CATÁLOGO ONLINE
terça-feira, 7 de junho de 2016
Programação mensal | junho
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Programação mensal
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Dia da Criança | 1 junho
É um dia em que cabem
todos os dias do ano
e as coisas mais bonitas
que não podem causar dano:
os sonhos e os brinquedos,
as festas, as guloseimas,
a sombra de alguns medos
a casmurrice das teimas
e também, com fartura
o afecto e o carinho
com que se faz a ternura,
para mostrar ao mundo
que a guerra é uma loucura
e que o gosto de ser menino
é o nosso eterno destino.
José Jorge Letria, O livro dos dias
terça-feira, 31 de maio de 2016
PRÉMIO CAMÕES | 2016
O
escritor brasileiro Raduan Nassar é o vencedor do Prémio Camões 2016.
É o 28.º autor, e o 12.o brasileiro a receber
aquele que é considerado o mais importante prémio literário destinado a autores
de língua portuguesa.
"Através
da ficção, o autor revela, no universo da sua obra, a complexidade das relações
humanas em planos dificilmente acessíveis a outros modos do discurso. Muitas
vezes essa revelação é agreste e incómoda, e não é raro que aborde temas
considerados tabus. Essa possibilidade dá-se no uso rigoroso de uma linguagem
cuja plasticidade se imprime em diferentes registos discursivos verificáveis
numa obra que privilegia a densidade acima da extensão", lê-se na
justificação do júri que este ano incluiu a professora e ensaísta Paula Morão e
o poeta e colunista Pedro Mexia, os professores universitários, críticos e
escritores brasileiros Flora Süssekind e Sérgio Alcides do Amaral, e ainda o
autor moçambicano Lourenço do Rosário, reitor da Universidade Politécnica de
Maputo, e a ensaísta são-tomense Inocência Mata, atualmente radicada em Macau.
A decisão do júri foi por unanimidade.
Raduan
Nassar nasceu em Pindorama, Estado de São Paulo, em 1935, descende de uma
família libanesa, estudou Direito e Letras na Universidade de São Paulo, onde
concluiu a sua formação académica em Filosofia.
Com
apenas três livros publicados – os romances Lavoura Arcaica
(1975) e Um Copo de Cólera (1978) e o livro de contos Menina
a Caminho (1994) –, a exiguidade da obra não impede que Raduan Nassar
seja há muito considerado pela crítica um dos grandes nomes da literatura
brasileira, ao nível de um Guimarães Rosa ou de uma Clarice Lispector.
O
comunicado do Ministério da Cultura, que anuncia o prémio, destaca Nassar como
"autor de uma obra de intervenção, promovendo uma consciência política e
social contra o autoritarismo, comparado a nomes consagrados da literatura
brasileira, como Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, graças à
extraordinária qualidade da sua linguagem e da força poética da sua
prosa".
O
Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, foi instituído por Portugal e pelo
Brasil em 1988, e atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor Miguel Torga
(1907-1995). No ano passado, foi distinguida a escritora portuguesa Hélia
Correia.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Feira do Livro 2016
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Feira do Livro 2016
Programação mensal | maio
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
AVISO
Informamos os nossos utentes e demais interessados que, a partir do dia 23 de maio, os nossos serviços passam a funcionar no edifício do Museu A LORD, Rua Ribeiro da Silva, Lordelo, no horário habitual:
9.00h -12h30m;13h30m -18.00h.
Esperamos a vossa visita!
terça-feira, 3 de maio de 2016
Encontro com Rosário Castanheira
No mês de abril, para celebrar o Dia do Livro
Infantil, recebemos a visita de Rosário Castanheira, autora do livro Fugas de Mel com o qual esta educadora se
inicia na escrita infantil.
O encontro estava marcado para as 10h com os alunos do
1º ciclo dos Centros Escolares nº1 e nº2 de Lordelo.
A autora falou do seu livro que,
através de uma história que se desenrola à volta de uma colmeia, ressalta a
importância do mel na nossa alimentação. Os meninos, curiosos e atentos,
seguiram as personagens da história, apresentadas de forma dinâmica e cativante
pela escritora.
Num segundo momento e no sentido de
uma maior sensibilização para este tema, as crianças contactaram com um apicultor
convidado que, acompanhado de uma colmeia, explicou a vida das abelhas e o
processo de produção do mel.
Entusiasmados com as informações
colhidas, os meninos partiram levando consigo a história da escritora, nos
livros oferecidos pela Biblioteca.
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segunda-feira, 2 de maio de 2016
Quatro Poemas
1.
Para quê, perguntou ele, para que
servem
Os poetas em tempo de indigência?
Dois séculos corridos sobre a hora
Em que foi escrita esta meia linha,
Não a hora do anjo, não: a hora
Em que o luar, no monte emudecido,
Fulgurou tão desesperadamente
Que uma antiga substância, essa beleza
Que podia tocar-se num recesso
Da poeirenta estrada, no terror
Das cadelas nocturnas, na contínua
Perturbação, morada da alegria;
Os poetas em tempo de indigência?
Dois séculos corridos sobre a hora
Em que foi escrita esta meia linha,
Não a hora do anjo, não: a hora
Em que o luar, no monte emudecido,
Fulgurou tão desesperadamente
Que uma antiga substância, essa beleza
Que podia tocar-se num recesso
Da poeirenta estrada, no terror
Das cadelas nocturnas, na contínua
Perturbação, morada da alegria;
2.
Essa beleza que era também espanto
Pelo dom da palavra e pelo seu uso
Que erguia e abatia, levantava
E abatia outra vez, deixando sempre
Um rasto extraordinário. Sim, a hora,
Dois séculos antes, em que uma ausência
E o seu grande silêncio cintilaram
Sobre a mão do poeta, em despedida.
Pelo dom da palavra e pelo seu uso
Que erguia e abatia, levantava
E abatia outra vez, deixando sempre
Um rasto extraordinário. Sim, a hora,
Dois séculos antes, em que uma ausência
E o seu grande silêncio cintilaram
Sobre a mão do poeta, em despedida.
7.
Nós, os ateus, nós, os monoteístas,
Nós, os que reduzimos a beleza
A pequenas tarefas, nós, os pobres
Adornados, os pobres confortáveis,
Os que a si mesmos se vigarizavam
Olhando para cima, para as torres,
Supondo que as podiam habitar,
Glória das águias que nem águias tem,
Sofremos, sim, de idêntica indigência,
Da ruína da Grécia.
Nós, os que reduzimos a beleza
A pequenas tarefas, nós, os pobres
Adornados, os pobres confortáveis,
Os que a si mesmos se vigarizavam
Olhando para cima, para as torres,
Supondo que as podiam habitar,
Glória das águias que nem águias tem,
Sofremos, sim, de idêntica indigência,
Da ruína da Grécia.
23.
A terceira miséria é esta, a de
hoje.
A de quem já não ouve nem pergunta.
A de quem não recorda. E, ao contrário
Do orgulhoso Péricles, se torna
Num entre os mais, num entre os que se entregam,
Nos que vão misturar-se como um líquido
Num líquido maior, perdida a forma,
Desfeita em pó a estátua.
A de quem já não ouve nem pergunta.
A de quem não recorda. E, ao contrário
Do orgulhoso Péricles, se torna
Num entre os mais, num entre os que se entregam,
Nos que vão misturar-se como um líquido
Num líquido maior, perdida a forma,
Desfeita em pó a estátua.
[Hélia Correia, in A Terceira Miséria,
Relógio d’Água, 2012]
O Leituras sugere...
...para maio
Trincas - O Monstro dos Livros
Emma Yarlett
TRINCAS, o MONSTRO devorador de
livros, trincou tanto que saiu do seu próprio livro, e agora está a provocar o
caos em histórias bem conhecidas.
Este monstrinho é um grande malandro!
O que será?! Só lendo, descobrirás!
E não é que ele decidiu fugir? E agora? Vamos
procurá-lo! Precisamos de o encontrar!
CUIDADO! Protege os teus livros!
Uma história muito
engraçada que vais adorar!
Requisita-a na nesta
Biblioteca.
Faixa
etária: dos 3 aos 6 anos
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Dia da Mãe
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