CATÁLOGO ONLINE
terça-feira, 7 de março de 2017
Programação mensal | março
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Programação mensal
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Escritor do mês | fevereiro
Ana
Margarida de Carvalho
«Nunca me disseram "escreve, escreve". Mas disseram-me várias
vezes "lê, lê". E acredito muito que ler pode ser uma experiência
vital, mais importante do que a maioria dos encontros que tivemos com pessoas
reais são aqueles que tivemos com o capitão Ahab ou com o Hamlet.»
Ana
Margarida de Carvalho
Ana
Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa e é licenciada em Direito pela Faculdade
de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Vencedora
do Grande Prémio de Romance e Novela APE com o seu romance de estreia,
"Que Importa a Fúria do Mar" (livro que tinha sido finalista do
Prémio Leya), publicado em 2013, pela Teorema, no ano passado publicou, na
mesma editora, o romance "Não se Pode Morar nos Olhos de Um Gato".
Além de, com apenas dois títulos, se ter firmado como um dos nomes mais seguros
da ficção portuguesa, ao longo dos anos assinou reportagens que lhe valeram
sete dos mais prestigiados prémios do jornalismo português, entre os quais o
Prémio Gazeta Revelação do Clube de Jornalistas de Lisboa, do Clube de
Jornalistas do Porto ou da Casa de Imprensa.
Filha
do também escritor Mário de Carvalho, Ana Margarida exerceu a atividade
jornalística em publicações como as revistas "Ler" e “Visão”, o
"Jornal de Letras" ou a "Marie Claire", e colaborou ainda
com a SIC.
Lecionou
workshops de Escrita Criativa, foi jurada em vários concursos oficiais e
festivais cinematográficos e é autora de reportagens reunidas em coletâneas, de
crónicas, de guiões subsidiados pelo ICA e de uma peça de teatro.
BIBLIOGRAFIA
"Que
Importa a Fúria do Mar" (2013)
História que cruza a geração dos resistentes ao
fascismo com a que cresceu em democracia.
“Não se Pode Morar
nos Olhos de Um Gato” (2016)
Passa-se
no Brasil, nos finais do século XIX.
«É um
livro sobre
alteridade. Sobre a dificuldade em nos colocarmos na pele daquele que está em
posição desfavorável. Sobre a facilidade com que julgamos o outro com base na
cor da pele, na aparência física e intelectual, na ascendência social – ou
seja, julgamos o outro com base naquilo que somos. E isso nunca pode dar bons
resultados. E depois acontecem imensas coisas.»
Olhem, que vos digo eu, a
iniludível providência na queda de um pardal. Ou de outro pássaro qualquer. O
céu que se abate debaixo dos nossos pés, tumulto impávido, que vos digo eu, mulher
de pau invertida, ao mar arremessada. Olhem os meus peitos rasos de donzela por
entre um rasgão nas vestes, molho de trapos insuflados, Ofélia louca e
desgrenhada, as minhas pernas de idosa, ao alto, encardidas dos séculos e do
unto baboso dos dedos de tantos homens, que as percorreram lascivos de devoção,
que aqui largaram as marcas abertas de pus e sangue, a deixar um lastro de fel
por minhas coxas acima, olhem, que vos digo eu, o último olhar lânguido que
lhes deita um moribundo… Ai, dona fea, fostes-vos queixar que vos nunca louvo
em meu cantar… Olhem as minhas pernas de santa de pau embarcada, polidas por
plaina diligente, insistente, que nunca nenhum homem as conseguiu apartar,
firmes, profanadas apenas pelos bichos que se enterram e consomem, valho-lhes
mais a eles, velha, sandia e carunchosa, do que aos penitentes que me rogam
louvores e preces, a remoerem queixumes mal anoitecidos debaixo de línguas
pútridas, indecentes. Bebam daí a vossa sorte, pelas sete dores de Maria, pelas
sete vagas do mar.
Ana Margarida de
Carvalho, NÃO SE PODE MORAR NOS OLHOS DE UM GATO, Teorema, cap. I, pág. 9
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
O
Príncipe Nabo
de Ilse
Losa
Era
uma vez uma princesa chamada Beatriz que tinha de se casar, mas nenhum
príncipe, pretendente à sua mão, lhe agradava. Para ela, todos tinham
defeitos. Um dia, a princesa rejeitou os três últimos pretendentes e o
rei, desesperado, jurou oferecer a mão da princesa ao primeiro homem que
aparecesse à porta do palácio, fosse ele quem fosse, lavrador, mendigo ou ...
...
e os alunos do 5.º e 6º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas de Lordelo descobriram quem tinha aparecido
à porta do palácio e conseguido a mão da princesa Beatriz.
“O Príncipe Nabo” de
Ilse Losa, numa adaptação da Companhia AtrapalhArte Produções Teatrais, de
Coimbra, foi
o espetáculo que se realizou no passado dia 7 de fevereiro, no Auditório da Fundação A LORD, numa
iniciativa da sua Biblioteca.
Esta
produção, muito dinâmica, fez uma abordagem humorística de um texto inserido no Plano Nacional de Leitura e nas
metas curriculares do 5º ano, e teve um grande sucesso, com alunos e
professores a integrarem o elenco. Foi uma hora repleta de aprendizagem a
brincar.
A
Biblioteca da Fundação A LORD proporcionou, assim, aos alunos, um complemento
ao estudo do texto lido nas aulas e o contacto com a arte teatral.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Um poema...
E por Vezes
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
David Mourão-Ferreira, in 'Matura Idade'
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
David Mourão-Ferreira, in 'Matura Idade'
O Leituras sugere...
...para fevereiro
Ser Rapaz: Tudo
Sobre a Adolescência!
James Dawson
Um guia para a adolescência!
Apareceu-te uma borbulha no nariz? A tua barba são apenas alguns pelos? Um bully empurrou-te na cantina?
A tua roupa foi escolhida pela tua mãe?
Como podes ser fixe ainda assim?
Todos sabemos que a adolescência é tramada. E as emoções, as hormonas, as redes sociais, as experiências e as paixões de verão deixam qualquer um louco.
Este guia tem algumas respostas de que precisas para ultrapassar esta fase complicada e confusa da tua vida.
Neste livro, encontras 100% de frontalidade (mesmo naqueles assuntos que tens vergonha de perguntar aos mais velhos).
Procura-o na Biblioteca e vais viver os melhores anos da tua vida!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Ateliê de Olaria | 2017
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Escritor do mês | janeiro
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Um poema...
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos
Drummond de Andrade
Discurso de primavera e algumas sombras. Rio de Janeiro: J.
Olympio, 1979, p. 115
O Leituras sugere...
...para janeiro
Ser Rapariga
Tudo Sobre a Adolescência!
Hayley Long
A
adolescência é uma época meio estranha, não achas?
São momentos esquisitos e inesperados, como quando sentes borboletas no estômago ou aquelas dores de barriga inexplicáveis.
E depois há que saber escolher a roupa certa para aquela saída especial, uma SMS que não chega, a amiga que é cada vez menos amiga…
Este livro é para ti! É o guia de que precisas para descobrir tudo sobre a adolescência: hormonas, moda, amizade, amor ou mesmo a «primeira vez». Este livro existe para que não passes sozinha por nenhum desses momentos assustadores.
São momentos esquisitos e inesperados, como quando sentes borboletas no estômago ou aquelas dores de barriga inexplicáveis.
E depois há que saber escolher a roupa certa para aquela saída especial, uma SMS que não chega, a amiga que é cada vez menos amiga…
Este livro é para ti! É o guia de que precisas para descobrir tudo sobre a adolescência: hormonas, moda, amizade, amor ou mesmo a «primeira vez». Este livro existe para que não passes sozinha por nenhum desses momentos assustadores.
Porque ser rapariga tem de ser o máximo!
Um
guia feito a pensar em todas as adolescentes.
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