terça-feira, 1 de dezembro de 2015

100 ANOS DA APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA TEORIA DA RELATIVIDADE GERAL DE ALBERT EINSTEIN

“O que há de mais incompreensível no mundo é o facto de ele ser compreensível.”

ALBERT EINSTEIN



No dia 25 de novembro celebraram-se os 100 anos da apresentação pública da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que aconteceu na Academia Prussiana das Ciências, em Berlim, em 1915.
Nesta, dando continuidade à Teoria da Relatividade Restrita por ele dada a conhecer ao mundo dez anos antes, em 1905, Einstein dava expressão da capacidade da mente humana para compreender o universo inteligível. A famosa teoria mantém-se atual e cientistas de todo o mundo, incluindo de Portugal, continuam a basear – se nela para investigarem os segredos do cosmos.


Em Física, a relatividade geral é a generalização da Teoria da gravitação de Newton. A nova teoria leva em consideração as ideias descobertas na Relatividade restrita sobre o espaço e o tempo e propõe a generalização do princípio da relatividade do movimento para sistemas que incluam campos gravitacionais. Esta generalização tem implicações profundas no nosso conhecimento do espaço-tempo, levando, entre outras conclusões, à de que a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta. Isto é, a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo.


Albert Einstein foi um físico teórico alemão nascido a 14 de março de 1879 e falecido a  18 de abril de 1955, em Princeton, Nova Jérsia, EUA.
Com o seu genial contributo, compreendemos hoje melhor o mundo em que existimos.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sábados na Biblioteca

No dia 28 de novembro, a Biblioteca estará aberta no seu horário habitual: 9h - 12h30 / 13h30 - 15h

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

É tempo de castanhas!

S. Martinho – quadras,  provérbios e castanhas

Comemora-se hoje o dia de S. Martinho, dia dos tradicionais magustos. Deixamos aqui algumas adivinhas, quadras e provérbios sobre este dia. Para saber mais sobre o S. Martinho, 
consulte http://smartinho.blogspot.com/


ADIVINHAS
1
Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete
2
Se me rio… de mim sai uma donzela
Mais donzela do que eu
Ela vai com quem a leva
Eu fico com quem me deu
3
Qual a coisa qual e ela
Tem três capas de Inverno
A segunda é lustrosa
A terceira é amargosa
4
Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em novembro nos vem ver


QUADRAS
Como é bom comer
Castanhas assadas
E no magusto ver
As meninas coradas

Na rua está um vendedor
De castanhas assadas
É com esforço e amor
Que faz feliz a rapaziada

Todo o dia a apanhar chuva
Coitado do vendedor!
Mas à beira das castanhas
Fica cheio de calor.

Com o frio a chegar
A natureza está-se a transformar
Os ouriços a abrir
Para as castanhas apanhar.

O S. Martinho está a chegar
A lareira vou acender
Para as castanhas assar
E contigo as comer.

Que lindo é o Outono!
Que lindo que é!
Uvas e castanhas
Dá-me o avô Zé.

Dia 11 de novembro
É o dia de S. Martinho
Come-se a castanha assada
E mais o caldo verdinho.

É dia de S. Martinho
É a festa das castanhas
Em vez de Sol há chuva
É Outono ninguém estranha.


 PROVÉRBIOS

· A cada porco vem o seu S. Martinho. 
· Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho. 
· Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho. 
· No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho. 
· No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho. 
· No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho. 
· No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho. 
· No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho. 
· No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho. 
· Pelo S. Martinho abatoca o pipinho. 
· Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.


· Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho. 
· Pelo S. Martinho nem nado nem no cabacinho. 
· Pelo S. Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano. 
· Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho. 
· Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho. 
· Verão de S. Martinho são três dias e mais um bocadinho. 
· Vindima em outubro que o S. Martinho to dirá. 


Desde tempos imemoriais que a castanha é um produto de base na alimentação dos homens e dos animais, sendo confecionada de todas as formas possíveis – crua, cozida, assada, em doces, em sopas, e como guarnição de alguns pratos. Antigamente, quando a produção do ano não era totalmente consumida, a que restava era transformada em castanha "pilada", seca ao fumo, em caniços (estrutura de ripas ou canas suspensas sobre a lareira), de forma a poder ser consumida mais tarde. Outro processo de conservar as castanhas é colocá-las em panelas vidradas bem tapadas ou em potes de barro cheios de areia. Apesar de ter sido colocado num plano secundário, este fruto continua a ser muito apreciado. Mal chega o mês de novembro, vemos as castanhas "quentes e boas" pelas ruas nas bancas dos vendedores, libertando um aroma apetitoso.
Apesar da sua importância ter decrescido, a castanha ficou para sempre associada a vários pratos da gastronomia regional portuguesa. Contrariamente à maioria dos outros frutos secos, as castanhas são ricas em hidratos de carbono complexos, sob a forma de amido e fibras, contendo também muito poucas proteínas e gorduras. As castanhas-do-maranhão, as avelãs e as nozes têm todas, para cima de 20 vezes mais gordura que as castanhas. Peso por peso, as castanhas têm menos de metade das calorias da maioria dos outros frutos secos e um teor de água muito mais elevado. Cerca de 100 g de castanhas fornecem aproximadamente, um terço da dose diária recomendada de vitamina E, e um quarto da de vitamina B6.

Sopa de castanhas


INGREDIENTES PARA 4  PESSOAS
8.5 decilitros de caldo de carne, de galinha ou de legumes;
500 gramas de castanhas;
1.5 dl de leite;
sal e pimenta preta moída na altura;
1 a 2 colheres de sopa de sumo de limão;
4 colheres de sopa de natas;
1 colher de sopa de salsa finamente picada;
15 gramas de amêndoas branqueadas, ligeiramente picadas e torradas.
Leve ao lume forte uma panela com caldo e, logo que levante a fervura, junte as castanhas. Quando começar novamente a ferver, reduza o lume e deixe cozer, durante 30 minutos, até as castanhas ficarem bem cozidas.
Retire do lume, deixe arrefecer ligeiramente e bata as castanhas com o caldo num copo de batidos, com a varinha mágica ou então passe pelo passe-vite. Junte o leite, tempere bem com sal e pimenta e reaqueça mexendo sempre. Junte sumo de limão, mas apenas o suficiente para cortar o sabor doce da sopa.
Deite numa terrina aquecida ou em pratos individuais, junte as natas e espalhe a salsa e as amêndoas por cima. Esta sopa é muito nutritiva e não precisa de ser acompanhada de pão, no caso de ser servida, no início da refeição. Se for o único prato de uma refeição ligeira, sirva também pão com pevides de abóbora.
tempo de preparação – 15 minutos
tempo de cozedura – 35 minutos

Puré de Castanhas


INGREDIENTES
1 kg de castanhas;
90 gramas de manteiga;
1 dente de alho;
leite quente (algumas colheres );
sal e pimenta q.b.;
açúcar;
7,5 dl de caldo de carne;
1 haste de aipo.
Lave as castanhas, dê-lhes um golpe, de modo a cortar a casca e a pele, e mergulhe-as em água a ferver, durante 5 minutos. 
Escorra, retire a casca e a pele e leve-as a cozer no caldo de carne com o aipo e o dente de alho. Tempere com sal e pimenta. 
Depois de cozidas, escorra e passe as castanhas pelo  passe-vite. 
Deite o puré numa caçarola, junte a manteiga, mexa bem e adicione algumas colheres de leite quente, de modo a obter um puré leve e cremoso. 
Retifique os temperos e junte uma pitada de açúcar se necessário. 
Este puré de castanhas é um bom acompanhamento de assados, de aves, ou de uma peça de caça.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Um poema...

AURORA BOREAL



Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar. 
©ANTONIO GEDEãO 
In Teatro do Mundo, 1958 


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O Leituras sugere...





...para novembro


O Dia em que os Lápis Desistiram


Prémio de MELHOR LIVRO INFANTIL da RED HOUSE - 2015


Num dia de escola aparentemente igual aos outros dias de escola, o Duarte teve uma grande surpresa quando foi buscar os seus lápis de cera: junto da sua mochila encontrava-se um respeitável monte de cartas, todas a ele dirigidas, atadas com um cordel e o seu nome impresso num reprovador vermelho. Os lápis de cor também se zangam. Os lápis disseram: “Basta!” O lápis preto está cansado de ser usado apenas para desenhar contornos, o azul já não aguenta pintar mais oceanos, e o amarelo e o laranja já nem sequer falam um com o outro, pois cada um reclama ser a verdadeira cor do sol. E agora? O que vai fazer o Duarte?


Uma história de Drew Daywalt que vai pôr as crianças a usar as cores de uma forma completamente diferente. Porque não existem regras para a criatividade.
Tremendamente original e muito divertido, “O dia em que os lápis desistiram” é um tratado das cores para os mais pequenos, que passarão a olhar à sua volta com um olhar tocado pelo arco-íris. Uma das grandes edições de 2014 apontadas aos mais pequenos.



Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com as artes na Educação Pré-Escolar, 1º e 2º ano de escolaridade.

TEATRO DE FANTOCHES | novembro

12 e 26 de novembro | 10h30  
TEATRO DE FANTOCHES

A galinha ruiva

Susanna Davidson


Histórias de Encantar | novembro

5 e 19 de novembro | 10h30  
HISTÓRIAS DE ENCANTAR

Caracolinhos de ouro

Madeleine Deny

Programação mensal | novembro


terça-feira, 3 de novembro de 2015

É tempo de compotas!


Do livro: Diário X, s/editora, 1966, Coimbra

O outono é uma das mais bonitas estações do ano, graças à diversidade de cores, cheiros e sabores que nos oferece. As árvores que vão deixando cair as suas folhas e os frutos maduros e suculentos proporcionam-nos uma paleta rica de cores:
· o amarelo e o laranja – nas abóboras, nos marmelos, nos dióspiros, nas peras.
· o vermelho – nas maçãs, nos tomates, nas romãs;
· o castanho – nas castanhas, nas avelãs, nas amêndoas e nas nozes;
· o roxo – nas uvas e nos figos.


Sendo o outono um tempo rico em frutos, podemos aproveitá-los, para os consumirmos ao longo do ano.
Como?
Fazendo compotas.
Fazer compotas é um processo tradicional de conservação de frutos, através do açúcar.


Livros de receitas – as nossas sugestões:

Doces, Compotas e Geleias

Editorial Presença

100 Maneiras Compotas, Geleias e Marmeladas

Livraria Civilização Editora

Doces de Frutos - Compotas e Geleias

 Colares Editora

Na nossa Biblioteca:

                                      Compotas e conservas                                        de Elisabeth Lambert Ortiz
Livraria Civilização Editora

Sobremesas - compotas e queijos
Col. Essencial da cozinha
Editora QuidNovi