaram na história da Humanidade por terem tido a audácia de sonharem com um mundo onde o género não define fronteiras e onde ser mulher é ter uma voz e a força necessária para a erguer.
Do talento de Frida Kahlo à liderança de Cleópatra, passando pelo activismo de Malala e pelo génio visionário de Ada Lovelace, estas são as vidas que entusiasmam raparigas no mundo inteiro e nos reforçam a esperança num mundo mais justo, igualitário e belo.


Jane Eyre, Charlotte Brontë

Jane Eyre, pobre e órfã, cresceu em casa da sua tia, onde a solidão e a crueldade imperavam, e depois numa escola de caridade com um regime severo. Esta infância fortaleceu, no entanto, o seu carácter independente, que se revela crucial ao ocupar o lugar de preceptora em Thornfield Hall. Mas, quando se apaixona por Mr. Rochester, o seu patrão, um homem de grande ironia e algum cinismo, a descoberta de um dos seus segredos força-a a uma opção. Deverá ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir as suas convicções, mesmo que para tal tenha de abandonar o homem que ama? 

Publicado em 1847, “Jane Eyre” chocou inúmeros leitores da Inglaterra vitoriana com a apaixonada e intensa busca de uma mulher pela igualdade e a liberdade.

Mulherzinhas, Louisa May Alcott


As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy passam por um período difícil depois de verem o pai partir para a guerra e de se confrontarem com problemas económicos inesperados. No entanto, a união familiar e o espírito lutador que conseguem manter juntamente com a mãe ajudam-nas a ultrapassar todas as dificuldades. Quer em casa quer nas relações com os amigos e vizinhos, conseguem surpreender e continuar a ser fiéis aos seus sonhos, vivendo todos os dias com esperança e boa disposição. 
Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.


terça-feira, 7 de março de 2023

Escritor do mês | março

 Florbela Espanca

(1834/1930)


Florbela Espanca, poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo).       

Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi, todavia, educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se, como curiosidade, que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.

Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.

Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afetivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».

A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional   da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.

Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.

Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

 

OBRA

Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.

 

Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.

 

Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer!

 

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz!

 

Amo-te tanto! E nunca te beijei...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!

 

Florbela Espanca

sexta-feira, 3 de março de 2023

O Leituras sugere...

 



...para março


O filme da minha vida

Maite Carranza


Olívia é uma rapariga inteligente e sensível. Mora em Barcelona com a mãe Íngrid, atriz, e com o irmão Tim, mais novo do que ela. Olívia estuda numa escola particular e vive num bairro tranquilo no centro da cidade.

Um dia, a crise que se vive por todo o país chega à casa de Olívia, e tudo se desmorona. Íngrid não consegue arranjar trabalho, as faturas acumulam-se, a luz é cortada e a despensa está cada vez mais vazia. Não tarda até que Olívia e a sua família sejam obrigados a mudar de casa e de vida.

Para proteger o irmão da situação em que se encontram a viver, Olívia inventa um jogo, e convence-o de que estão a atuar num filme secreto e de que nada do que se passa é real.

Num prédio cheio de okupas desconhecidos e num bairro que tem tudo para ser assustador, Olívia depressa descobre que a vida está cheia de desafios difíceis, mas também de bons recomeços.

Este livro conta uma história atual sobre a importância da família, da entreajuda e da esperança.


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura


Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Dia dos Namorados | 14 de fevereiro


O Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim, celebra-se hoje, 

14 de fevereiro.

O Dia dos Namorados, em Portugal, é celebrado no dia da morte de um bispo chamado Valentim, por isso, a data é conhecida como o Dia de São Valentim.

No Brasil, por exemplo, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho. Este dia é a véspera de Santo António, conhecido como o santo casamenteiro.

Como o Dia de São Valentim deu origem ao Dia dos Namorados

O Dia de São Valentim é comemorado pela igreja em 14 de fevereiro.

Nesse dia, o imperador romano Cláudio II mandou matar Valentim por desrespeitado a sua ordem. O imperador havia proibido a realização de casamentos, mas Valentim continuou a realizá-los em segredo.

A história remonta ao século III d.c. O Imperador havia proibido os casamentos, pois acreditava que os combatentes solteiros tinham melhor desempenho nas batalhas.

Valentim era bispo e desrespeitou esse decreto imperial, realizando casamentos. O segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte.

Segunda a lenda, enquanto estava preso, Valentim teria ficado muito amigo da filha do carcereiro, que era cega e, por milagre, a moça ficara curada da cegueira.

Executado no dia 14 de fevereiro do ano de 269, a data deu origem ao Dia dos Namorados.

Antes de morrer, Valentim conseguiu enviar e receber algumas cartas ainda na cela, o que originou a troca de cartões, os chamados "valentines".

Diversos países, tal como Portugal, Espanha e Argentina, comemoram o Dia dos Namorados no Dia de São Valentim (Valentine's Day, em inglês).



Estas são algumas das nossas sugestões de leitura para partilhar com alguém especial!
Visite a nossa biblioteca e requisite estes ou outros títulos para celebrar este dia 💘


366 poemas de amor que falam de amor 
(poemas de vários autores escolhidos por Vasco Graça Moura)

Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Vasco Graça Moura reúne neste livro 366 poemas que falam de amor - que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade. 
Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer - e o deslumbramento diante do amor, justamente.



Vinte poemas de amor e uma canção desesperada
Pablo Neruda


«Não sou amigo de anotações em livros, nem de confissões de autor. A poesia deve ir nua pelas ruas, e só se deve cobrir com a multidão da natureza.»

Pablo Neruda, da «Pequena História» que apresenta Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada


Amo-te. Poemas para gritar ao coração
João Manuel Ribeiro


Uma colectânea onde se encontram reunidos 25 poemas arrebatadores para dar largas ao amor e despertar para a poesia.
Ideal para adolescentes apaixonados.






Para os mais novos também entenderem o amor...

 Gosto de ti (quase sempre)
Anna Llenas

Porque será que determinadas características de uma pessoa por vezes nos agradam mas outras vezes nos incomodam?
O Rui e a Rita são muito diferentes um do outro. Aceitar as diferenças nem sempre é fácil... Mas quem disse que seria?
Este livro destina-se não só a crianças mas também a adultos, e convida-nos a compreender o que nos diferencia, mostrando o efeito mágico dos opostos.


O novelo de emoções
Elizabete Neves

Uma menina chamada Marta não sabe o que se passa com ela, pois sente algo que não consegue explicar. Eis que surge o seu amigo Sukha, e através de um novelo de lã imaginário, constituído por cinco fios de cores diferentes, todos misturados, correspondendo cada um a uma emoção primária, vai demonstrar que o que ela sente são emoções. Com exemplos do seu dia a dia, Sukha vai ensinar Marta a reconhecer as emoções, que não são boas nem más, mas que nos transmitem sempre uma mensagem. Cabe a cada um de nós descobrir qual é!


Adivinha quanto eu gosto de ti
Sam McBratney

Às vezes, quando gostamos muito, muito de alguém, queremos encontrar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes. Mas como descobrem a Pequena Lebre Castanha e Grande Lebre Castanha, o amor não é coisa fácil de medir!

Boas Leituras! 

💘Feliz Dia dos Namorados!💘