segunda-feira, 11 de novembro de 2013

HISTÓRIAS DE ENCANTAR

7 e 21 novembro | 10H30


A Ovelha que fazia Múuu
de Isabel Fernandes Pinto 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Nobel da Literatura 2013

Alice Munro

Alice Munro é uma escritora canadiana de contos, reconhecida pela Academia Sueca como 
um “mestre do conto contemporâneo”. 


Alice Munro nasceu em Wingham, Ontário, em julho de 1931. Viveu primeiro numa quinta a oeste dessa zona, numa época de depressão económica. Munro reconheceu a influência na sua obra de grandes escritoras, como Katherine Anne Porter, Flannery O’Connor, Carson McCullers ou Eudora Welty, bem como de James Agee e especialmente William Maxwell. Os seus relatos centram-se nas relações humanas analisadas através da lente da vida quotidiana. Por isso, e pela sua qualidade, tem sido chamada "o Tchekov do Canadá".

Foi por três vezes vencedora do prémio de ficção literária «Governor General's Literary Awards», do seu país. Em 1998, Alice Munro foi premiada pelo National Book Critics Circle dos Estados Unidos, pela obra "O amor de uma mulher generosa". Em 2009, o prestigiado Man Booker International Prize.

Nascida numa família de criadores de raposas, Alice Munro começou a escrever na adolescência, tendo publicado o seu primeiro conto, The Dimensions of a Shadow, em 1950, quando frequentava a universidade. Ao mesmo tempo, ia ganhando dinheiro em empregos ocasionais, trabalhando em restaurantes, na apanha de tabaco, ou como bibliotecária.

A sua primeira coletânea de histórias, Dance of the Happy Shades, saiu em 1968 e foi um sucesso imediato, tendo ganho o mais importante prémio literário canadiano e recebido o elogio unânime da crítica. O livro seguinte, Lives of Girls and Women (1971), é ainda hoje o seu único romance, e não falta quem ache que se trata, na verdade, de uma sucessão de contos articulados entre si.

Munro publicou mais de uma dúzia de coletâneas de histórias curtas, muitas delas editadas em Portugal pela editora Relógio d’Água, incluindo a mais recente, Amada Vida* (Dear Life, 2012), traduzida pelo poeta José Miguel Silva.

Outros livros de Munro disponíveis em edição portuguesa são O Progresso do Amor* (The Progress of Love, 1986), O Amor de Uma Boa Mulher (The Love of a Good Woman, 1998), Fugas* (Runaway, 2004), A Vista de Castle Rock* (The View from Castle Rock, 2006) e Demasiada Felicidade* (Too Much Happiness, 2009).

*já disponíveis na Biblioteca para empréstimo









 




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Mundial da Alimentação

"SISTEMAS ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS PARA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRIÇÃO"
TEMA DO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO EM 2013


O tema oficial do Dia Mundial da Alimentação – anunciado no início de cada ano pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) – dá foco à data e ajuda a aumentar a compreensão de problemas e soluções na busca pela erradicação da fome.
Hoje quase 870 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de desnutrição crónica. Modelos insustentáveis de desenvolvimento estão a degradar o meio ambiente, ameaçando ecossistemas e a biodiversidade que serão necessários para garantir o fornecimento de alimentos no futuro. Os clamores por profundas mudanças na nossa agricultura e no nosso sistema alimentar tornam-se mais frequentes e mais insistentes.
Como seria um sistema alimentar sustentável? É possível passarmos da situação atual para essa proposta? O que precisaria de ser mudado para nos mover nessa direção? O Dia Mundial da Alimentação 2013 é uma oportunidade para explorar essas e outras questões e ajudar a fazer acontecer o futuro que nós queremos.

Àcerca do desenho deste ano

O artista austríaco Friedensreich Hundertwasser (1928-2000) usou cores vivas e formas orgânicas para exprimir a reconciliação do homem com a natureza, ideia que encontra eco no tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano. A imagem é uma cortesia da Fundação Hundertwasser.

+ sobre esta efeméride
O Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente a 16 de Outubro.
O dia 16 de Outubro marca o dia da fundação da organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, em 1945.
A celebração do Dia Mundial da Alimentação foi estabelecida em Novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Objetivos do Dia Mundial da Alimentação
  • Alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis;
  • Alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo;
  • Reforçar a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento;
  • Promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento;
  • Encorajar a participação da população rural na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A propósito de livros


A leitura engrandece a alma.  

Voltaire


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um poema...

Tarde 

A tarde trabalhava
sem rumor
no âmbito feliz das suas nuvens,
conjugava
cintilações e frémitos,
rimava
as ténues vibrações
do mundo,
quando vi
o poema organizado nas alturas
refletir-se aqui,
em ritmos, desenhos, estruturas
duma sintaxe que produz
coisas aéreas como o vento e a luz.


Carlos de Oliveira

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

103º Aniversário da Implantação da República

A República Portuguesa foi proclamada em Lisboa a 5 de outubro de 1910. Nesse dia foi organizado um governo provisório, que tomou o controlo da administração do país, chefiado por Teófilo Braga, um dos teorizadores do movimento republicano nacional. Iniciava-se um processo que culminou na implantação de um regime republicano, que definitivamente afastou a monarquia.
Este governo, pelos decretos de 14 de março, 5, 20 e 28 de abril de 1911, impôs as novas regras da eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de junho desse ano, numa sessão onde foi sancionada a revolução republicana; foi abolido o direito da monarquia; e foi decretada uma república democrática, que veio a ser dotada de uma nova Constituição, ainda em 1911.
A implantação da República é resultante de um longo processo de mutação política, social e mental, onde merecem um lugar de destaque os defensores da ideologia republicana, que conduziram à formação do Partido Republicano Português (PRP), no final do século XIX.
Implantação da República. In Infopédia  [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-10-03].


Na celebração desta efeméride, apresentamos uma cronologia breve da implantação da República, os Presidentes da Primeira República Portuguesa e os símbolos da República.



Informação cronológica

1910
3 de outubro – Assassinato de Miguel Bombarda
4 de outubro – Levantamento dos quartéis de Infantaria 16, Artilharia 1, Quartel de Marinheiros de Alcântara, controlo dos navios Adamastor, São Rafael e D. Carlos, concentração das tropas revoltadas na Rotunda. Suicídio de Cândido dos Reis.
5 de outubro – Tréguas pedidas pelo encarregado de negócios alemão; proclamação da República. Partida da família real para o exílio. Formação do Governo Provisório.
6 de outubro – Proclamação da República no Porto.


Presidentes da Primeira República Portuguesa
(desde a data da implantação do regime, a 5 de Outubro de 1910, até ao eclodir do movimento do 28 de Maio de 1926, que abriu caminho a uma ditadura de meio século)  

Na 1ª República portuguesa os Presidentes foram homens de diversos quadrantes políticos e culturais. Escritores, tribunos, médicos, poetas e militares. 
1º Presidente: Manuel de Arriaga
5º Presidente: João de Canto e Castro
2º Presidente: Teófilo Braga
6º Presidente: António José de Almeida
3º Presidente: Bernardino Machado
7º Presidente: Manuel Teixeira Gomes
4º Presidente: Sidónio Pais
8º Presidente: Bernardino Machado

Os Símbolos da República
Busto da República - da autoria de Simões de Almeida (sobrinho)  


Busto da República - da autoria de Simões de Almeida (sobrinho), este busto alegórico da República corresponde ao modelo iconográfico difundido por todo mundo Ocidental, inspirado na imagem da Liberdade-Pátria criada por Eugène Delacroix na pintura A Liberdade Guia o Povo, datado de 1830 e reconhecido como o primeiro quadro político da história da Arte. Com efeito, deste modelo a imagem da República retirou o barrete frígio, por vezes a bandeira, a figura feminina, o olhar decidido e a sensualidade - não explícita no erotismo dos seios descobertos daquela, mas recatada e implícita na blusa de cordões afrouxados que deixa entrever o peito -, acrescentando-lhe o raminho de loureiro como símbolo triunfal, ou o molho de feno e a foice como símbolo da abundância.






A Bandeira Nacional

Após a vitória da Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910, os novos dirigentes veem na redefinição dos símbolos nacionais uma das suas prioridades: 
A bandeira azul e branca é substituída pela verde e rubra.

A 19 de Junho de 1911, na sessão de abertura da Assembleia Nacional Constituinte, é aprovado o novo projeto.



Significado dos símbolos e cores:
·         As 5 quinas simbolizam os 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu na batalha de Ourique.
·         Os pontos dentro das quinas representam as 5 chagas de Cristo. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: "Com este sinal, vencerás!". Contando as chagas e duplicando as chagas da quina do meio perfaz-se a soma de 30, representando os 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.
·         Os 7 castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso Henriques conquistou aos Mouros.
·         A esfera armilar simboliza o mundo que os navegadores portugueses descobriram nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.
·         O verde simboliza a esperança.
·         O vermelho simboliza a coragem e o sangue dos Portugueses mortos em combate.


O Hino Nacional: A Portuguesa


Portugal ficou até hoje com um hino que começou por ser um desafio popular a Inglaterra. Conta Severiano Teixeira: "É um hino patriótico, que não surge no contexto republicano, mas sim no do Ultimato inglês." Recuamos aos anos finais da monarquia, quando a oposição britânica à ideia de Portugal unir os seus territórios em África (o célebre Mapa Cor-de-Rosa) faz desencadear um movimento popular contra os ingleses. "Alfredo Keil compõe a canção, vai a casa do [Henrique] Lopes de Mendonça e diz-lhe que já tem um hino feito, mas que precisa de uma letra. Toca-lhe os acordes da Portuguesa, e Lopes de Mendonça cria a letra." Em 1890, os dois fizeram 12 mil exemplares da partitura e distribuíram-nos. A partir daí a música ganhou vida própria. "É tocada pela primeira vez num teatro, durante uma peça. No início é basicamente um hino patriótico e nacionalista, mas a pouco e pouco vai sendo apropriado pelos republicanos. A certa altura o Governo [empenhado em não agravar a questão com os ingleses] proíbe-o, e isso reforça a sua legitimidade nacional. Quando surge o 5 de Outubro, era quase natural que o hino fosse A Portuguesa."
Só o novo significado (de resistência à monarquia) que a música entretanto conquistara justificou que se continuasse a cantar "Às armas, às armas!/Pela Pátria lutar!", quando a questão com a Inglaterra já estava ultrapassada.




O leituras sugere....

...para outubro
A Minha Primeira República
José Jorge Letria

Ilustração de Afonso Cruz


No dia 5 de Outubro de 1910, Portugal deixou de ser uma monarquia para se transformar em república, uma das poucas então existentes na Europa e no resto do mundo. Foi um tempo de agitação, de esperança e de conflito, que mudou para sempre a História do nosso país.
Neste livro, com ilustrações expressivas que remetem para a época e conferem dinamismo à leitura, José Jorge Letria relata os acontecimentos ocorridos nesse dia e nos que se lhe seguiram. A personagem central desta narrativa é um rapaz de Lisboa, cujo pai esteve entre os civis e os militares que, na Rotunda, onde hoje se encontra a estátua do Marquês de Pombal, garantiram o triunfo dos revoltosos e do projeto republicano.
Escrito a pensar nos mais novos, este livro pode ser lido por pessoas de todas as idades, revisitando esse tempo em que o nosso país viveu momentos únicos e intensos de transformação e mudança e conhecendo um pouco mais de perto as pessoas que tinham um sonho e um ideal para cumprir.

A partir dos 8 anos

Livro recomendado pelo PNL

Histórias de Encantar | outubro

3, 17 e 31 de outubro | 10h30


Ungali
Elsa Serra



Teatro de fantoches | outubro

10 e 24 de outubro | 10h30

Lobo procura emprego
António Torrado