CATÁLOGO ONLINE
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Escritor do mês | outubro
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Escritor do Mês,
Programação mensal
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Programação mensal | outubro
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Programação mensal
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
O Leituras sugere...
...para outubro
O Menino que não Gostava de
Sopa
Cidália
Fernandes
Apesar
das insistências da mãe, Joãozinho recusava-se a comer a sopa. Então, um dia,
quando ele olhava tristemente para o prato, um nabo, uma cenoura e uma couve
verdinha resolvem falar-lhe da importância de comer legumes para crescer de uma
forma saudável. Imagine-se o espanto da mãe, quando, passado algum tempo,
o Joãozinho lhe entrega o prato vazio e lhe pede mais sopa!
Uma
história interessante para leres sozinho ou com os teus amigos e descobrires a
importância dos legumes para a tua saúde.
Plano
Nacional de Leitura
Livro
recomendado para apoio a projetos relacionados com o corpo humano/saúde na
Educação Pré-Escolar, 1º e 2º anos de escolaridade.
Um poema...
Portugal
Ó
Portugal, se fosses só três sílabas,
linda
vista para o mar,
Minho
verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da
terra,
surdo
e miudinho,
moinho
a braços com um vento
testarudo,
mas embolado e, afinal, amigo,
se
fosses só o sal, o sol, o sul,
o
ladino pardal,
o
manso boi coloquial,
a
rechinante sardinha,
a
desancada varina,
o
plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a
muda queixa amendoada
duns
olhos pestanítidos,
se
fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o
ferrugento cão asmático das praias,
o
grilo engaiolado, a grila no lábio,
o
calendário na parede, o emblema na lapela,
ó
Portugal, se fosses só três sílabas
de
plástico, que era mais barato!
Doceiras
de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras
de Viana, toureiros da Golegã,
não
há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,
galo
que cante a cores na minha prateleira,
alvura
arrendada para o meu devaneio,
bandarilha
que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal:
questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe
até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro
marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim
engraxado,
feira
cabisbaixa,
meu
remorso,
meu
remorso de todos nós...
Alexandre
O'Neill, in 'Feira Cabisbaixa'
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Visita cultural
Alto Douro
Vinhateiro
Visita
à paisagem cultural do vale do Douro
No
dia 17 de setembro, a Biblioteca da Fundação A LORD organizou uma visita ao
Alto Douro Vinhateiro, paisagem cultural classificada, em 2001, como património
da Humanidade, pela UNESCO.
A
entrada nesta região fez-se por Mesão Frio, pequeno município vinhateiro onde
uma pausa na viagem permitiu saborear uvas e figos da terra e admirar a
paisagem.
Peso
da Régua, o mais importante entreposto económico, fluvial e ferroviário da
região foi o destino seguinte. Um cruzeiro no Douro, a bordo da lancha Santa
Marta, permitiu contemplar a paisagem dominada pelas quintas vinhateiras, num
percurso que se estendeu até às Caldas de Moledo, antiga estância termal de
águas sódicas e sulfurosas.
O
Miradouro de S. Leonardo de Galafura, situado a 630m acima do nível do mar,
proporcionou uma das melhores vistas sobre o rio Douro e ofereceu local
aprazível para o almoço. Uma pequena ermida testemunha a passagem de Miguel
Torga por estas paragens que lhe serviram de inspiração.
No
Pinhão, pequena povoação cujo casario se dispõe entre os rios Douro e Pinhão,
mereceu visita a estação ferroviária cujos painéis de azulejos da autoria de J.
Oliveira e executados na fábrica Aleluia, em Aveiro, representam os diferentes
momentos da produção do vinho da região.
Continuando
viagem pelo coração do Alto Douro Vinhateiro, este percurso concluiu-se com a
visita à Quinta de Marrocos, na posse da família Sequeira desde o início do
séc.XX. O proprietário explicou os diferentes momentos do processo de produção
vinícola, desde a cultura dos terrenos ao estágio nas adegas, passando pelas
vindimas, e facultou a degustação do tão afamado vinho do Porto.
Um
dia e uma visita que ficarão, por certo, na memória de todos os participantes.
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Visitas culturais
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Escritor do mês | setembro
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Escritor do Mês,
Programação mensal
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
O Leituras sugere...
...para setembro
Para Maiores de Dezasseis
Ana Saldanha
O
tema central do livro, embora delicado, é extremamente atual: uma rapariga de
15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce,
é uma "Lolita" do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança
gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior
para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança,
mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um
homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, sente
o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado
na excitação, no perigo e na adoração dela.
Um
romance de superior qualidade literária sobre um tema candente, que encara os
problemas de frente ao mesmo tempo que foge aos estereótipos.
Para
ti, que já és adolescente e começas a viver novas experiências.
Procura-o
na Biblioteca.
Livro recomendado para o 3º
ciclo, destinado a leitura autónoma.
Um poema...
Plano
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o
amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos, que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos, que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Escritor do mês | agosto
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Escritor do Mês,
Programação mensal
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Um poema...
Olhar e Sentir
Olhar
e sentir
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.
Júlio Pomar, in "TRATAdoDITOeFEITO"
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.
Júlio Pomar, in "TRATAdoDITOeFEITO"
Júlio Pomar almoço do
trolha 1946
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