terça-feira, 21 de junho de 2016

FEIRA DO LIVRO | 2016

Biblioteca da Fundação A LORD realizou a habitual Feira do Livro, de 23 de maio a 4 de junho, no novo espaço do Museu A LORD.


Os livros, aliciantes nos seus títulos, ilustrações e cores foram o cenário privilegiado para as variadas atividades do programa de animação cultural, dinamizado pela equipa da Biblioteca e enriquecido com a colaboração dos convidados que, através da arte de contar, dançar e ilustrar, abrem mundos, desvendam mistérios, alimentam sonhos, dando asas à imaginação e à criatividade.

As Histórias de Encantar, apresentadas diariamente, tiveram como ouvintes atentos os meninos dos infantários do Colégio Marca D’Água, Centro Escolar de Frazão, Centro Escolar da Estação – Valongo e da Creche ADR – Rebordosa.

Colégio Marca D'Água

Centro Escolar de Frazão 

Centro Escolar da Estação - Valongo 

Creche ADR - Rebordosa 

Presença habitual na nossa Feira do Livro, a contadora de histórias Sónia Aguiar voltou a seduzir e encantar quem a ouviu com os contos O Riscas, Girafritz aprende uma lição e A Sara tem um grande coração, entre outros. Este ano, os felizardos foram os meninos do 2º ano da Escola Básica Nº 1 de Lordelo.

Escola Básica Nº1 de Lordelo 

Recebemos, de novo, Rosário Castanheira, autora do livro Fugas de Mel, para um encontro com os alunos do 1º ciclo da Escola Básica Nº 1 de Lordelo, turmas: 1D1, 2A1, 2B1 e 4C1.

A autora falou do seu livro que, através de uma história que se desenrola à volta de uma colmeia, ressalta a importância do mel na nossa alimentação. Os meninos, curiosos e atentos, seguiram as personagens da história, mas também todas as informações pertinentes sobre a vida das abelhas e o processo de produção do mel dadas pelo apicultor Paulo Santos e puderam observar, ao vivo, uma colmeia em atividade.

Escola Básica Nº 1 de Lordelo 

O bailado também marcou presença contando, de modo diferente mas muito enriquecedor, uma história conhecida de todos - A Gata Borralheira. O Auditório da Fundação A LORD, em colaboração com o Projeto Alive Story, recebeu os meninos do Pré-Escolar da Escola Básica Nº 1 de Lordelo e os alunos do 5º e 6º ano do Colégio Marca D’Água para verem dançar os Alunos da Academia de Dança do Vale de Sousa dirigidos pela Professora Joana Quelhas.


Uma história não se conta apenas por palavras mas também pela força sugestiva das imagens, daí a importância das ilustrações. A nossa convidada Rosário Nunes orientou um workshop, explicando as diferentes técnicas que podem ser experimentadas na criação das ilustrações. Os alunos da Escola Básica Nº 1 de Lordelo – a turma 1A1 e a turma 4A1- experimentaram e criaram telas que levaram para a sua escola.

EB1 Nº 1 de Lordelo - turma 4A1

EB1 Nº 1 de Lordelo - turma 1A1

Biblioteca da Fundação A LORD cumpriu, mais um ano, o objetivo de divulgar a cultura e os livros, promovendo o gosto pela leitura e por diferentes representações artísticas.

terça-feira, 7 de junho de 2016

O Leituras sugere...






...para junho


O Livro dos Dias

 José Jorge Letria


Quase todos os dias há, no nosso calendário, datas para celebrar que têm significado nacional e internacional e que nos ajudam a ser melhores cidadãos. De forma poética, o autor escreve sobre o que representam esses dias e sobre o modo como eles nos podem tocar e mobilizar para causas e valores. Cada poema vale por si, mas o conjunto tem o valor de um olhar sobre as coisas que vale a pena lembrar, nas datas certas, e que podem tornar este mundo melhor.


Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Um poema...

Fado Português

O Fado nasceu um dia,
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada dum veleiro,
No peito dum marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.

Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.

Na boca dum marinheiro
Do frágil barco veleiro,
Morrendo a canção magoada,
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar, e mais nada,
Que beija o ar, e mais nada.

Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura:
Que ou te levo à sacristia,
Ou foi Deus que foi servido
Dar-me no mar sepultura.

Ora eis que embora outro dia,
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava,
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que, estando triste, cantava,
Que, estando triste, cantava.

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo' 






Programação mensal | junho


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia da Criança | 1 junho


É um dia em que cabem
todos os dias do ano
e as coisas mais bonitas
que não podem causar dano:
os sonhos e os brinquedos,
as festas, as guloseimas,
a sombra de alguns medos
a casmurrice das teimas
e também, com fartura
o afecto e o carinho
com que se faz a ternura,
para mostrar ao mundo
que a guerra é uma loucura
e que o gosto de ser menino
é o nosso eterno destino.


José Jorge Letria, O livro dos dias

terça-feira, 31 de maio de 2016

PRÉMIO CAMÕES | 2016

O escritor brasileiro Raduan Nassar é o vencedor do Prémio Camões 2016.

É o 28.º autor, e o 12.o brasileiro a receber aquele que é considerado o mais importante prémio literário destinado a autores de língua portuguesa.


"Através da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso. Muitas vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas considerados tabus. Essa possibilidade dá-se no uso rigoroso de uma linguagem cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis numa obra que privilegia a densidade acima da extensão", lê-se na justificação do júri que este ano incluiu a professora e ensaísta Paula Morão e o poeta e colunista Pedro Mexia, os professores universitários, críticos e escritores brasileiros Flora Süssekind e Sérgio Alcides do Amaral, e ainda o autor moçambicano Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica de Maputo, e a ensaísta são-tomense Inocência Mata, atualmente radicada em Macau.

A decisão do júri foi por unanimidade.

Raduan Nassar nasceu em Pindorama, Estado de São Paulo, em 1935, descende de uma família libanesa, estudou Direito e Letras na Universidade de São Paulo, onde concluiu a sua formação académica em Filosofia.

Com apenas três livros publicados – os romances Lavoura Arcaica  (1975) e Um Copo de Cólera (1978) e o livro de contos Menina a Caminho (1994) –, a exiguidade da obra não impede que Raduan Nassar seja há muito considerado pela crítica um dos grandes nomes da literatura brasileira, ao nível de um Guimarães Rosa ou de uma Clarice Lispector.

O comunicado do Ministério da Cultura, que anuncia o prémio, destaca Nassar como "autor de uma obra de intervenção, promovendo uma consciência política e social contra o autoritarismo, comparado a nomes consagrados da literatura brasileira, como Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, graças à extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua prosa".

O Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, e atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga (1907-1995). No ano passado, foi distinguida a escritora portuguesa Hélia Correia.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

AVISO

Informamos os nossos utentes e demais interessados que, a partir do dia 23 de maio, os nossos serviços passam a funcionar no edifício do Museu A LORD, Rua Ribeiro da Silva, Lordelo, no horário habitual:
9.00h -12h30m;13h30m -18.00h.

Esperamos a vossa visita!