Sveva Casati Modignani
(1938/…)
Sveva Casati Modignani
(1938/…)
Esta data foi escolhida com base na lenda de São Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril.
Também a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em 2023, presta homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento se assinalam: Eduardo Lourenço (1923-2020), Eugénio de Andrade (1923-2005), Mário Cesariny (1923-2006), Mário-Henrique Leiria (1923-1980), Natália Correia (1923-1993) e Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013).
fonte: http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/DML2023.aspx
Destacamos algumas obras disponíveis na nossa Biblioteca dos autores homenageados
Cruzeiro, Maria Manuela, ; Baptista, Maria Manuel, - Tempos de Eduardo Lourenço: fotobiografia. Porto : Campo das Letras, 2003.
Hans Christian Andersen
Hans Christian Andersen, escritor
dinamarquês, nasceu no dia 2 de abril de 1805 e faleceu em 1875, é o autor de
contos de fadas mais conhecido mundialmente. Enquanto que as peças de teatro, romances,
poemas, livros de viagens e muitas biografias que escreveu só são conhecidos na
Dinamarca, os seus "Contos" (1835-1872) encontram-se traduzidos em
muitas línguas. Entre os mais famosos destacam-se "O Patinho Feio",
"A Sereiazinha" e "A Rainha da Neve".
Mas, Andersen escreveu mais de
156 contos de fadas, autobiografias, romances, peças de teatro, poesia, relatos
de viagem. Toda a sua obra estava direcionada tanto para as crianças como para
os adultos. As suas criações são ainda hoje fonte de inspiração e de novas
reflexões.
Graças à sua contribuição para a
literatura juvenil, a data de seu nascimento, 2 de abril, é o Dia
Internacional do Livro Infantojuvenil. Além disso, o mais importante prémio
internacional do género, o Prémio Hans Christian Andersen, tem seu nome.
Anualmente, a InternationalBoard on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian
Andersen para os maiores nomes da literatura infantojuvenil.
H.C. Andersen era e continua a
ser um poeta insuperável. A sua obra é fascinante pela abrangência e por ter
sido traduzida em inúmeras línguas. Esta popularidade reflete a capacidade
única da sua poesia evocar emoções profundas nos seus leitores,
independentemente da idade, sexo ou cultura.
A sua produção literária composta
de relatos de viagens, poemas, romances e dramas é, sem dúvida, notável pela
prodigalidade e qualidade.
Obra
Entre os muitos contos de Andersen destacam-se:

No dia 2 de abril, comemorou-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen.
A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.
Como é habitual, para assinalar este dia, a DGLAB disponibiliza um cartaz digital, da autoria da ilustradora Ana Ventura, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração em 2022.
Também o IBBY internacional convida anualmente um país a dar o mote e a escrever um texto alusivo à literatura para a infância. Este ano da responsabilidade da Grécia, o texto é da autoria de Vagelis Iliopoulus e o cartaz de Photini Stephanidi.
O cartaz de Ana Ventura transmite a ideia que tem sido subjacente a este dia ao longo dos anos: um livro como raiz para a vida, que a alimenta e lhe dá os nutrientes para a diversidade, tal como as palavras dão vida aos sonhos de cada um.
Ana Ventura nasceu em Lisboa em 1972.
É ilustradora e artista plástica. Em 2000 licenciou-se em Pintura pela FBAUL, com especialização na tecnologia de Gravura. Em 1999 fez um Estágio de Gravura, Ilustração e Pintura, na École Supérieure d'Art Visuel La Cambre, Bruxelas.
Vive e trabalha entre Antuérpia e Lisboa. Desenvolve o seu trabalho em diversos suportes, desde livros a serigrafias, postais, roupa e acessórios.
Tem ilustrações em livros de autores portugueses e estrangeiros publicados na Alemanha, Itália, Noruega e Portugal.
Em 2017, na Sérvia, recebeu o Special Award – The 6th Book Illustration Festival “BookILL Fest” e em 2022, nos EUA, recebeu o Distinguished Merit 3×3 International Illustration Annual No.19.
Ainda em 2022 foi vencedora do Prémio Nacional de Ilustração com o livro Mudar, publicado pela Pato Lógico.
Fonte: https://livro.dglab.gov.pt/
...para abril
O homem que plantava árvores
Jean Giono
Em celebração do Dia Internacional da Mulher, deixamos aqui uma seleção de livros disponíveis na Biblioteca, sobre mulheres inspiradoras, algumas reais, outras personagens fictícias, que desafiaram obstáculos, expetativas e convenções e inspiraram leitores por todo o mundo.
Como escreveu um dia Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher: torna-se”.
Faça uma visita à Biblioteca, requisite alguns destes livros e fique a conhecer as histórias destas mulheres extraordinárias!
Mulheres livres – Maria de Belém Roseira

Histórias
de Adormecer para Raparigas Rebeldes, Elena Favilli e Francesca Cavallo

Florbela Espanca
(1834/1930)
Florbela Espanca, poetisa portuguesa, natural de
Vila Viçosa (Alentejo).
Nasceu filha ilegítima de João
Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia
na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu»,
mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha
de pai incógnito, foi, todavia, educada pelo pai e pela madrasta, Mariana
Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido
em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se, como curiosidade, que o pai, que
sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da
inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de
florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só
depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção
de Letras do Curso dos Liceus. Em outubro desse mesmo ano matriculou-se na
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na
capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres
escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre
os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano
de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em
1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns
anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães.
Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se,
pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim
como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a
quem Florbela estava ligada por fortes laços afetivos), num acidente com o avião
que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e
obra. Em dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica,
Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente,
um «edema pulmonar».
A poesia de Florbela
caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do
desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e
plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência
passional da sua linguagem,
marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um
sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca
alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a
convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
OBRA
Postumamente foram publicadas as
obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca,
por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino
(1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio
Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título,
com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou
Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
Os versos
que te fiz
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
...para março
O filme da minha vida
Maite Carranza
Um dia, a crise
que se vive por todo o país chega à casa de Olívia, e tudo se desmorona. Íngrid
não consegue arranjar trabalho, as faturas acumulam-se, a luz é cortada e a
despensa está cada vez mais vazia. Não tarda até que Olívia e a sua família
sejam obrigados a mudar de casa e de vida.
Para proteger o
irmão da situação em que se encontram a viver, Olívia inventa um jogo, e
convence-o de que estão a atuar num filme secreto e de que nada do que se passa
é real.
Num prédio cheio de okupas desconhecidos e num bairro que tem tudo para ser assustador, Olívia depressa descobre que a vida está cheia de desafios difíceis, mas também de bons recomeços.
Este livro conta uma história atual sobre a importância da família, da entreajuda e da esperança.
Livro
recomendado pelo Plano Nacional de Leitura
Este livro está disponível na Biblioteca para empréstimo.