segunda-feira, 6 de julho de 2020

Escritor do mês | julho

Luis Sepúlveda
(1949/2020)


"Sempre vi a literatura como um ponto de encontro. Primeiro, é um ponto de encontro do escritor com a sua própria memória, com as suas referências culturais e sociais. Depois, é um ponto de encontro entre dois estados de alma: o do escritor, quando estava a escrever, e o do leitor, no momento em que lê".


Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, a 4 de outubro de 1949 e morreu a 16 de abril de 2020 em Oviedo, Espanha, vítima de Covid-19. O seu pai era militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante. A mãe era enfermeira e tinha origens mapuche. Cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.

Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.

Da sua vasta obra – toda ela traduzida em Portugal –, destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas todos os seus livros conquistaram em todo o mundo a admiração de milhões de leitores.

Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço – que visa galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica –, uma honra de definiu como «uma emoção muito especial».

Para além de romancista, foi realizador, roteirista, jornalista e ativista político. Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro, Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto, só ficaria cinco meses na capital soviética, uma vez que foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”. Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Em 1979 alistou-se nas fileiras sandinistas, na Brigada Internacional Simon Bolívar, que lutava contra a ditadura de Anastácio Somoza. Depois da vitória da revolução sandinista, trabalhou como repórter.

Em 1982 rumou a Hamburgo, movido pela sua paixão pela literatura alemã. Nos 14 anos em que lá viveu, alinhou no movimento ecologista e, enquanto correspondente da Greenpeace, atravessou os mares do mundo, entre 1983 e 1988. Em 1997, instalou-se em Gijón, em Espanha, na companhia da mulher, a poetisa Carmen Yáñez. Nesta cidade fundou e dirigiu o Salão do Livro Ibero-americano, destinado a promover o encontro de escritores, editores e livreiros latino-americanos com os seus homólogos europeus.

Luís Sepúlveda vendeu mais de 18 milhões de exemplares em todo o mundo e as suas obras estão traduzidas em mais de 60 idiomas.


“Antonio José Bolívar Proaño tirou a sua dentadura postiça, guardou-a embrulhada no lenço, e, sem parar de amaldiçoar o gringo que estivera na origem da tragédia, o administrador, os garimpeiros, todos os que insultavam a virgindade da sua Amazónia, cortou com um golpe de machete um grosso ramo e, apoiando-se nele, pôs-se a andar na direção de El Idilio [como ironicamente, ou não, se chama o local onde vive], da sua choça, dos seus romances, que falavam do amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana.”

O velho que lia romances de amor (pág. 110)

O Leituras sugere...





...para julho 


História de um gato e de um rato que se tornaram amigos
Luis Sepúlveda


Max vive em Munique com os seus pais e irmãos — e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho.

Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.

Baseado num episódio da vida de um dos filhos de Luis Sepúlveda, a História de um gato e de um rato que se tornaram amigos oferece-nos uma vez mais uma fábula singela e divertida sobre o verdadeiro valor da amizade.

Um poema...


Em todos os jardins




“Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abrac
̧o que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abunda
̂ncia dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.“

Sophia de Mello Breyner



quarta-feira, 24 de junho de 2020

Histórias de Encantar Online


1, 2, 3… uma história de cada vez

Olá, amiguinhos!


A nossa história de hoje: “Camila à espreita”

Desafio: poderão fazer um desenho relativo a esta história e, com a ajuda dos pais, enviá-lo para biblioteca@fundacaoalord.pt.

Mais tarde, quando voltarem a poder visitar a nossa Biblioteca, poderão ver os vossos trabalhos numa exposição dedicada a esta atividade.

Participem! 



Autor: STEFFENSMEIER, Alexandre - “Camila à espreita”. Lisboa: Livros Horizonte, 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Histórias de Encantar Online


1, 2, 3… uma história de cada vez

Olá, amiguinhos!

A nossa história de hoje: “O gato e o rato"



Desafio: poderão fazer um desenho relativo a esta história e, com a ajuda dos pais, enviá-lo para biblioteca@fundacaoalord.pt.

Mais tarde, quando voltarem a poder visitar a nossa Biblioteca, poderão ver os vossos trabalhos numa exposição dedicada a esta atividade.

Participem! 



Autor: SOARES, Luísa Ducla - “O gato e o rato”. Porto: Civilização, 2011

terça-feira, 16 de junho de 2020

A arte em casa




Voltamos com mais uma sugestão para um contacto com a arte, sem sair de casa.

Visitando a página https://artsandculture.google.com/color?col=GREEN podemos escolher uma cor na banda superior e ver uma coleção de quadros onde predomina a cor escolhida. Se tocarmos nas imagens, elas ampliam-se, mostram o nome do pintor, o ano em que o quadro foi pintado e a coleção ou o museu a que pertence.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Histórias de Encantar Online


1, 2, 3… uma história de cada vez

Olá, amiguinhos!


A nossa história de hoje é: “A zebra Camila”




Um desafio: poderão fazer um desenho relativo a esta história e, com a ajuda dos pais, enviá-lo para biblioteca@fundacaoalord.pt.
Mais tarde, quando voltarem a poder visitar a nossa Biblioteca, poderão ver os vossos trabalhos numa exposição dedicada a esta atividade.

Participem!


Autor: NÚÑEZ, Marisa - “A zebra Camila”. Kalandraka, 2016

Escritor do mês | junho


DOMINGOS AMARAL
(1967/)

Domingos Amaral nasceu a 12 de outubro de 1967, em Lisboa. É pai de quatro filhos, três raparigas e um rapaz. Formado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, onde é atualmente professor da disciplina de Economia do Desporto (Sports Economics), tem também um mestrado em Relações Económicas Internacionais, pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Durante muitos anos foi jornalista, primeiro no jornal O Independente, onde trabalhou durante 11 anos, tendo depois sido diretor das revistas Maxmen, por sete anos, e GQ, durante quatro anos. É também administrador da Escola Ave Maria.

BIBLIOGRAFIA

"Amor à Primeira Vista", "O Fanático do Sushi"; "Os Cavaleiros de São João Baptista"; "Enquanto Salazar Dormia"; "Já Ninguém Morre de Amor"; "Quando Lisboa Tremeu"; "Verão Quente", "O Retrato da Mãe de Hitler"; "Um Casamento de Sonho"; "Assim Nasceu Portugal"; “A Bicicleta que Fugiu dos Alemães”.




O Leituras sugere...





...para junho 


As Aventuras de Tom Sawyer

 Mark Twain


Em “As Aventuras de Tom Sawyer” (1876), Mark Twain narra as aventuras de um jovem rapaz no Sul dos EUA, antes da Guerra da Secessão.

Tom vive com a sua tia Polly e o seu meio-irmão Sid na cidade de St. Petersburgo, nas margens do Mississípi. Em várias tropelias e aventuras, Tom e os seus amigos procuram tesouros em casas assombradas, escondem-se numa ilha deserta e anseiam ser piratas e ladrões. E quando Tom e Huck visitam à noite um cemitério, pois creem que tal passeio é uma cura milagrosa para as verrugas, e testemunham um assassinato, não têm outro remédio senão fugir de St. Petersburgo.

Obra clássica de Mark Twain, “As Aventuras de Tom Sawyer” é um dos mais vivos retratos das aventuras da infância e da juventude e conserva a sua frescura e vivacidade. 

Livro recomendado para o 7º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.