terça-feira, 21 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro | 23 de abril 2015

Espetáculo "A Porta" de José Fanha pelo Projeto Alive Story 

15h no Auditório da Fundação A LORD
(dirigido aos alunos do Agrupamento de Escolas de Lordelo: Pré-escolar e 1º ciclo)


terça-feira, 14 de abril de 2015

Dia Mundial do Livro | 2015


Escritor do mês | abril


O LEITURAS SUGERE…







...para abril 

                     Frederico, o Cinto de Segurança

Manuela Mota Ribeiro

Frederico é um cinto de segurança que vive numa viatura chamada Vixie. Por vezes, o seu dono, um senhor muito simpático chamado Felício, leva ao seu lado o Zé Azeitona, um homem cheio de confiança que, infelizmente, nunca coloca o cinto. Frederico sente-se triste e desconsolado… Afinal, para que é que ele nasceu? A sua função é proteger os passageiros... Certo dia, Frederico conhece Felisberto, um cinto de segurança que protege, quase diariamente, uma criança de oito anos. E trava com ele uma conversa bastante curiosa e interessante. É na sequência deste diálogo que Frederico decide fazer tudo para que Zé Azeitona passe a utilizá-lo, sempre que entra na carrinha do Sr. Felício…



Esta história chama-nos a atenção para os problemas relacionados com a segurança rodoviária e alerta-nos para a importância do cumprimento das regras.

Para acompanhar a história, Sofia Ribeiro apresenta-nos uma música cheia de ritmo, que nos leva a cantar: "Põe o cinto, Zé, põe o cinto. Põe o cinto, Zé, põe o cinto."

EXPOSIÇÕES | abril

Trajes tradicionais portugueses
A RODILHA OU “SOGRA” 
Átrio da Cooperativa e Fundação A LORD


Vultos da Cultura Portuguesa 
Aquilino Ribeiro 
Biblioteca da Fundação A LORD

TEATRO DE FANTOCHES | abril

9 e 23 de abril | 10h30   

O alfaiate fanfarrão

Glória Bastos   



HISTÓRIAS DE ENCANTAR | abril

2, 16 e 30 de abril | 10h30  

O rei com orelhas de burro

Lesley Sims


sábado, 28 de março de 2015

EVOCAÇÃO E HOMENAGEM














Herberto Helder (23 de novembro de 1930, Funchal/23 de março de 2015, Cascais)

que eu aprenda tudo desde a morte,
mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisas,
colher, roupa, caneta,
roupa intensa com a respiração dentro dela,
e a tua mão sangra na minha,
brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,
no toque entre os olhos,
na boca,
na rescrita de cada coisa já escrita nas entrelinhas das coisas,
fiat cantus! e faça-se o canto esdrúxulo que regula a terra,
o canto comum-de-dois,
o inexaurível,
o quanto se trabalha para que a noite apareça,
e à noite se vê a luz que desaparece na mesa,
chama-me pelo teu nome, troca-me,
toca-me
na boca sem idioma,
já te não chamaste nunca,
já estás pronta,
já és toda

Herberto Helder, de A Faca não Corta o Fogo,
 Poemas Completos, Porto Editora, 2014 













Tomas Tranströmer (15 de abril de 1931, Estocolmo, Suécia/ 26 de março de 2015), Prémio Nobel da Literatura de 2011

Lisboa

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas
calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.

“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?”

Tomas Tranströmer , 21 Poetas Suecos, Vega, 1987

quarta-feira, 25 de março de 2015

Sábados na biblioteca | 28 de março


No dia 28 de março, a Biblioteca estará aberta no seu horário habitual das 9h - 12h30 e das 13h30 - 18h