A Biblioteca da Fundação A LORD tem como principal objectivo contribuir para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais da comunidade.
É um local de leitura, de consulta de documentos e de recolha de informação.
Em celebração do Dia Internacional da Mulher, deixamos aqui uma seleção de livros disponíveis na Biblioteca, sobre mulheres inspiradoras, algumas reais, outras personagens fictícias, que desafiaram obstáculos, expetativas e convenções e inspiraram leitores por todo o mundo.
Como escreveu um dia Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher: torna-se”.
Faça uma visita à Biblioteca, requisite alguns destes livros e fique a conhecer as histórias destas mulheres extraordinárias!
Mulheres livres – Maria de Belém Roseira
Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, obrigou o tempo a andar à frente do seu tempo. Marie Curie, duas vezes Prémio Nobel, tinha nas suas veias a sede do conhecimento. A primeira mulher primeira-ministra do seu país, Benazir Bhutto, representou uma pedra no charco do mundo islâmico. A bailarina e coreógrafa Isadora Duncan e a pintora Frida Kahlo viveram a sua arte em total liberdade. Maria de Lourdes Pintasilgo, contra tudo e contra todos, ascendeu a um lugar nunca antes imaginado ser possível alcançar por uma mulher, o cargo de primeira ministra de Portugal, quebrando tabus instituídos. Eleanor Roosevelt imprimiu o seu nome na História universal. Simone Veil, sobrevivente do Holocausto, marcou a política francesa. Hannah Arendt, a provocadora filósofa política, inquietou mentes humanas. As escritoras vanguardistas Virginia Woolf e Simone de Beauvoir deixaram o seu marco na literatura. Dolores Ibárruri Gómez, La Pasionaria, sacrificou a sua vida em prol da luta por aquilo em que acreditava.
Maria de Belém Roseira conta-nos a história destas mulheres excecionais que, nas mais diferentes áreas, da ciência à literatura, da política à filosofia, lutaram pelos seus ideais, defenderam as suas ideias, ultrapassando com perseverança e resiliência os mais variados obstáculos. Desprenderam-se das amarras que tentavam silenciar a sua voz e calar a sua liberdade e não se deixaram influenciar pela crítica ou pelo preconceito das suas épocas, abrindo espaço ao progresso da sociedade.
Todas com uma coragem e determinação que fazem delas mulheres livres.
Mulheres Portuguesas: divas, santas e demónios, Maria João Martins
A Coleção "AS MULHERES E A REPÚBLICA" de Rosabela Afonso, é constituída por seis volumes, cada um aborda, de forma simples, resumida e ilustrada, a biografia de uma mulher que tenha contribuído de forma empenhada para os valores republicanos.
Aqui apresentamos, volume a volume, o percurso e os valores defendidos e praticados por mulheres tão diferentes como Carolina Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete, Maria Veleda, Ana de Castro Osório, Angelina Vidal e Emília Sousa Costa, as quais estavam, afinal, unidas por uma preocupação comum - a busca de um mundo novo e melhor, a procura de um caminho para a felicidade.
Convictas de que o conhecimento e a cultura eram o caminho certo para a felicidade e sabendo que o futuro está nas crianças e que as mulheres, enquanto educadoras, têm uma responsabilidade acrescida no modo como transmitem saberes e valores, é sobre estes, mulheres e crianças, que dedicam toda a sua atenção e preocupação. Sempre na tentativa de promover um mundo mais justo e equitativo, o qual acreditavam viria com a República.
Mariposa, Yusra Mardini
Yusra Mardini abandonou a Síria em 2015, com apenas 17 anos, depois de uma bomba destruir o telhado da piscina onde costumava treinar. Juntamente com a irmã mais velha, embarcou num bote sobrelotado de refugiados em direção à costa da Turquia. Quando a embarcação se começou a afundar, Yusra tomou uma decisão arrojada que mudou a sua vida e salvou os restantes passageiros: atirou-se ao mar para fazer avançar o bote até à costa de Lesbos.
A viagem durou várias horas. Mariposa conta a história da jovem Yusra, da Síria devastada pela guerra até aos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, onde competiu na recém-formada Equipa Olímpica de Refugiados e realizou o seu sonho de se tornar nadadora olímpica. Ao contar a sua história, a jovem demonstra-nos que os refugiados são pessoas comuns em circunstâncias extraordinárias, que fogem das suas casas para não morrerem dentro delas.
O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico, Ari Folman, David Polonsky e Anne Frank
Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.
Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.
Histórias
de Adormecer para Raparigas Rebeldes, Elena Favilli e Francesca Cavallo
Com estas histórias de adormecer para raparigas rebeldes, as raparigas mais apaixonadas, independentes e decididas poderão adormecer embaladas pelas histórias de vida inspiradoras de 100 mulheres que mudaram o mundo. Com a sua inteligência e determinação, estas mulheres extraordinárias ficaram na história da Humanidade por terem tido a audácia de sonharem com um mundo onde o género não define fronteiras e onde ser mulher é ter uma voz e a força necessária para a erguer.
Do talento de Frida Kahlo à liderança de Cleópatra, passando pelo activismo de Malala e pelo génio visionário de Ada Lovelace, estas são as vidas que entusiasmam raparigas no mundo inteiro e nos reforçam a esperança num mundo mais justo, igualitário e belo.
Jane Eyre, Charlotte Brontë
Jane Eyre, pobre e órfã, cresceu em casa da sua tia, onde a solidão e a crueldade imperavam, e depois numa escola de caridade com um regime severo. Esta infância fortaleceu, no entanto, o seu carácter independente, que se revela crucial ao ocupar o lugar de preceptora em Thornfield Hall. Mas, quando se apaixona por Mr. Rochester, o seu patrão, um homem de grande ironia e algum cinismo, a descoberta de um dos seus segredos força-a a uma opção. Deverá ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir as suas convicções, mesmo que para tal tenha de abandonar o homem que ama?
Publicado em 1847, “Jane Eyre” chocou inúmeros leitores da Inglaterra vitoriana com a apaixonada e intensa busca de uma mulher pela igualdade e a liberdade.
Mulherzinhas, Louisa May Alcott
As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy passam por um período difícil depois de verem o pai partir para a guerra e de se confrontarem com problemas económicos inesperados. No entanto, a união familiar e o espírito lutador que conseguem manter juntamente com a mãe ajudam-nas a ultrapassar todas as dificuldades. Quer em casa quer nas relações com os amigos e vizinhos, conseguem surpreender e continuar a ser fiéis aos seus sonhos, vivendo todos os dias com esperança e boa disposição.
Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.
Florbela Espanca, poetisa portuguesa, natural de
Vila Viçosa (Alentejo).
Nasceu filha ilegítima de João
Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia
na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu»,
mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha
de pai incógnito, foi, todavia, educada pelo pai e pela madrasta, Mariana
Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido
em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se, como curiosidade, que o pai, que
sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da
inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de
florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só
depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção
de Letras do Curso dos Liceus. Em outubro desse mesmo ano matriculou-se na
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na
capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres
escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre
os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano
de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em
1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns
anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães.
Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se,
pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim
como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a
quem Florbela estava ligada por fortes laços afetivos), num acidente com o avião
que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e
obra. Em dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica,
Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente,
um «edema pulmonar».
A poesia de Florbela
caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do
desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e
plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência
passional da sua linguagem,
marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um
sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca
alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a
convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou
claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e
de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução
dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da
sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por
outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de
Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou
exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos
encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por
algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e
investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da
literatura portuguesa do século XX.
OBRA
Postumamente foram publicadas as
obras Charneca em Flor (1930), Cartas de FlorbelaEspanca,
por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino
(1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio
Amaro (1949) e Diário do ÚltimoAno Seguido De Um Poema Sem Título,
com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou
Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
Olívia é uma
rapariga inteligente e sensível. Mora em Barcelona com a mãe Íngrid, atriz, e
com o irmão Tim, mais novo do que ela. Olívia estuda numa escola particular e
vive num bairro tranquilo no centro da cidade.
Um dia, a crise
que se vive por todo o país chega à casa de Olívia, e tudo se desmorona. Íngrid
não consegue arranjar trabalho, as faturas acumulam-se, a luz é cortada e a
despensa está cada vez mais vazia. Não tarda até que Olívia e a sua família
sejam obrigados a mudar de casa e de vida.
Para proteger o
irmão da situação em que se encontram a viver, Olívia inventa um jogo, e
convence-o de que estão a atuar num filme secreto e de que nada do que se passa
é real.
Num prédio cheio
de okupas desconhecidos e num bairro que tem tudo para ser assustador, Olívia
depressa descobre que a vida está cheia de desafios difíceis, mas também de
bons recomeços.
Este livro conta uma história atual sobre a
importância da família, da entreajuda e da esperança.
Livro
recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.
O Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim, celebra-se hoje,
14 de fevereiro.
O Dia dos Namorados, em Portugal, é celebrado no dia da morte de um bispo chamado Valentim, por isso, a data é conhecida como o Dia de São Valentim.
No Brasil, por exemplo, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho. Este dia é a véspera de Santo António, conhecido como o santo casamenteiro.
Como o Dia de São Valentim deu origem ao Dia dos Namorados
O Dia de São Valentim é comemorado pela igreja em 14 de fevereiro.
Nesse dia, o imperador romano Cláudio II mandou matar Valentim por desrespeitado a sua ordem. O imperador havia proibido a realização de casamentos, mas Valentim continuou a realizá-los em segredo.
A história remonta ao século III d.c. O Imperador havia proibido os casamentos, pois acreditava que os combatentes solteiros tinham melhor desempenho nas batalhas.
Valentim era bispo e desrespeitou esse decreto imperial, realizando casamentos. O segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte.
Segunda a lenda, enquanto estava preso, Valentim teria ficado muito amigo da filha do carcereiro, que era cega e, por milagre, a moça ficara curada da cegueira.
Executado no dia 14 de fevereiro do ano de 269, a data deu origem ao Dia dos Namorados.
Antes de morrer, Valentim conseguiu enviar e receber algumas cartas ainda na cela, o que originou a troca de cartões, os chamados "valentines".
Diversos países, tal como Portugal, Espanha e Argentina, comemoram o Dia dos Namorados no Dia de São Valentim (Valentine's Day, em inglês).
Estas são algumas das nossas sugestões de leitura para partilhar com alguém especial!
Visite a nossa biblioteca e requisite estes ou outros títulos para celebrar este dia 💘
366 poemas de amor que falam de amor
(poemas de vários autores escolhidos por Vasco Graça Moura)
Nada há de tão natural no mundo da poesia como o tema do amor. Vasco Graça Moura reúne neste livro 366 poemas que falam de amor - que sofrem e exultam, desencorajam e comovem, entristecem e rejubilam, que falam da alegria e da surpresa do amor. E também da sua melancolia, dos seus nomes raros, da evidência, da sua inevitabilidade.
Com esta escolha percorre-se também uma vasta tradição da poesia de todos os tempos, uma arte que nunca poderemos esquecer - e o deslumbramento diante do amor, justamente.
Vinte poemas de amor e uma canção desesperada
Pablo Neruda
«Não sou amigo de anotações em livros, nem de confissões de autor. A poesia deve ir nua pelas ruas, e só se deve cobrir com a multidão da natureza.»
Pablo Neruda, da «Pequena História» que apresenta Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada
Amo-te. Poemas para gritar ao coração
João Manuel Ribeiro
Uma colectânea onde se encontram reunidos 25 poemas arrebatadores para dar largas ao amor e despertar para a poesia.
Ideal para adolescentes apaixonados.
Para os mais novos também entenderem o amor...
Gosto de ti (quase sempre)
Anna Llenas
Porque será que determinadas características de uma pessoa por vezes nos agradam mas outras vezes nos incomodam?
O Rui e a Rita são muito diferentes um do outro. Aceitar as diferenças nem sempre é fácil... Mas quem disse que seria?
Este livro destina-se não só a crianças mas também a adultos, e convida-nos a compreender o que nos diferencia, mostrando o efeito mágico dos opostos.
O novelo de emoções
Elizabete Neves
Uma menina chamada Marta não sabe o que se passa com ela, pois sente algo que não consegue explicar. Eis que surge o seu amigo Sukha, e através de um novelo de lã imaginário, constituído por cinco fios de cores diferentes, todos misturados, correspondendo cada um a uma emoção primária, vai demonstrar que o que ela sente são emoções. Com exemplos do seu dia a dia, Sukha vai ensinar Marta a reconhecer as emoções, que não são boas nem más, mas que nos transmitem sempre uma mensagem. Cabe a cada um de nós descobrir qual é!
Adivinha quanto eu gosto de ti
Sam McBratney
Às vezes, quando gostamos muito, muito de alguém, queremos encontrar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes. Mas como descobrem a Pequena Lebre Castanha e Grande Lebre Castanha, o amor não é coisa fácil de medir!
PABLO NERUDA – pseudónimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto - nasceu a 12 de julho de
1904 em Parral, no Chile.
Considerado um dos mais importantes
poetas do século XX, o pseudónimo foi escolhido para homenagear o poeta checo
Jan Neruda. A sua obra lírica é plena de emoção e marcada por acentuado
humanismo. Em 1923 estreia-se nas letras com a publicação do livro de poemas Crepusculário,
já assinado como Pablo Neruda, nome que passou a usar legalmente em 1946.
Alternou a vida literária com a
carreira diplomática, tendo sido embaixador do Chile em França no momento do
golpe de Estado que depôs o presidente Salvador Allende. De volta ao Chile,
sofreu perseguições políticas, tendo falecido pouco depois, em 1973.
PRÉMIOS: Prémio Nacional de
Literatura (1945); Prémio Nobel de Literatura (1971) e Prémio Lenine da Paz. Destacou-se
ainda pelos seus pensamentos.
Parte da sua vida e obra foi
passada ao cinema no filme intitulado: O Carteiro de Pablo Neruda
OBRA
A
canção da festa
(1921), Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção
desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1925), Residência
na terra [vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939, que inclui Espanha
no coração (1936-1937)], Ode a Stalingrado (1942),
Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares
(1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), Ensaios
(Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de
Joaquín Murieta (1967).
Em
1974, foi publicado o volume autobiográfico Confesso que vivi, em 1998, Antologia
de Pablo Neruda e em 2011, Cartas de amor – cartas de Pablo Neruda a
Matilde Urrutia 1959-1973.
A menina jamais poderia imaginar que um pequeno ato de amor se pudesse transformar em algo tão especial e deslumbrante, mas foi o que aconteceu nesta história maravilhosa sobre a vida, a generosidade e a partilha.
Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.
CENTENÁRIO DE EUGÉNIO DE ANDRADE CELEBRADO COM EXPOSIÇÕES, CONCERTOS E CONGRESSOS
(1923/2005)
As cidades do Fundão e do Porto, onde o poeta nasceu e morreu, são responsáveis pela organização das iniciativas de evocação, que incluem um colóquio internacional, exposições e concertos.
Um colóquio internacional, congressos, exposições, concertos e leituras são algumas das iniciativas que arrancam esta quinta-feira e vão decorrer ao longo do ano para celebrar o centenário do escritor e poeta Eugénio de Andrade.
Nascido em 19 de janeiro de 1923, no Fundão, Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, morreu no Porto em 2005, aos 82 anos. São, por isso, essas as duas principais cidades a organizar iniciativas de evocação desta data especial, como é o caso da exposição “Eugénio de Andrade, A Arte dos Versos”, a inaugurar hoje na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, que tem como ponto de partida o espólio do escritor, doado pela Fundação Eugénio de Andrade à autarquia do Porto, e permite uma aproximação à vida e obra do poeta.
Na mesma cidade, a Cooperativa Árvore apresenta uma exposição intitulada “Poesia a 100 Eugénio”, que vai estar patente até dia 28 de janeiro, que integra obras de pintura e escultura de artistas convidados sobre o tema do imaginário poético de Eugénio de Andrade, uma coleção de fotografias do poeta com artistas com quem privou na época, assim como catálogos editados pela Cooperativa Árvore e outras publicações. Ainda no Porto, terá lugar hoje à noite na Casa da Música um concerto dedicado ao poeta, e estão previstos ao longo do ano ciclos de leitura, percursos e um programa educativo.
A programação completa do programa das comemorações pode ser consultada aqui.
Fonte: Observador.pt
Foi para ti que criei as rosas
Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei ás romãs a cor do lume.
Sê paciente; espera
Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
As amoras
O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
O nosso querido Monstro está um pouco dececionado.... É que ele esforçou-se muito para encontrar a criança perfeita e um quarto onde viver. Escondeu-se debaixo da cama e planeou pregar sustos terríveis, os mais assustadores de sempre! Fez sons aterrorizantes com o nariz e estalou os ossos, afiou os dentes, pôs os cabelos em pé, até projetou sombras monstruosas nas paredes. Fez tudo, tudo mesmo para tentar assustar a criança. Mas nada resultou. Ela continuava a dormir tranquilamente na sua caminha, sorria durante o sono, e por vezes até roncava! Não tinha um pingo de medo. E isso deixava o nosso querido Monstro mesmo muito zangado e frustrado! Por isso decidiu despedir-se e ir embora.
Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.
"Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino,
solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida
em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada
numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e
não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar
no assunto. Em hindi, Maya significa feitiço, ilusão, sonho, o que não tem nada
a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o
pé a erva não volta a crescer."
Isabel Allende, O Caderno de Maya
Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende. Cosmopolitan
Escritora chilena, Isabel Allende nasceu a 2 de agosto
de 1942. Em 1973 foi forçada a abandonar o Chile na sequência do golpe militar
em que Salvador Allende, primo do seu pai, foi assassinado ou levado ao
suicídio. Trabalhou como jornalista no Chile e, posteriormente, em Caracas
(Venezuela), onde viveu até 1984. Depois disso, passou a viver nos EUA, onde
ensina literatura. Foi uma defensora acérrima dos direitos das mulheres.
Segundo Isabel Allende, a sua experiência como jornalista foi-lhe útil na
medida em que não só a ensinou a usar a linguagem de forma eficaz mas também a
fez adquirir uma facilidade de comunicação que a ajuda a aproximar-se de
qualquer pessoa com uma história a contar. Para ela, o primeiro objetivo da
literatura é a expansão da consciência da realidade através da narração de
histórias particulares capazes de se entrelaçarem na história coletiva e
explorarem os mistérios da vida: a sua realidade marcada pelo sonho, pelas
premonições e pelas visões. Os seus livros estão traduzidos em mais de 30
idiomas e constituem um caso ímpar de sucesso. Muitos deles já foram adaptados
ao cinema, teatro, ópera e ballet, conferindo-lhe uma brilhante trajetória
literária que, com os anos, não deixou de aumentar o seu prestígio.
Bibliografia
A Casa dos Espíritos (1982), De
Amor e de Sombra (1984), Eva Luna (1989), Contos de Eva Luna
(1989), O Plano Infinito (1991), Paula (1994), Afrodite
(1997), A Cidade dos Deuses Selvagens (2002), O Meu País Inventado
(2003), O Reino do Dragão de Ouro (2003), O Bosque dos Pigmeus
(2004), Zorro, O Começo da Lenda (2005), Inés da Minha Alma
(2006), A Ilha Debaixo do Mar (2009) O caderno de Maya (2011), O
jogo de Ripper (2014), O amante japonês (2015), Para além do
inverno (2017), Longapétala do mar (2019), As mulheres de
minha alma (2020), Violeta (2021).