CATÁLOGO ONLINE
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Escritor do mês | julho
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Escritor do Mês,
Programação mensal
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Um poema...
Tenho uma Saudade tão
Braba
Tenho uma saudade tão braba
Da ilha onde já não moro,
Que em velho só bebo a baba
Do pouco pranto que choro.
Os meus parentes, com dó,
Bem que me querem levar,
Mas talvez que nem meu pó
Mereça a Deus lá ficar.
Enfim, só Nosso Senhor
Há-de decidir se posso
Morrer lá com esta dor,
A meio de um Padre Nosso.
Quando se diz «Seja feita»
Eu sentirei na garganta
A mão da Morte, direita
A este peito, que ainda canta.
Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"
Da ilha onde já não moro,
Que em velho só bebo a baba
Do pouco pranto que choro.
Os meus parentes, com dó,
Bem que me querem levar,
Mas talvez que nem meu pó
Mereça a Deus lá ficar.
Enfim, só Nosso Senhor
Há-de decidir se posso
Morrer lá com esta dor,
A meio de um Padre Nosso.
Quando se diz «Seja feita»
Eu sentirei na garganta
A mão da Morte, direita
A este peito, que ainda canta.
Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"
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| Ilha Terceira - Açores |
O Leituras sugere...
...para julho
O
Rapaz Milionário
DAVID
WALLIAMS
O Joe tem
vários motivos para ser feliz. Milhões deles, até.
É que o Joe é
muito, muito rico… Mas mesmo muito rico. Tem uma pista de Fórmula 1, um cinema
em casa e um orangotango como mordomo! É o rapaz de 12 anos mais rico do país.
Sim, o Joe tem
tudo com que sempre sonhou. Exceto uma coisa…
Um amigo.
Uma nova aventura hilariante e comovente.
terça-feira, 21 de junho de 2016
FEIRA DO LIVRO | 2016
A Biblioteca
da Fundação A LORD realizou a
habitual Feira do Livro, de 23 de maio a 4 de junho, no novo
espaço do Museu A LORD.
Os
livros, aliciantes nos seus títulos, ilustrações e cores foram o cenário
privilegiado para as variadas atividades do programa de animação cultural,
dinamizado pela equipa da Biblioteca e enriquecido com a colaboração dos
convidados que, através da arte de contar, dançar e ilustrar, abrem mundos,
desvendam mistérios, alimentam sonhos, dando asas à imaginação e à
criatividade.
As Histórias
de Encantar, apresentadas diariamente, tiveram como ouvintes atentos os
meninos dos infantários do Colégio Marca D’Água, Centro Escolar de Frazão,
Centro Escolar da Estação – Valongo e da Creche ADR – Rebordosa.
Colégio Marca D'Água
Centro Escolar de Frazão
Centro Escolar da Estação - Valongo
Creche ADR - Rebordosa
Presença habitual na nossa Feira do Livro, a contadora de histórias
Sónia Aguiar voltou a seduzir e encantar quem a ouviu com os contos O
Riscas, Girafritz aprende uma lição e A Sara tem um grande coração, entre
outros. Este ano, os felizardos foram os meninos do 2º ano da Escola Básica Nº
1 de Lordelo.
Escola Básica Nº1 de Lordelo
Recebemos,
de novo, Rosário Castanheira, autora
do livro Fugas de Mel, para um encontro com os alunos do 1º ciclo da Escola
Básica Nº 1 de Lordelo, turmas: 1D1, 2A1, 2B1 e 4C1.
A
autora falou do seu livro que, através de uma história que se desenrola à volta
de uma colmeia, ressalta a importância do mel na nossa alimentação. Os meninos,
curiosos e atentos, seguiram as personagens da história, mas também todas as
informações pertinentes sobre a vida das abelhas e o processo de produção do
mel dadas pelo apicultor Paulo Santos e
puderam observar, ao vivo, uma colmeia em atividade.
Escola Básica Nº 1 de Lordelo
O
bailado também marcou presença contando, de modo diferente mas muito
enriquecedor, uma história conhecida de todos - A Gata Borralheira. O Auditório da Fundação A LORD, em colaboração
com o Projeto Alive Story, recebeu os meninos do Pré-Escolar da Escola Básica
Nº 1 de Lordelo e os alunos do 5º e 6º ano do Colégio Marca D’Água para verem
dançar os Alunos da Academia de Dança do Vale de Sousa dirigidos pela
Professora Joana Quelhas.
Uma
história não se conta apenas por palavras mas também pela força sugestiva das
imagens, daí a importância das ilustrações. A nossa convidada Rosário Nunes orientou um workshop,
explicando as diferentes técnicas que podem ser experimentadas na criação das
ilustrações. Os alunos da Escola Básica Nº 1 de Lordelo – a turma 1A1 e a turma
4A1- experimentaram e criaram telas que levaram para a sua escola.
EB1 Nº 1 de Lordelo - turma 4A1
EB1 Nº 1 de Lordelo - turma 1A1
A Biblioteca
da Fundação A LORD cumpriu, mais um
ano, o objetivo de divulgar a cultura e os livros, promovendo o gosto pela
leitura e por diferentes representações artísticas.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Escritor do mês | junho
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Escritor do Mês,
Programação mensal
terça-feira, 7 de junho de 2016
O Leituras sugere...
...para junho
O Livro dos Dias
José
Jorge Letria
Quase todos os dias há, no nosso
calendário, datas para celebrar que têm significado nacional e internacional e
que nos ajudam a ser melhores cidadãos. De forma poética, o autor escreve sobre
o que representam esses dias e sobre o modo como eles nos podem tocar e
mobilizar para causas e valores. Cada poema vale por si, mas o conjunto tem o
valor de um olhar sobre as coisas que vale a pena lembrar, nas datas certas, e
que podem tornar este mundo melhor.
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura
orientada.
Um poema...
Fado Português
O Fado nasceu um dia,
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada dum veleiro,
No peito dum marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro,
Morrendo a canção magoada,
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar, e mais nada,
Que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura:
Que ou te levo à sacristia,
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava,
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada dum veleiro,
No peito dum marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro,
Morrendo a canção magoada,
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar, e mais nada,
Que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura:
Que ou te levo à sacristia,
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava,
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'
Programação mensal | junho
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
Dia da Criança | 1 junho
É um dia em que cabem
todos os dias do ano
e as coisas mais bonitas
que não podem causar dano:
os sonhos e os brinquedos,
as festas, as guloseimas,
a sombra de alguns medos
a casmurrice das teimas
e também, com fartura
o afecto e o carinho
com que se faz a ternura,
para mostrar ao mundo
que a guerra é uma loucura
e que o gosto de ser menino
é o nosso eterno destino.
José Jorge Letria, O livro dos dias
terça-feira, 31 de maio de 2016
PRÉMIO CAMÕES | 2016
O
escritor brasileiro Raduan Nassar é o vencedor do Prémio Camões 2016.
É o 28.º autor, e o 12.o brasileiro a receber
aquele que é considerado o mais importante prémio literário destinado a autores
de língua portuguesa.
"Através
da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações
humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso. Muitas
vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas
considerados tabus. Essa possibilidade dá-se no uso rigoroso de uma linguagem
cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis
numa obra que privilegia a densidade acima da extensão", lê-se na
justificação do júri que este ano incluiu a professora e ensaísta Paula Morão e
o poeta e colunista Pedro Mexia, os professores universitários, críticos e
escritores brasileiros Flora Süssekind e Sérgio Alcides do Amaral, e ainda o
autor moçambicano Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica de
Maputo, e a ensaísta são-tomense Inocência Mata, atualmente radicada em Macau.
A decisão do júri foi por unanimidade.
Raduan
Nassar nasceu em Pindorama, Estado de São Paulo, em 1935, descende de uma
família libanesa, estudou Direito e Letras na Universidade de São Paulo, onde
concluiu a sua formação académica em Filosofia.
Com
apenas três livros publicados – os romances Lavoura Arcaica
(1975) e Um Copo de Cólera (1978) e o livro de contos Menina
a Caminho (1994) –, a exiguidade da obra não impede que Raduan Nassar
seja há muito considerado pela crítica um dos grandes nomes da literatura
brasileira, ao nível de um Guimarães Rosa ou de uma Clarice Lispector.
O
comunicado do Ministério da Cultura, que anuncia o prémio, destaca Nassar como
"autor de uma obra de intervenção, promovendo uma consciência política e
social contra o autoritarismo, comparado a nomes consagrados da literatura
brasileira, como Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, graças à
extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua
prosa".
O
Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, foi instituído por Portugal e pelo
Brasil em 1988, e atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga
(1907-1995). No ano passado, foi distinguida a escritora portuguesa Hélia
Correia.
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