quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

XIV Aniversário da Biblioteca | XVIII Aniversário da Fundação A LORD

A Biblioteca e a Fundação A LORD celebraram mais um aniversário com uma sessão comemorativa realizada no passado dia 6 de dezembro, no Auditório da Fundação.

No momento inicial, o Presidente da Fundação A LORD saudou os presentes e procedeu à entrega de certificados atribuídos no âmbito da Formação Profissional, aos participantes dos cursos de:
  • Design de Jóias
  • Informática - Internet
  • Informática na Ótica do Utilizador
  • Noções básicas de Informática



Seguiu-se a atuação do jovem grupo de atores LORDator, com a peça A verdadeira história da Batalha de S. Mamede de Inácio Pignatelli. A boa prestação dos intervenientes mereceu os aplausos da assistência.



A terminar, o público presente foi convidado a cantar os parabéns às aniversariantes e a saborear o bolo festivo.
Para assinalar a data, todos receberam uma lembrança.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

NATAL...a contar!


Até ao Natal, vamos publicar, três contos alusivos a esta festividade.
BOAS FESTAS! 

O desejo de Lucy


Todos os dias, Lucy costumava observar as folhas a caírem das árvores do jardim e, todos os dias, perguntava à mãe, à irmã ou ao pai que dia era, na esperança de que fosse
Dia de Natal. Um dia, fez a mesma pergunta no supermercado, enquanto a mãe empurrava o carrinho de compras.
— Hoje é o dia 23 de Outubro — disse a mãe — mas já vamos fazer o bolo de Natal.
Lucy sorriu. Adorava os preparativos do Natal.
Uma vez em casa, ajudou a mãe a preparar tudo aquilo de que necessitava para fazer o bolo. Além da farinha, dos ovos, do açúcar e da margarina, havia uma série de pacotes que tinham trazido do supermercado, cheios de uvas passas, sultanas, cerejas, amêndoas descascadas e com casca. Lucy colocou alguns frutos na taça e mexeu tudo muito bem, até formar uma massa de cor bege, cheia de grumos. Enquanto mexia, tinha de formular um desejo.
— O que pediste? — perguntou-lhe a mãe.
— É segredo — respondeu Lucy. — Se contarmos, o desejo não se realiza.
Depois de fazerem o bolo, passaram-se vários dias durante os quais nada se disse sobre o Natal. Lá fora, no jardim, as árvores estavam já despidas de folhas.
— Que dia é hoje? — perguntou Lucy.
— 30 de Novembro — respondeu a irmã, Frances, que tinha oito anos. — Penso que 
devíamos começar os preparativos para o Natal.
— Está bem — concordou Lucy.
Sentaram-se, então, na cozinha, com um frasco de cola e folhas de papel colorido, e fizeram serpentinas de papel para decorar as paredes. Ficaram sentadas durante toda a tarde, na mesa grande junto à janela. As casas lá fora foram escurecendo, até se parecerem com recortes de papel preto num céu que se tornava ora rosáceo, ora violeta, ora azul, à medida que o sol se punha.
— Olha! — exclamou Frances. — Apareceu a primeira estrela. Pede um desejo, depressa!
Lucy fechou os olhos e formulou um desejo.
— O que pediste? — perguntou Frances.
— É segredo — respondeu Lucy. — Se contarmos, o desejo não se realiza.
Depois de terem feito as decorações, tornou-se mais fácil contar os dias que faltavam
até ao Natal. Lucy e Frances tinham, cada uma, um calendário do Advento, e todos os dias
abriam uma portinha e olhavam para o desenho que estava no interior. No dia 19 de
Dezembro, o pai de Lucy disse:
— Já são horas de irmos buscar a árvore de Natal à garagem e as coisas que estão no
sótão para a decorarmos.
Lucy, Frances e o pai foram ao sótão buscar as caixas cheias do que Lucy chamava ”As
Três Jóias”. Trouxeram-nas para baixo e penduraram nos ramos bolas esguias e brilhantes,
em tons de prata, púrpura e azul. Colocaram fita dourada em volta da árvore, ataram
grandes laços vermelhos aos ramos, e penduraram estrelas e luas em papel prateado nas
agulhas do pinheiro.
— Lucy — disse o pai — eu seguro em ti enquanto colocas a Rainha das Fadas no topo.
Não te esqueças de pedir um desejo.
Lucy fechou os olhos e formulou o desejo.
— O que é que pediste? — perguntou o pai.
— É segredo — respondeu Lucy. — Se o contarmos, não se realiza.
Na Noite de Natal, Lucy não conseguia adormecer.
— Por que não consegues dormir? — perguntou Frances.
— Estou triste — respondeu Lucy.
— Como é que podes estar triste na Noite de Natal?
— Estou triste porque o meu desejo não se realizou. Mesmo tendo-o pedido três vezes.
— O que pediste? — perguntou Frances.
— Uma patetice de que não quero falar — disse Lucy, enfiando a cara na almofada.
— Bom, dorme agora — disse Frances. — Amanhã é Dia de Natal e vais ficar contente.
Lucy pensou no seu desejo. Talvez tivesse realmente sido uma patetice ter pedido que o jardim, que estava cheio de folhas caídas, árvores despidas e terra escura, ficasse bonito outra vez. Lucy sabia que as folhas e as flores renasciam na Primavera, mas parecia-lhe
injusto que, quando tudo dentro das casas estava bonito e brilhante, o jardim se encontrasse tão cinzento e despido.
— Vou tentar de novo. Só mais uma vez.
Fechou os olhos e formulou um desejo. Depois adormeceu.
Na manhã seguinte, Frances foi a primeira a acordar.
— Lucy — sussurrou. — Acorda! Vamos ver o que temos nas meias.
Lucy acordou e foram ambas comer as sultanas, as nozes, e as uvas passas que alguém
pusera nas suas meias de Natal durante a noite.
— O sol está muito forte. Até podemos vê-lo com as cortinas fechadas. Que claridade!
— Vamos abri-las. Puxa aquela, que eu puxo esta — sugeriu Lucy.
As cortinas abriram-se.
— Olha! — sussurrou Lucy. — Oh, Frances, o meu desejo realizou-se durante a noite.
O jardim brilhava à luz do sol. A neve cobria totalmente cada ramo e cada pedacinho de erva, cada telhado e cada parapeito. Também cobria a terra preta e as sebes verdes. A janela do quarto das duas irmãs tinha gelo em redor de cada painel de vidro, como se fosseuma moldura de flores brancas.
 — Que lindo! — exclamou Lucy. — Nunca pensei que fosse tão bonito.
— Foi este o teu desejo? — perguntou Frances. — Pediste neve?
— Não sabia que tinha pedido, mas devo tê-lo feito.
— O que fizeste exactamente?
— Fechei os olhos e disse: “Desejo que o jardim fique decorado no Natal.”
— E está — anuiu Frances. — Vamos chamar os nossos pais.
Correram para o quarto dos pais.
— Acordem! — chamou Lucy. — É Dia de Natal e o meu desejo realizou-se!


Adèle Geras
Sally Grindley (org.)
Christmas stories
London, Kingfisher, 1994
(Tradução e adaptação)




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Escritor do mês | dezembro


O Leituras sugere...







...para dezembro


A Noite de Natal
 Sophia de Mello Breyner Andresen


A consoada em casa de Joana é cheia de abundância e alegria. Contudo, a menina lembra-se do seu amigo Manuel, que nem vai ter presentes nem uma mesa farta nessa noite tão especial. Decide, por isso, ir ter com ele e dar-lhe o que recebeu. Guiada por uma estrela, Joana descobre, nessa noite, o verdadeiro Natal. 

Joana tinha nove anos e já tinha visto nove vezes a árvore do Natal. Mas era sempre como se fosse a primeira vez. Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra. (...)

E Joana foi à cozinha. Era a altura boa para falar com a Gertrudes.
— Bom Natal, Gertrudes — disse Joana.
— Bom Natal — respondeu a Gertrudes. Joana calou-se um momento. Depois perguntou:
— Gertrudes, aquilo que disseste antes do jantar é verdade?
— O que é que eu disse?
— Disseste que o Manuel não ia ter presentes de Natal porque os pobres não têm presentes.
— Está claro que é verdade. Eu não digo fantasias: não teve presentes, nem árvore do
Natal, nem peru recheado, nem rabanadas. Os pobres são os pobres. Têm a pobreza.(...)
— Amanhã vou-lhe dar os meus presentes — disse ela. Depois suspirou e pensou:
«Amanhã não é a mesma coisa. Hoje é que é a Noite de Natal.»
Foi à janela, abriu as portadas e através dos vidros espreitou a rua. Ninguém passava. O Manuel estava a dormir. Só viria na manhã seguinte. Ao longe via-se uma grande sombra escura: era o pinhal.
Então ouviu, vindas da Torre da Igreja, fortes e claras, as doze pancadas da meia-noite.
«Hoje», pensou Joana, «tenho de ir hoje. Tenho de ir lá agora, esta noite. Para que ele tenha presentes na Noite de Natal.»

Sophia de Mello Breyner Andresen
A Noite de Natal
Adaptado

Começa já a festejar o Natal, lendo este conto onde se celebra o verdadeiro espírito natalício.



Livro recomendado para o 3.°, 4.°, 5.° e 6.° anos, para apoio a projetos Natal.
+ 10 Anos


Teatro de fantoches | dezembro

11 de dezembro | 10h30
TEATRO DE FANTOCHES


Não acredito no Pai Natal  


Histórias de encantar | dezembro

4 e 18 de dezembro | 10h30  
HISTÓRIAS DE ENCANTAR

Já é Natal?
Jane Chapman


Programação mensal | dezembro 2014


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Um sábado por mês...


No dia 29 de novembro, a Biblioteca estará aberta no seu horário habitual: das 9h - 12h30 e das 13h30 - 18h.
Pelas 15h haverá Hora do conto, seguida de uma atividade de expressão plástica.