quinta-feira, 19 de março de 2015

O melhor Pai do mundo | 19 de março

Concurso


De acordo com o estipulado no Regulamento do Concurso, divulgamos, hoje, as frases vencedoras e os nomes dos respetivos autores.

Por não se terem apresentado concorrentes nos escalões C e D, o júri deliberou premiar duas frases no escalão A e duas frases no escalão B.
Assim, agradecemos a participação de todos os participantes e damos os parabéns aos autores das frases vencedoras:
  • Escalão A
  • Lourenço Neto Moreira – Escola Básica nº1 de Lordelo
"Conheço um super-herói fantástico, ele faz brincadeiras maravilhosas e às vezes tem super poderes. Ele vive lá em casa, é o meu pai, o melhor Pai do mundo."
  • Gonçalo Carneiro Martins - Escola Básica nº1 de Lordelo
         "A minha maior riqueza é ter o melhor Pai do mundo." 

  • Escalão B
  • João Pedro Nogueira Lírio -  Escola Básica e Secundária de Lordelo
       "O meu pai chama-se Júlio, para mim é o melhor pai do mundo. Acho que ser pai não é tarefa fácil, pois não deve ter só reconhecimento no dia 19 de março, mas sim desde o dia em que nascemos. É por isso que todos os dias gosto de ti Pai! Obrigado!"

  • Beatriz Sofia Ferreira Martins - Escola Básica e Secundária de Lordelo
      "Pai, nesta data especial, gostaria de agradecer tudo o que tens feito por mim e por estares presente em todos os momentos da minha vida. Sei que posso contar contigo pois ter um pai é ter um amigo para toda a vida. És o melhor Pai do mundo." 

Os premiados serão contactados por correio.


Os prémios serão entregues na sessão comemorativa do Dia Mundial do Livro que se realiza no dia 18 de abril de 2015, às 15h30m, no Auditório da Fundação A LORD.

Estamos a preparar outras iniciativas aliciantes. Contamos convosco!


Feliz DIA DO PAI!




quarta-feira, 18 de março de 2015

21 de março | Dia Mundial da Poesia

21 de março | Dia Mundial da Árvore



POEMA DAS ÁRVORES

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.

António Gedeão




A UM NEGRILHO

Na terra onde nasci há um só poeta
     Os meus versos são folhas dos seus ramos.
     Quando chego de longe e conversamos,
     É ele que me revela o mundo visitado.
     Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
     E a luz do sol aceso ou apagado
     É nos seus olhos que se vê pousada.
     Esse poeta és tu, mestre da inquietação Serena! 
   
Tu, imortal avena
     Que harmonizas o vento e adormeces o imenso
     Redil de estrelas ao luar maninho.
     Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
     Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

Miguel Torga


Escritor do mês | março

terça-feira, 17 de março de 2015

21 de março | Dia Mundial da Poesia

21 de março | Dia Mundial da Árvore


Associando-nos à celebração destas efemérides continuamos a publicar, até ao dia 21 de março, poemas que revelam a forma como os poetas encararam, pensaram ou imaginaram a árvore e as florestas.



ÁRVORES DO ALENTEJO

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca


COMO UM VENTO NA FLORESTA

Como um vento na floresta,
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.

E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.

E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento:
Sou ninguém, temo ser bom.

 Fernando Pessoa 

sexta-feira, 13 de março de 2015

21 de março| Dia Mundial da Poesia

21 de março| Dia Mundial da Árvore



Dia Mundial da Poesia  foi criado na 30ª Conferência Geral da UNESCO a 16 de novembro de 1999.

O Dia Mundial da Poesia celebra a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação.

O objetivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono).

Associamo-nos à celebração destas efemérides publicando, até ao dia 21 de março, poemas que revelam a forma como os poetas encararam, pensaram ou imaginaram a árvore e as florestas.

Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mh á jurado!
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss'amigo,
e eu ben vos digo que é san' e vivo:
Ai Deus, e u é
Vós me preguntades polo voss'amado,
e eu ben vos digo que é viv' e sano:
Ai Deus, e u é?

E eu bem vos digo que é san' e vivo
e seerá  vosc' ant' o prazo sa'ido:
Ai Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é viv' e sano
e seerá vosc' ant' o prazo passado:
Ai Deus, e u é?

D. Dinis

Árvore, cujo pomo, belo e brando,
natureza de leite e sangue pinta,
onde a pureza, de vergonha tinta,
está virgíneas faces imitando;

nunca da ira e do vento, que arrancando
os troncos vão, o teu injúria sinta;
nem por malícia de ar te seja extinta
a cor, que está teu fruito debuxando.

Que pois me emprestas doce e idóneo abrigo
a meu contentamento, e favoreces
com teu suave cheiro minha glória,

se não te celebrar como mereces,
cantando-te, sequer farei contigo
doce, nos casos tristes, a memória.

Luís Vaz de Camões


quarta-feira, 11 de março de 2015

Um poema...

FELIZES

Felizes. Porque, ao fundo de si mesmos, 
cheios andam de quanto vão pensando. 
E, disso cheios, 
nada mais sabem. Dão para aquele lado 
onde o mundo acabou, mas resta o eco 
de o haverem pensado até ao cabo 
e irem agora criar o movimento 
que subsiste no tempo 
de o mundo ainda estar a ser criado. 
Por isso são felizes. Foram sendo 
até, perdido o tempo, só em memória o estarem                                                                                         [habitando. 

Fernando Echevarría, in "Figuras"

O prémio literário Casino da Póvoa foi atribuído, no dia  26 de fevereiro, na 16.ª edição do festival Correntes d’Escritas, ao poeta Fernando Echevarría pelo seu livro de poemas Categorias e Outras Paisagens. O júri, salientou que o livro de Echevarría “constrói uma poética da lucidez e do rigor num trabalho de grande apuro reflexivo” e constitui “um monumento à capacidade de dizer o indizível no limite das palavras”. O poeta já recebera o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio António Ramos Rosa, o Prémio Fundação Luís Miguel Nava e o Prémio Dom Dinis.


Poeta espanhol de origem portuguesa, Fernando Ferreira Echevarría nasceu a 26 de fevereiro de 1929, em Cabezón de la Sal, Santander, Espanha. Veio para Portugal ainda muito novo, tendo cursado Humanidades em Portugal, e Filosofia e Teologia em Espanha. Optou pela carreira docente, primeiro no Porto e depois, já exilado em Paris, onde passou a residir desde meados de 1966, após ter estado em Argel entre 1963-1966. 

A poesia de Echevarría insere-se na corrente antirrealista dos anos 50 do século XX, marcada sobretudo pela sensibilidade metafísica e artística e pelo "imaginismo".

A sua poesia encontra-se, entre outras, nas seguintes antologias portuguesas: Antologia - Prémio Almeida Garrett de 1954Alma Minha Gentil, Líricas Portuguesas20 Anos de Poesia PortuguesaPoetas escolhem Poetas e Eros de Passagem - Poesia Erótica Contemporânea.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher | 8 de março

A Biblioteca da Fundação A LORD associa-se a esta iniciativa homenageando todas as mulheres, na esperança de que um dia esta comemoração não faça mais sentido. Tal só acontecerá com a mudança de mentalidades e com a igualdade de oportunidades entre o homem e a mulher.


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma 
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética





quarta-feira, 4 de março de 2015

Concurso Dia do Pai


































                                Consulta o Regulamento aqui                        

O Leituras sugere...






...para março



POEMAS de CRESCER

Maria da Conceição Vicente


Nos 35 poemas deste livro, a temática - como se conclui a partir do título - desenvolve-se em redor de algumas das questões próprias da adolescência e juventude: o medo; a relação com a família, os colegas e os amigos, os segredos e os amores; o crescimento; as borbulhas; a verdade e a mentira; os livros e a leitura; as contas da vida; as perguntas; as viagens; as travessuras; a liberdade e as escolhas… A vida!  De uma forma livre, e, muitas vezes, na primeira pessoa, estes poemas questionam e inquietam. Fazem crescer.



Teatro de Fantoches | março

12 e 26 de março | 10h30 

Depressa e bem não há quem

Coleção Provérbios de Sempre