Baralhando Histórias
Alessandro Sanna
-Era uma vez uma menina que se
chamava
Capuchinho Amarelo.
-Não, Vermelho!
-Isso, Capuchinho Vermelho.
-A sua mãe chamou-a e disse-lhe:
"Ouve, Capuchinho Verde…"
O avô interrompeu a plácida leitura do jornal para contar à sua neta uma
história que não é por ser clássica que lhe custa menos a contar.
Desconhecimento? Em absoluto. O ancião consegue que seja a pequena quem
realmente reproduz o conto, ao corrigir os enganos que ele comete
deliberadamente porque, é ‘confundindo histórias’ que o enredo se transforma
num proveitoso recurso expressivo.
Esta peculiar versão do Capuchinho, ideal para ser contada, é um verdadeiro
jogo de humor para o leitor e uma lição - útil e simples - para os contadores
de histórias, uma lição que lhes permite sentir a vibrante emoção do público
infantil, atento e em alerta total, assim que lançado este irresistível anzol
ao voraz apetite da sua imaginação.
Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.