CATÁLOGO ONLINE
A minha Lista de blogues
quinta-feira, 26 de junho de 2014
A propósito da leitura...
sexta-feira, 20 de junho de 2014
VISITA CULTURAL
Numa
iniciativa da Biblioteca e sob o lema Conhecer
melhor o Porto, realizou-se mais uma visita cultural, tendo como destino o Jardim Botânico e a Casa Museu Marta Ortigão Sampaio.
Numa
manhã que se anunciava chuvosa mas que não quis desiludir os participantes
nesta visita, o sol iluminou o Jardim
Botânico do Porto.
Este
jardim oferece aos visitantes um conjunto de espécies raras, nomeadamente
espécies exóticas. É ainda representativo das quintas de recreio do Porto
oitocentista e é também um espaço literário. Ele é um lugar de referência na
vida e na obra dos escritores Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruben A.
Após
uma pausa para almoço e um retemperador passeio à beira mar, na Foz do Porto,
seguiu-se a visita a um dos espaços que integram o património museológico da Câmara
Municipal do Porto.
A
Casa Museu Marta Ortigão Sampaio apresenta as coleções herdadas e reunidas por
Marta Ortigão Sampaio ao longo do século XX e legadas à Câmara Municipal do
Porto em 1978.
Evoca
os ambientes da grande burguesia portuense de meados do século XX, destacando-se
os espólios das pintoras Aurélia de Sousa e Sofia de Sousa e a coleção de joias
da doadora.
Etiquetas:
Visitas culturais
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Feira do Livro 2014
Cumprindo
a tradição, a Biblioteca da Fundação A
LORD, na sua ação para o desenvolvimento cultural e para a promoção da
leitura, realizou a Feira do Livro,
de 26 de maio a 7 de junho, na Alameda de S. Salvador.
No cenário
colorido e apelativo dos livros, organizou um conjunto de atividades dirigidas aos
mais pequenos, contando com a colaboração de convidados.
As Histórias de Encantar, apresentadas
diariamente, tiveram como ouvintes atentos os meninos dos infantários e creches
de vários lugares do concelho de Paredes.
Na manhã
do dia 2 de junho, a contadora de histórias Sónia Aguiar conduziu as
crianças ao mundo da fantasia e da imaginação, num ambiente de festa que a
todos encantou e divertiu.
Mas,
porque uma história não se conta apenas por palavras mas também pela força
sugestiva das imagens, foi nossa convidada a ilustradora Carla Anjos que explicou
as várias etapas do seu trabalho, as técnicas utilizadas
na criação das ilustrações e a sua importância
na narração de uma história.
O escritor
João
Manuel Ribeiro trouxe ao seu encontro com os meninos da escola de Laje - Parada de Todeia alegria e boa disposição. As lengalengas, os
poemas cantados e as adivinhas andaram no ar, num jogo interativo de sentidos e
de sonoridades. Todos queriam mais...
A visita à
Feira foi ainda a oportunidade, para as escolas participantes, de receberem
livros autografados pelos convidados e oferecidos pela Biblioteca.
Etiquetas:
Feira do livro 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Escritor do mês | junho
Etiquetas:
Escritor do Mês,
Programação mensal
terça-feira, 10 de junho de 2014
10 de junho Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, o Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal e também um feriado nacional de Portugal.
Durante o regime ditatorial do Estado Novo de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, o dia 10 de Junho era celebrado como o "Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses".
Após a revolução do 25 de Abril de 1974, que marcou o fim do regime ditatorial do Estado Novo, a celebração do dia passou a prestar homenagem a Portugal, Camões e às Comunidades Portuguesas.
As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas são celebradas por todo o país, mas só as Comemorações Oficiais, que decorrem em cidades diferentes todos os anos, são presididas pelo Presidente da República e muitas outras individualidades como o Primeiro-Ministro, os Embaixadores e outras personalidades. As comemorações envolvem diversas cerimónias militares, exposições, concertos, cortejos e desfiles, além de uma cerimónia de condecorações feita pelo Presidente da República.
Tributo a Luís de Camões

Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte
libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto I (estrofes 1-3)
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: - “Mais servira, senão fora
Para tão longo amor tão curta a vida!”
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos”
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
sexta-feira, 6 de junho de 2014
O Leituras sugere...
....para junho
Sobrei da história dos meus pais?
Graça Gonçalves
“Um laço por um abraço” - o pai fazia o laço nos sapatos da Mariana e acontecia um jogo de ternura entre os dois.
Mariana vivia feliz com a sua família até que, um dia, o pai fez as malas e partiu. Pouco tempo depois, quando chegou a casa com um ramo de malmequeres para a mãe, ela também já lá não estava. Mariana foi viver com a tia e os primos.
A tristeza invade-a e adoece. Será que vai voltar a ser feliz?
Um romance tecido com muita ternura e serenidade.
“Nos últimos dias, várias vezes tinha percebido o seu desejo de me falar no conflito em que vivia. Nunca o fez. Só me abraçava. Abraçava-me muito. Também devia ser muito difícil tentar fazer-me entender que não ia haver lugar para mim naquela sua paixão adiada. No entanto, nessa manhã, evitou olhar-me e não me abraçou. Sentia-me a mais, a sobrar. A minha mãe tinha ido mesmo embora! Sem mim. Sem os malmequeres. Também a minha mãe emigrou. Emigrou do meu carinho.”
Etiquetas:
O Leituras sugere...(temas Infanto-Juvenis)
Um poema...
E por Vezes
E
por vezes as noites duram meses
E
por vezes os meses oceanos
E
por vezes os braços que apertamos
nunca
mais são os mesmos. E por vezes
encontramos
de nós em poucos meses
o
que a noite nos fez em muitos anos
E
por vezes fingimos que lembramos
E
por vezes lembramos que por vezes
ao
tomarmos o gosto aos oceanos
só
o sarro das noites não dos meses
lá
no fundo dos copos encontramos
E
por vezes sorrimos ou choramos
E
por vezes por vezes ah por vezes
num
segundo se evolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira, in 'Matura Idade'
Programa de atividades | junho 2014
Etiquetas:
Atividades,
Programação mensal
Subscrever:
Mensagens (Atom)