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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Provérbios sobre o Natal

Dos Santos ao Natal, Inverno natural.
Do Natal a Janeiro, um salto de carneiro.
De Santa Catarina ao Natal, mês igual.
De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal, de Natal a Janeiro, um salto de carneiro.
De Todos os Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.
Do Natal à Santa Luzia cresce um palmo o dia.
Do São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.
Entrudo borralheiro, Natal em casa, Páscoa na praça.
Galinhas de São João, pelo Natal poedeiras são.
Laranja antes do Natal livra do catarral.
Se a Páscoa é a soalhar, é o Natal atrás do lar; se o Natal é a soalhar, é a Páscoa atrás do lar.
Mal vai Portugal se não há três cheias antes do Natal.
Namoro de Carnaval, não chega ao Natal.
Natal à sexta-feira, por onde puderes semeia; domingo vende bois e compra trigo.
Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.
Natal ao sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano formoso.

O Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
Para que o ano não vá mal, hão-de os rios encher três vezes entre São Mateus e o Natal.
Até ao Natal salto de pardal, de Natal a Janeiro salto de carneiro e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro.
Quem colhe antes do Natal, deixa o azeite no olival.
Quem morre de véspera é peru de Natal.
Comido o Natal, à segunda-feira tem o lavrador que alugar a eira.

In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto: Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cada mês com seus provérbios...

 setembro

Em Agosto secam os montes e em Setembro as fontes.

Em Setembro ardem os montes e secam as fontes.
Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.
Setembro a comer e a colher.
Setembro molhado, figo estragado.
Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.
Trinta dias têm Novembro, Abril, Junho e Setembro; de vinte e oito, só há um, e os mais têm trinta e um.
Abril, frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado. Agosto, debulhar, Setembro, vindimar.
Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor.

Setembro que enche celeiro dá triunfo ao rendeiro
Setembro, cara de poucos amigos e manhã de figos
Quem planta no Outono, leva um ano de abono
Por S. Simão e S. Judas já colhidas estão as uvas
Pelo S. Mateus, pega nos bois e lavra com Deus
Esmolou S. Mateus; esmolou para os seus
Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras
Pelo S. Mateus não peças chuva a Deus
S. Miguel soalheiro, enche o celeiro

Ramo curto, vindima longa

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cada mês com seus provérbios

PROVÉRBIOS DE AGOSTO


“Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.”

“Em Agosto, palhas ao palheiro, meninas ao candeeiro.”

“Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.”

“Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.”

“Em Agosto sê cuidadoso e não largues o preguiçoso.”

“Sê em Agosto cuidadoso e aguilhoa o preguiçoso.”

“Quando chove em Agosto, não metas teu dinheiro em mosto.”

“Terra lavrada em Agosto, à estercada dá o rosto.”

“Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno.”

“Quem em Agosto ara, riquezas prepara.”

“Em Agosto, toda a fruta tem seu gosto.”

“Bom é o ano quando em Agosto sobre a castanha se chupa o mosto.”

“Agosto, frio no rosto, malha com gosto.”

“Agosto amadurece, Setembro vindimece.”

“Em Agosto, sardinhas e mosto.”

“Névoas de Agosto, nem bom nabo, nem bom magusto.”

“Trovoadas em Agosto, melhora o mosto.”

“Quem não debulha em Agosto, debulha com mau gosto.”

“Agosto tem a culpa, e Setembro leva a fruta.”

“Em Agosto, antes vinagre do que mosto.”

“Em Agosto, nem vinho nem mosto.”

“Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.”

“Não é bom o mosto colhido em Agosto.”

“O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.”

“Por Santa Maria de Agosto repasta a vaca um pouco.”

 “Se queres ver o teu marido morto, dá-lhe couves em Agosto.”

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cada mês com seus provérbios | julho

Em Julho abafadiço, fica a abelha no cortiço.
Em Julho ceifo o trigo e debulho e, em o vento soprando, o vou limpando.
Em Julho, eu o ceifo e o debulho.
Em Julho faz vasculho.
Em Julho, foice na mão.
Julho, debulhar; Agosto, engravelar.
Em Julho nunca a água do rio fez barulho.
Em Julho reina o gorgulho.
Em Julho, tudo farás, só o teu verde não ceifarás.
Em Junho, Julho e Agosto, senhora não sou vosso.
O mês de Julho dá o pão e o gorgulho
Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso.
Por todo o mês de Julho o celeiro atulho.
Quem trabalho em Julho para si trabalha.
Água de Julho, no rio não faz barulho.
Deus ajudando vai em Julho mereando.
Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.
Nevoeiro de S. Pedro, põe em Julho o vinho a medo.
Quem em Julho ara e fia, Ouro cria.
Dezembro com Julho ao desafio traz Janeiro frio.
Luar de Janeiro, sol de Julho.
Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar.
Quando Julho está a começar, as cegonhas começam a voar.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cada mês com seus provérbios | junho

Junho floreiro, paraíso verdadeiro
Lavra por S. João se queres ter pão
Em Junho foicinha no punho
Cortiça em Junho, vai a punho, em Agosto vai a mascoto
Quando o vento ronda o mar, na noite de S. João não há Verão
Sol de Junho madruga muito
Pelo S. João a sardinha pinga no pão
Pelo S. João deve o milho cobrir o chão
Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão
Ande o Verão por onde andar no S. João há-de chegar
Ouriços no S. João são do tamanho dum botão
Pelo S. João deve o milho cobrir o rabo do cão
Galinhas de S. João pelo Natal poedeiras são
Sardinha de S. João já pinga no pão
Se o vento bailar na noite de S. João tarda o Verão
Um bom madeireiro pelo S. João há-de ter boa aceitação
Guarda pão para Maio, lenha para Abril e o melhor tição para o S. João
Chuva no S. João, talha o vinho e não dá pão
Junho calmoso, ano famoso
A chuva de S. João tolhe a vinha e não dá pão
Pintos de S. João pela Páscoa ovos dão
Para o S. João, guarda a velha o melhor tição
Até ao S. Pedro, o vinho tem medo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cada mês com seus provérbios | maio

Em Maio a quem não tem basta-lhe o saco.
Em Maio, as cerejas uma a uma leva-as o gaio; em Junho a cesto e a punho.
Em Maio, come a velha a cereja ao borralho.

Sáveis em Maio, maleitas todo o ano.
Depois de Maio, a lampreia e o sável dai-o.
Dia de Maio, dia de má ventura; ainda é de manhã, logo é noite escura.
Diz Maio a Abril: ainda que te pese me hei-de rir.
Favas o Maio as dá, o Maio as leva.
Fraco é o Maio que não rompe uma palhoça.
Guarda o melhor saio para Maio.
Guarda pão para Maio, lenha para Abril, o melhor bicão para o São João.
Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
Maio come o trigo, Agosto bebe o vinho.
Maio couveiro não é vinhateiro.
Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio hortelão, muita parra e pouco pão.
Maio me molha, Maio me enxuga.
Maio não dá capote.
Maio pardo, ano farto.
Maio pardo, Junho claro.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Trovoada de Maio depressa passa.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
A boa cepa, Maio a deita.
A erva, Maio a dá, Maio a leva.
Abril chove para os homens e Maio para as bestas.
Abril chuvoso e Maio ventoso fazem o ano formoso.
Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
Primeiro de Maio,corre o lobo e o veado.
Quando em Maio não toa, não é ano de broa.
Quando Maio chegar, é preciso enxofrar.
Quando Maio chegar, quem não arou tem que arar.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não sacha a leira, anda todo o ano em canseira.
Quem em Maio não merenda, com os mortos se encomenda.
Quem em Maio relva, não tem pão nem erva.
Quem me vir e ouvir, guarde pão para Maio e lenha para Abril.
De Maio a Abril, não há muito que rir.
Quem quer mal à sua vizinha, dá-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cada mês com seus provérbios | abril

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Em Abril águas mil.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Em Abril, cada pulga dá mil.
Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.
A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.
A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.
A três de Abril o cuco há-de vir e se não vier a oito, está preso ou morto.
Abril chove para os homens e Maio para as bestas.
Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.
Abril e Maio são as chaves de todo o ano.
Abril frio traz pão e vinho.
Abril mete a ovelha no covil.
Abril molhado, ano abastado.
Abril, abrilete, é o mês do ramalhete.
Abril, águas mil, cabem todas num barril.
Abril, águas mil, coadas por um funil.
Abril, águas mil, quantas mais puderem vir.
Abril, ora chora, ora ri.
Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.
Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
Águas de Abril são moios de milho.
Altas ou baixas, em Abril vêm a Páscoa.
Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.
As manhãs de Abril são boas de dormir.
Aveia até Abril está a dormir.
Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.
Do grão de rei contai que em Abril não há-de estar nascido nem por semear.
Do pão te hei-de contar, que em Abril não há-de estar nascido, nem por semear.
É próprio do mês de Abril as águas serem mil.
Em Abril a Natureza ri.
Em Abril abre a porta à vaca e deixa-a ir.
Em Abril águas mil que caibam num barril.
Em Abril águas mil, coadas por um funil.
Em Abril águas mil, coadas por um mandil.
Em Abril cada pulga dá mil.
Em Abril corta um cardo, nascerão mais de mil.
Em Abril deita-te a dormir.
Em Abril guarda o teu gado e vai onde tens de ir.
Em Abril pelos favais vereis o mais.
Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.
Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Cada mês com seus provérbios | março


Em Março, cada dia chove um pedaço.
Em Março, tanto durmo como faço.
Entre Março e Abril o cuco há-de vir. Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Janeiro geoso, Fevereiro nevado, Março frio e ventoso, Abril chuvoso e Maio pardo, fazem o ano abundoso.
Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
Março chove cada dia o seu pedaço.
Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de rainha, noite corta que nem foicinha.
Março pardo e venturoso traz o ano formoso.
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
O enxame de Março mete-o regaço.
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda em Março, vindima no regaço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
Quem não poda em Março, vindima no regaço.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cada mês com seus provérbios | fevereiro

Água de Fevereiro, mata o Onzeneiro.
Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
Aproveite Fevereiro quem folgou
em Janeiro.
Em Fevereiro
, chega-te ao lameiro.
Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
Fevereiro é dia, e logo é Santa Luzia.
Fevereiro enxuto, rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
Fevereiro recouveiro, afaz a perdiz ao poleiro.
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.
O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.
Para parte de Fevereiro guarda lenha de Quinteiro.
Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.
Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
Em Fevereiro põe o teu fumeiro.
Aveia de Fevereiro enche o celeiro.
Em Fevereiro neve e frio; é de esperar calor no estio.
Em Fevereiro mata o teu carneiro.
Em Fevereiro põe a mãe ao soalheiro e manda-lhe um saraivem
Fevereiro trocou dois dias por uma tigela de papas.
Fevereiro coxo, em seus dias vinte e oito.
Fevereiro é o mais curto mês e o menos cortês.
Aí vem o meu irmão Março  que fará o que eu não faço.
Bons dias em Janeiro enganam o homem em Fevereiro
Lá vem Fevereiro, que leva a orelha e o carneiro.
Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado, nem bom palheiro.
Quer no começo, quer no fundo, em Fevereiro vem o Entrudo.
Se o Inverno não faz o seu dever em Janeiro, faz em Fevereiro.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cada mês com seus provérbios | janeiro

Em Janeiro saltinho de carneiro.
Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a chorar, se vires nevar, põe-te a cantar.
Em Janeiro uma hora por inteiro e, quem bem olhar, hora e meia há-de achar.
Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro.
Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.
Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro.
Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.
Em Janeiro, um Porco ao sol e outro ao fumeiro.
Goraz de Janeiro vale dinheiro.
Janeiro fora, cresce uma hora. 
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Janeiro molhado, se não cria o pão, cria o gado.
Janeiro molhado, se não é bom para o pão, não é mau para o gado.
Janeiro quente, traz o Diabo no ventre.
Janeiro tem uma hora por inteiro.
A Pescada de Janeiro, vale um carneiro.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.
Cava fundo em Novembro para plantares em Janeiro.
Chuva em Janeiro e não frio, dá riqueza no estio.
Comer laranjas em Janeiro, é dar que fazer ao coveiro.
Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.
Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
Luar de Janeiro não tem parceiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá no rosto.
Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.
No minguante de Janeiro, corta o madeiro. 
O mês de Agosto será gaiteiro, se for bonito o 1º de Janeiro.
Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.
Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
Quem em Janeiro lavrar, tem sete pães para o jantar.
Sapato branco em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.
Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no sendeiro.
Se queres ser bom alheiro, planta alhos em Janeiro.
Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.
Seda em Janeiro, ou fantasia ou falta de dinheiro.
Verdura de Janeiro, não vai a palheiro.
Vinho verde em Janeiro, é mortalha no telheiro.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cada mês com seus provérbios | dezembro

“Nuvens em setembro: chuva em novembro e neve em dezembro.”

“Não há dezembro valente que não trema.”

“Ande o frio onde andar, no Natal cá vem parar.”

“Em dezembro descansa mas não durmas.”

“Em dezembro, a uma lebre, galgos cento.”

“Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal.”

“Lenha de figueira, rica de fumo, pobre de madeira.”

“Em dezembro chuva, em agosto uva.”

“Quem colhe azeitona antes do Natal, deixa metade no olival.”

“Mal vai a Portugal se não há três cheias antes do Natal.”

“Em dezembro treme o frio em cada membro.”

“Os dias de Natal são saltos de pardal.”

“Dezembro com Junho ao desafio, traz janeiro frio.”

“Nem em agosto caminhar, nem em dezembro marear.”

“Descansa em dezembro para trabalhares em Janeiro.”
“Dezembro frio, calor no estio.”
“Dezembro quer lenha no lar.”
“Em dezembro lenha e dorme.”
“Inverno geral é sempre um mês antes do Natal.”

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CADA MÊS COM SEUS PROVÉRBIOS | novembro

O São Martinho é um dos santos mais populares da igreja católica, associado a inúmeras tradições rurais, imortalizadas no saber popular dos provérbios. Assim, a nossa seleção para este mês é dedicada a este santo, cujo dia se comemora no próximo domingo (11 de novembro).

A cada bacorinho vem o seu São Martinho.

A cada porco vem o seu São Martinho.

Dia de São Martinho, fura o teu pipinho.

Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.

Do São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.

Em dia de São Martinho atesta e abatoca o teu vinho.

Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.

No dia de São Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.

No dia de São Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho.

No dia de São Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.

No dia de São Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.

No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.

O Sete-Estrelo pelo São Martinho, vai de bordo a bordinho; à meia-noite está a pino. 

Pelo São Martinho abatoca o pipinho.
 
Pelo São Martinho castanhas assadas, pão e vinho.

Pelo São Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.

Pelo São Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.

Pelo São Martinho, nem favas, nem vinho.

Pelo São Martinho, todo o mosto é bom vinho.
 
São Martinho, bispo; São Martinho, papa; São Martinho rapa.

Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.

Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.

Veräo de São Martinho säo três dias e mais um bocadinho.

Vindima em Outubro que o São Martinho to dirá.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cada mês com seus provérbios

OUTUBRO


Em outubro, centeio ruivo.
Em outubro pega tudo.
Outubro quente traz o diabo no ventre.
Outubro recolhe tudo.
Outubro seca tudo.
Se em outubro demorares a terra a lavrar, pouco hás de enceleirar.
Outubro lavrar, novembro semear, dezembro nascer.
Com a vinha em outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
Quando o outubro é erveiro, guarda para março o palheiro.
Outubro meio chuvoso torna o lavrador venturoso.
Em outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.
Em outubro não fies só lã; recolhe teu milho e feijão, senão de inverno tens a tua barriga em vão.
Outubro nublado, janeiro molhado.