CATÁLOGO ONLINE
terça-feira, 14 de abril de 2015
Escritor do mês | abril
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Escritor do Mês,
Programação mensal
O LEITURAS SUGERE…
...para abril
Frederico, o Cinto de Segurança
Manuela Mota Ribeiro
Frederico é um cinto de segurança que vive numa viatura chamada Vixie. Por vezes, o seu dono, um senhor muito simpático chamado Felício, leva ao seu lado o Zé Azeitona, um homem cheio de confiança que, infelizmente, nunca coloca o cinto. Frederico sente-se triste e desconsolado… Afinal, para que é que ele nasceu? A sua função é proteger os passageiros... Certo dia, Frederico conhece Felisberto, um cinto de segurança que protege, quase diariamente, uma criança de oito anos. E trava com ele uma conversa bastante curiosa e interessante. É na sequência deste diálogo que Frederico decide fazer tudo para que Zé Azeitona passe a utilizá-lo, sempre que entra na carrinha do Sr. Felício…
Esta história chama-nos a atenção para os problemas relacionados com a segurança rodoviária e alerta-nos para a importância do cumprimento das regras.
Para acompanhar a história, Sofia Ribeiro apresenta-nos uma música cheia de ritmo, que nos leva a cantar: "Põe o cinto, Zé, põe o cinto. Põe o cinto, Zé, põe o cinto."
EXPOSIÇÕES | abril
Trajes tradicionais portugueses
A RODILHA OU “SOGRA”
Átrio da Cooperativa e Fundação A LORD
Vultos da Cultura Portuguesa
Aquilino Ribeiro
Biblioteca da Fundação A LORD
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Programação mensal
TEATRO DE FANTOCHES | abril
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Teatro de Fantoches
HISTÓRIAS DE ENCANTAR | abril
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Histórias de Encantar,
Programação mensal
sábado, 28 de março de 2015
EVOCAÇÃO E HOMENAGEM
que
eu aprenda tudo desde a morte,
mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisas,
colher, roupa, caneta,
roupa intensa com a respiração dentro dela,
e a tua mão sangra na minha,
brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,
no toque entre os olhos,
na boca,
na rescrita de cada coisa já escrita nas entrelinhas das coisas,
fiat cantus! e faça-se o canto esdrúxulo que regula a terra,
o canto comum-de-dois,
o inexaurível,
o quanto se trabalha para que a noite apareça,
e à noite se vê a luz que desaparece na mesa,
chama-me pelo teu nome, troca-me,
toca-me
na boca sem idioma,
já te não chamaste nunca,
já estás pronta,
já és toda
mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisas,
colher, roupa, caneta,
roupa intensa com a respiração dentro dela,
e a tua mão sangra na minha,
brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,
no toque entre os olhos,
na boca,
na rescrita de cada coisa já escrita nas entrelinhas das coisas,
fiat cantus! e faça-se o canto esdrúxulo que regula a terra,
o canto comum-de-dois,
o inexaurível,
o quanto se trabalha para que a noite apareça,
e à noite se vê a luz que desaparece na mesa,
chama-me pelo teu nome, troca-me,
toca-me
na boca sem idioma,
já te não chamaste nunca,
já estás pronta,
já és toda
Herberto Helder, de A Faca não Corta o Fogo,
Poemas Completos, Porto Editora, 2014
Tomas
Tranströmer
(15 de abril de 1931, Estocolmo, Suécia/ 26 de março de 2015), Prémio Nobel da Literatura de 2011
Lisboa
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos
cantavam nas
calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.
“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa
como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada,
a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.
Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de
Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?”
Tomas Tranströmer , 21 Poetas Suecos, Vega, 1987
quarta-feira, 25 de março de 2015
Sábados na biblioteca | 28 de março
No dia 28 de março, a Biblioteca estará aberta no seu horário habitual das 9h - 12h30 e das 13h30 - 18h
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Sábados na Biblioteca
sexta-feira, 20 de março de 2015
21 de março | Dia Mundial da Poesia
21 de março | Dia Mundial da Árvore
Concluímos, hoje,
a publicação de poemas alusivos às efemérides celebradas a 21 de março: Dia Mundial da Poesia e Dia Mundial da Árvore.
ÁRVORES
Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.
Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.
Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.
Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;
Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.
Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.
Joyce
Kilmer
AS ÁRVORES E OS
LIVROS
As árvores como os
livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de
reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são
imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não
podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Jorge Sousa Braga
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Dia Mundial da Poesia,
Efemérides
quinta-feira, 19 de março de 2015
O melhor Pai do mundo | 19 de março
Concurso
De acordo com o estipulado no Regulamento do Concurso, divulgamos, hoje, as
frases vencedoras e os nomes dos respetivos autores.
Por não se terem apresentado concorrentes nos escalões C e D, o júri
deliberou premiar duas frases no escalão A e duas frases no escalão B.
Assim, agradecemos a participação de todos os participantes e damos os
parabéns aos autores das frases vencedoras:
- Escalão A
- Lourenço Neto Moreira – Escola Básica nº1 de Lordelo
"Conheço um super-herói fantástico, ele faz brincadeiras maravilhosas e às vezes tem super poderes. Ele vive lá em casa, é o meu pai, o melhor Pai do mundo."
"A minha maior riqueza é ter o melhor Pai do mundo."
- Gonçalo Carneiro Martins - Escola Básica nº1 de Lordelo
- Escalão B
- João Pedro Nogueira Lírio - Escola Básica e Secundária de Lordelo
"O meu pai chama-se Júlio, para mim é o melhor pai do mundo. Acho que ser pai não é tarefa fácil, pois não deve ter só reconhecimento no dia 19 de março, mas sim desde o dia em que nascemos. É por isso que todos os dias gosto de ti Pai! Obrigado!"
- Beatriz Sofia Ferreira Martins - Escola Básica e Secundária de Lordelo
"Pai, nesta data especial, gostaria de agradecer tudo o que tens feito por mim e por estares presente em todos os momentos da minha vida. Sei que posso contar contigo pois ter um pai é ter um amigo para toda a vida. És o melhor Pai do mundo."
Os premiados serão contactados
por correio.
Os
prémios serão entregues na sessão comemorativa do Dia Mundial do Livro que se realiza no dia 18 de abril de
2015, às 15h30m, no Auditório da Fundação A LORD.
Estamos
a preparar outras iniciativas aliciantes. Contamos convosco!
Feliz DIA
DO PAI!
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Atividades,
Efemérides
quarta-feira, 18 de março de 2015
21 de março | Dia Mundial da Poesia
21 de março | Dia Mundial da Árvore
POEMA DAS ÁRVORES
As árvores crescem
sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada.
Pouco a pouco
se levantam do chão,
se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam
ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem
folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as
folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as
flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão
sementes,
e as sementes
preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós,
a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem
ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra
coisa.
Contactam-se,
penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e
vão à vida
como se nada fosse.
As árvores, não.
Solitárias, as
árvores,
exauram terra e sol
silenciosamente.
Não pensam, não
suspiram, não se queixam.
Estendem os braços
como se implorassem;
com o vento soltam
ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa
não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos
montes, nas florestas,
A crescer e a florir
sem consciência.
Virtude vegetal viver
a sós
E entretanto dar
flores.
António Gedeão
A UM NEGRILHO
Na terra onde nasci
há um só poeta
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.
Esse poeta és tu, mestre da inquietação Serena!
Os meus versos são folhas dos seus ramos.
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.
Esse poeta és tu, mestre da inquietação Serena!
Tu,
imortal avena
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!
Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!
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