terça-feira, 8 de setembro de 2020

Novidades

 A Sinfonia dos Animais

 Dan Brown


A "SINFONIA DOS ANIMAIS" CHEGA A PORTUGAL, EM PORTUGUÊS, A 1 DE SETEMBRO, ACOMPANHANDO A PUBLICAÇÃO DO ORIGINAL NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E O LANÇAMENTO MUNDIAL

“Crianças e adultos poderão experienciar este livro ilustrado intemporal de várias formas: optando pela tradicional leitura em voz alta ou, à medida que se viram as páginas, ir desfrutando também das músicas originais que o autor criou a pensar nesta obra – cada música pertence a um animal. Para tal, recorre-se a uma aplicação gratuita que poderá ser descarregada para o smartphone e que utiliza a tecnologia de realidade aumentada para tocar instantaneamente cada uma das músicas: uma por cada página dupla, bastando para isso que o telefone seja colocado por cima do livro.

À medida que leem o livro e ouvem as músicas em conjunto, crianças e famílias transformam A Sinfonia dos Animais numa verdadeira experiência multissensorial.
Músico de longa data, Dan Brown inspirou-se em trabalhos de clássicos infantis como Pedro e o Lobo e em livros ilustrados da sua infância. N’A Sinfonia dos Animais, o autor combina música e literatura para uma nova geração de jovens leitores que utilizam as mais recentes tecnologias.

«Adoro a arte de contar histórias e os meus livros sempre assentaram sobre vários temas», afirma Dan Brown. «Com A Sinfonia dos Animais, fiquei entusiasmado por poder construir esta ideia e criar uma experiência com várias camadas que conta com três tipos de linguagem em simultâneo: arte, música e palavras. Da mesma forma que uma ópera cativa o seu público com cenários maravilhosos, música dramática e drama lírico, A Sinfonia dos Animais pretende ser uma experiência imersiva para os olhos, os ouvidos e a mente, tudo ao mesmo tempo.»

A Sinfonia dos Animais, que conta com ilustrações de Susan Batori, é um livro ilustrado que permite uma experiência de entretenimento única. No site https://wildsymphony.com/ encontra-se uma amostra da música e de cenas dos bastidores. Depois da publicação da obra, ficará disponível no site a aplicação que garante o acesso às composições musicais através de um QR Code no livro. Adicionalmente, o álbum completo d’A Sinfonia dos Animais será lançado em simultâneo com o livro em setembro e ficará disponível em todas as grandes plataformas digitais.

O primeiro concerto a nível mundial d’A Sinfonia dos Animais acontecerá a 10 de outubro de 2020 em Xangai, na China. A chegada à Europa e aos Estados Unidos da América acontece mais tarde: a 6 de novembro em Zagreb, na Croácia, e a 15 de novembro na cidade natal de Dan Brown, Portsmouth, New Hampshire.”


Escritor do mês | setembro

 DAN BROWN

(1965/)


O escritor norte-americano Daniel Gerhard Brown (Exeter, 22 de junho de 1964), conhecido por assinar como  Dan Brown, nasceu em 1965 em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, sendo filho de um professor de Matemática e de uma intérprete de música sacra. Brown estudou no liceu local e mais tarde licenciou-se na Universidade de Amherst.

Mudou-se para Los Angeles onde tentou fazer carreira como compositor, pianista e cantor. No entanto, este plano de vida fracassou e Dan Brown acabou por ir estudar história da arte em Sevilha, em Espanha. Entretanto, a meias com a mulher, escreveu o livro 187 Men to Avoid: A Guide for the Romantically Frustrated Woman.

Em 1993 regressou a New Hampshire para se tornar professor de inglês na escola onde tinha estudado. Passados dois anos, os serviços secretos norte-americanos foram à sua escola buscar um aluno que consideravam uma ameaça nacional por ter escrito, na Internet, que era capaz de matar o presidente Bil Clinton. Dan Brown ficou tão interessado no assunto que começou a fazer pesquisas sobre a Agência Nacional de Segurança. Acabou por resultar desse interesse a escrita do seu primeiro romance Fortaleza Digital, que foi lançado em 1996 com algum sucesso.

Era um romance baseado na violação de privacidade e em conspirações, tendo por sustentação as novas tecnologias.

Quatro anos depois do seu romance de estreia, lançou Anjos e Demónios seguindo-se em 2001 Ponto de Impacto. Finalmente, em Março de 2003, Dan Brown lançou no mercado norte-americano The Da Vinci Code (O Código Da Vinci), que logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil exemplares, tendo-se tornado num dos livros mais vendidos de sempre em todo o mundo, com publicações em 42 línguas. 

O Código Da Vinci é um romance policial que tem como protagonista um simbologista norte-americano. Através da obra de Leonardo Da Vinci, onde encontra várias mensagens codificadas, tenta arranjar provas para desvendar um segredo com centenas de anos. 

A obra chegou a Portugal em 2004 e ao fim de poucos meses atingiu as onze edições. O sucesso deste livro levou a que fossem anunciadas uma adaptação cinematográfica e uma sequela literária.

Os livros de Brown contêm temas recorrentes como a criptografia, chaves, símbolos, códigos e teorias da conspiração.

Dan Brown é ainda autor de: A Conspiração, Inferno, O Símbolo Perdido e Origem.

Os seus livros O Código Da Vinci, Inferno, Anjos e Demónios, O Símbolo Perdido, foram adaptados ao cinema.

O Leituras sugere...

 



...para setembro 


A Sinfonia dos Animais

 Dan Brown


O Rato Maestro está a preparar uma grandiosa surpresa sinfónica!

Consegues descobrir o que anda ele a planear? Procura as pistas que ele vai deixando em todas as páginas!

Estás pronto para uma grande aventura? Vem viajar pelos bosques e pelos mares com o Rato Maestro e os seus amigos músicos! Entre outros, vais conhecer uma grande baleia-azul, chitas velozes, escaravelhos minúsculos e cisnes graciosos - cada animal com o seu segredo para te contar e a sua música para escutar. Se ouvires com atenção as melodias da Sinfonia dos Animais, encontrarás cada um deles algures na música.

Nesta história, cada animal tem uma característica que o distingue e transporta um instrumento musical. Individualmente, podem não parecer muito importantes, mas em grupo tornam-se surpreendentes. Quando - conduzidos pelo Rato Maestro - se juntam numa orquestra, o resultado é uma sinfonia afinada e maravilhosa, em que todos os músicos e instrumentos se revelam imprescindíveis e se completam.

As ilustrações de Susan Batori são muito engraçadas, com pistas adicionais escondidas nas páginas e nos cenários, para aguçar a tua curiosidade.


Livro infantil ludodidático

Um poema...

Para Ser Lido Mais Tarde,

de Mário Dionísio


Um dia

quando já não vieres dizer-me Vem

jantar


quando já não tiveres dificuldade

em chegar ao puxador

da porta quando


já não vieres dizer-me Pai

vem ver os meus deveres


quando esta luz que trazes nos cabelos

já não escorrer nos papéis em que trabalho


para ti será o começo de tudo


Um outro dia haverá talvez para os teus sonhos um outro mundo acolherá talvez enfim a tua oferenda


Hás-de ter alguma impaciência enquanto falo

Ouvirás com encanto alguém que não conheço

nem talvez ainda exista neste instante


Mas para mim será já tão frio e já tão tarde


E nem mesmo uma lembrança amarga

ou doce ficará

desta hora redonda

em que ninguém repara


Jorge Reis-Sá, Creio que Foi o Sorriso - Uma Antologia


(Jorge Reis-Sá escolheu os poemas que o acompanham, reunindo 65 autores contemporâneos numa antologia única.)

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Escritor do mês | agosto

FRANCISCO JOSÉ VIEGAS
(1962/)


“Para escrever policiais, o que me motiva é não saber o que vai acontecer. Nunca sei quem é o assassino e às vezes nem sei quem vai morrer. Mas um policial é como um jogo de futebol: se aos 20 minutos ainda não temos um golo, fica aborrecido. Por isso nos meus livros morrem sempre três ou quatro personagens”.

Francisco José Viegas nasceu em 1962 no Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa. Viveu até aos oito anos nas aldeias de Pocinho (hoje a última paragem ferroviária do Douro) e de Cedovim, e mudou-se para Chaves quando os pais foram ali colocados como professores do Ensino Primário. Na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa obteve em 1983 a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses. Terminado o curso, enveredou pelo jornalismo, mas também foi assistente de Linguística, na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, até 1987.

Professor, jornalista e editor, é responsável pela revista Ler e foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura. Colaborou em vários jornais e revistas, e foi autor de vários programas na rádio (TSF e Antena Um) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres, Um Café no Majestic, A Torto e a Direito, Nada de Cultura).

Autor de romances policiais, poesia, crónicas e literatura de viagem, estreou-se também nos livros de receitas. Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor, Naquela Língua - Cem Poemas e Alguns mais, Juncos à Beira do Caminho, Deixar um Verso a Meio) e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005), O Mar em Casablanca, O Colecionador de Erva, A Poeira que Cai sobre a Terra e Outras Histórias de Jaime Ramos e A Luz de Pequim.

Um poema...

Se me comovesse o amor

Se me comovesse o amor como me comove
a morte dos que amei, eu viveria feliz. Observo
as figueiras, a sombra dos muros, o jasmineiro
em que ficou gravada a tua mão, e deixo o dia

caminhar por entre veredas, caminhos perto do rio.
Se me comovessem os teus passos entre os outros,
os que se perdem nas ruas, os que abandonam
a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer

o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém
comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar
os templos, iluminar as varandas, chegar tarde.

Por isso não me procures, não me encontres,
não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas
o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe.

Francisco José Viegas, in ‘Se me Comovesse o Amor’

O Leituras sugere...


 ...para agosto 

A incrível fuga do meu avô
David Walliams 


Há muitos, muitos anos, o avô Bandeira foi um ás dos céus e herói de guerra. Mas quando começa a confundir a idade que tem e o tempo em que vive, é enviado para um lar.

A única pessoa capaz de o compreender é Jack, o neto. Juntos, embarcarão na maior aventura das suas vidas e planearão a mais ousada das fugas!
A forte ligação de avô e neto é tratada com toda a ternura e este livro promete conduzir os leitores em Spitfires, o avião de caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial, pelos céus de Londres.
Canela & Hortelã

Livro recomendado para o 6.º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

26 julho | Dia dos Avós



Neste dia, felicitamos todos os avós e oferecemos esta prendinha deliciosa – um conto de Claire Laurens.



A avó que salvou um reino inteiro


Era uma vez um senhor que tinha medo de envelhecer. Muitas vezes, observava a sua imagem no metal do seu sabre. E, mal via um cabelo branco, arrancava-o furiosamente:

— Enquanto fôr jovem e forte, todos me respeitarão. Mas, quando fôr velho, já ninguém me obedecerá!
Num inverno, uma terrível fome abateu-se sobre o país.
As reservas de arroz não chegavam para alimentar o reino.
— Que não seja por isso! Desembaraçamo-nos das bocas inúteis — declarou o senhor. —Os velhos já não servem para cultivar arroz. Para quê alimentá-los? Ordeno que, a partir de hoje, sejam abandonados na montanha.  Que tratem de si, longe de nós!

Logo de seguida, foram enviados mensageiros para espalhar a ordem do senhor. Em cada aldeia, de cabisbaixo, as famílias seguiram o caminho da Grande Montanha dos Esquecidos para abandonar os seus avós.


Nesse país, um rapaz chamado Chôji vivia sozinho com a avó de quem ele gostava muito.
Moravam numa pequena casa à beira de um lago. Chôji entrançava cestos de bambu que vendia na aldeia com os leques que a sua avó pintava. Esses objetos delicados representavam todos o motivo preferido da velhinha: flores de cerejeira. 

A avó era alegre como um passarinho e o seu pensamento era rápido como o vento.

Depois da chegada dos mensageiros, com o coração carregado de tristeza, Chôji pediu à avó para vestir o kimono mais quente e pegou nela às costas para a levar para a montanha.

O rapaz seguia em silêncio, por um caminho íngreme, no meio de muitos pinheiros. Do outro lado do Templo do Ouro, numa encruzilhada, viu a avó a tirar ganchos do cabelo e a deitá-los para o chão. Um pouco mais longe, a velhinha fez a mesma coisa.

Admirado, Chôji perguntou:
— Por que razão deitas esses ganchos para o chão ?
— Para que encontres o teu caminho de volta, meu querido— respondeu a avó. — Olha como brilham no meio das pedras! Assim, não te vais perder ao seguires os teus passos.

Ao ouvir estas palavras, o rapaz desatou a soluçar.
— Querida avó, preocupas-te ainda comigo, mesmo que te abandone !... 
Depois refletiu:
— Não quero saber da ordem do senhor; levo-te de volta comigo. Não te preocupes, vou esconder-te no grande cedro,  perto do lago, e ninguém vai descobrir.

Chôji esperou pelo crepúsculo. Depois, orientando-se pelos reflexos vermelhos dos ganchos, desceu a montanha com a avó às costas.

Já noite, com a luz de uma lanterna, arranjou um esconderijo para a velhinha. 

O coração da árvore milenar, cheio de belas saliências, era um sítio confortável para ficar. Todos os dias, às escondidas, trazia-lhe arroz e chá muito quente. A velhinha continuava a pintar os seus leques e os pássaros faziam-lhe companhia.
O tempo passou. No início da primavera, o senhor recebeu uma carta do seu rival de um reino vizinho, uma carta a ameaçá-lo.

A carta dizia:
— Antes da próxima lua, tens de me trazer: uma concha de caracol atravessada por um fio desde a sua abertura até à extremidade, o bramido da trovoada e uma borboleta tão feroz que consegue pôr um tigre a fugir. Caso contrário, invadirei o teu país.

O senhor reuniu imediatamente os seus conselheiros para tentar resolver estes enigmas. Mas, apesar das muitas tentativas, não encontraram nenhuma solução. Em seguida, mandou chamar os maiores especialistas do reino: alfaiates, músicos, domadores de borboletas. Mas, por sua vez, estes homens tão sábios tiveram de admitir que não entendiam nada. Então, desesperado, o senhor mandou anunciar que ofereceria uma boa recompensa àquele que resolvesse os três enigmas e assim evitasse uma guerra para o país.

Chôji ouviu a mensagem e foi procurar a sua avó.
— Avó, como devo fazer para passar um fio dentro de uma concha de caracol, desde a sua abertura até à ponta?

A velhinha, que observava a natureza há tantos anos, levou a noite inteira a pensar. Ao amanhecer, exclamou:
— É tão fácil! Apanha uma formiga e amarra-lhe um fio de seda. Depois, procura uma concha de caracol vazia. Faz um buraco no seu topo, coloca aí um gão de arroz e põe a tua formiga à entrada da concha. Atraída pelo arroz, a formiga seguirá o caminho da espiral que se encontra por dentro e sairá pela extremidade, com o fio!

Chôji obedeceu. Apanhou uma formiga grande, atraiu-a com o grão de arroz e a formiga atraversou a concha com o fio atado. O rapaz soltou então a formiga e, fazendo uma grande vénia, não deixou de lhe agradecer.

Choji voltou então para junto da sua avó:
— Como fazer, Avó, para conseguir apanhar o bramido da trovoada ?

A velhinha, que aprendera a escutar o mundo, levou a noite inteira a pensar. Ao amanhecer, explicou:
— É simples ! Primeiro, apanha um enxame de abelhas. Levanta, em seguida, a pele de um tambor, fecha o enxame lá dentro e torna a esticar a pele por cima. O teu tambor vibrará como o céu com trovoada. 

O rapaz preparou o tambor, seguindo aquelas indicações. Uma vez fechadas, as abelhas começaram a fazer um barulho ensurdecedor.

Pela terceira vez, Chôji foi perguntar à avó:
— Avó, onde posso encontrar uma borboleta tão feroz que ponha um tigre a fugir ?
A velhinha, que conhecia tantas histórias fantásticas, levou a noite inteira a pensar. Ao amanhecer, anunciou:
— É fácil ! Arranja um rolo de fio, canas de bambu muito resistentes e dois retalhos de seda. Assim, construirás dois papagaios. No primeiro, pintarás um tigre. No segundo, uma borboleta. Em seguida, amarra-os um ao outro com o fio, pondo o tigre por cima da borboleta.  Quando voarem com o vento, a fera fugirá do inseto.

O jovem rapaz assim fez. Pintou dois papagaios, uniu-os e, a sorrir, viu-os a subir no ar: os três objetos estavam prontos!

Sem mais esperas, Chôji colocou as suas três peças num carrinho e dirigiu-se ao castelo para mostrá-las ao senhor. O soberano observou-as atentamente: aproximou a concha de caracol dos seus olhos para seguir o caminho do fio de seda; encostou o tambor ao seu ouvido e recuou, assustado pelo estrondo da trovoada; sorriu, enfim, como uma criança, quando viu um tigre a fugir de uma borboleta. 


— Conseguiste ! Graças a ti o nosso reino não será invadido. O que desejas como recompensa?
— Meu senhor—respondeu Chôji. —Peço-vos a graça da minha avó. Ela tem muita idade, mas eu gosto muito dela e não tive coragem de a abandonar na Grande Montanha dos Esquecidos como ordenastes. 
— Seja— disse o senhor. —Estás perdoado e a tua avó está salva. Mas diz-me como conseguiste resolver os três indecifráveis enigmas? 
Chôji baixou a cabeça:
— Não fui eu quem descobriu a solução. Foi ela!
— Mas então... murmurou o senhor. Uma velhinha sozinha será mais inteligente do que todos os meus conselheiros e do que todos os meus sábios juntos? Custa-me a crer...

Envergonhado, o senhor compreendeu que os mais velhos não são inúteis: a sua experiência e a sua sabedoria torna-os, pelo contrário, muito preciosos!

Mandou-os todos descer a montanha e decidiu que, doravante, as pessoas mais velhas do país seriam acarinhadas e bem alimentadas. Todos os dias, levar-lhes-iam um chá raro que faz viver mais anos, mesmo às mais fracas. 

A partir desse dia, o senhor deixou de ter medo de envelhecer. E, quando descobria outro cabelo branco, ficava muito satisfeito: 
—Olha ! Estou sem dúvida um pouco mais sábio do que ontem!

Quanto a Chôji, correu para casa e tirou a avó do esconderijo. Para festejar esta grande dia, fez um bolo. Depois, os dois foram almoçar na margem do lago para admirar as cerejeiras em flor. Porque, no país onde o Sol nasce, não há espetáculo mais belo!




Este conto, como todos os contos, atravessou os séculos de boca em boca, de pais para filhos. Passou por outros contos, vindos de outras paragens, e assim foi mudando ao longo dos anos…

Antes que a sua memória de leitor o possa ainda transformar quando, por sua vez, o for contar…


Claire Laurens
La grand-mère qui sauva tout un royaume
Voisins-le-Bretonneux, Rue du monde, 2012



quarta-feira, 22 de julho de 2020

1, 2, 3… uma história de cada vez


Olá, amiguinhos!


A nossa história de hoje: “A ovelha que fazia múuu”



Desafio: poderão fazer um desenho relativo a esta história e, com a ajuda dos pais, enviá-lo para biblioteca@fundacaoalord.pt.
Mais tarde, quando voltarem a poder visitar a nossa Biblioteca, poderão ver os vossos trabalhos numa exposição dedicada a esta atividade.

Participem!



Autor: PINTO, Isabel Fernandes - “A ovelha que fazia múuu”. Porto: Porto Editora, 2012

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Informação, lazer, cultura



Para todos os interessados, das crianças aos adultos, sugerimos um motor de busca temático da web, em português, que permite a pesquisa sobre os mais diversos temas como literatura, efemérides, história, astronomia, história do desporto, tempo, jornais e revistas e muitos outros: