quinta-feira, 4 de julho de 2013

Feira do Livro 2013

A Feira do Livro, organizada, anualmente, pela Biblioteca da Fundação A LORD, decorreu de 27 de maio a 8 de junho, na Alameda de S. Salvador.
Livros para todas as idades e para todos os gostos, a preços convidativos, e um conjunto de atividades culturais e lúdicas, dirigidas aos mais pequenos, integraram o programa deste ano.
A Hora do Conto, este ano conduzida pelas estagiárias Cátia e Gisela, recebeu meninos e meninas de vários jardins-de-infância dos concelhos de Paredes, Valongo e Penafiel que, depois de um lanche saboroso no ambiente natural do parque do rio Ferreira, ouviram uma história com os olhos postos em livros coloridos e tentadores.



UMA HISTÓRIA ENCENADA
No dia 29 de maio, 250 crianças dos infantários e escolas eb1 do Agrupamento de Lordelo foram convidadas a assistir, no auditório da Fundação A LORD, à encenação da história “O NABO GIGANTE”, de Alexis Tolstoi, pelo grupo ATE-Associação Teatro e Educação. Foram 60 minutos de risos e boa disposição numa apresentação interativa em que alguns espectadores subiram ao palco, interagindo com os atores.

 
Na tarde luminosa do dia 4 de junho, o encontro estava marcado entre os meninos das escolas EB1 de Soutelo e EB1 de Corregais e a escritora Sílvia Alves.
Foi tempo de ouvir uma história divertida, de conhecer, de perto, uma escritora e de lhe colocar as mais diversas questões, num diálogo informal.
Depois de ter apresentado os seus livros, seguida, atentamente, por olhos e ouvidos curiosos, a autora autografou os exemplares oferecidos às escolas pela Biblioteca da Fundação A LORD e os que, cada um, individualmente, quis levar consigo.

A manhã do dia 6 de junho surgiu cinzenta, a anunciar chuviscos, mas não escureceu a boa disposição com que os meninos da escola EB1 de Igreja e do JI da Escola Nova Básica de Valongo receberam a ilustradora Fedra Santos que, através do diálogo e com um marcador e um grande bloco de notas, fez perceber às crianças as diferentes técnicas dos traços num desenho, o caráter plurissignificativo da ilustração e a sua importância na narração de uma história.
No final, tempo, ainda, para a ilustradora autografar livros da sua autoria oferecidos às escolas pela Biblioteca da Fundação A LORD.
BOAS LEITURAS e até ao ano!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cada mês com seus provérbios | junho

Junho floreiro, paraíso verdadeiro
Lavra por S. João se queres ter pão
Em Junho foicinha no punho
Cortiça em Junho, vai a punho, em Agosto vai a mascoto
Quando o vento ronda o mar, na noite de S. João não há Verão
Sol de Junho madruga muito
Pelo S. João a sardinha pinga no pão
Pelo S. João deve o milho cobrir o chão
Chuva no S. João, bebe o vinho e come o pão
Ande o Verão por onde andar no S. João há-de chegar
Ouriços no S. João são do tamanho dum botão
Pelo S. João deve o milho cobrir o rabo do cão
Galinhas de S. João pelo Natal poedeiras são
Sardinha de S. João já pinga no pão
Se o vento bailar na noite de S. João tarda o Verão
Um bom madeireiro pelo S. João há-de ter boa aceitação
Guarda pão para Maio, lenha para Abril e o melhor tição para o S. João
Chuva no S. João, talha o vinho e não dá pão
Junho calmoso, ano famoso
A chuva de S. João tolhe a vinha e não dá pão
Pintos de S. João pela Páscoa ovos dão
Para o S. João, guarda a velha o melhor tição
Até ao S. Pedro, o vinho tem medo

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sábados D' Encantar

25 de maio | 11h e 15h

Magia com letras

Destinatários: crianças dos 3 aos 10 anos




sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nuno Júdice vence Prémio Rainha Sofia de Poesia



O poeta português Nuno Júdice foi galardoado, nesta quinta-feira, com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana que reconhece o conjunto da obra poética de um autor vivo, cujo valor literário constitui uma contribuição relevante para o património cultural partilhado pela comunidade ibero-americana.
O galardão, atribuído pelo Património Nacional espanhol e pela Universidade de Salamanca e dotado com 42.100 euros, celebra, este ano, a sua XXII edição.
O júri considerou o poeta, ensaísta e ficcionista português como autor de uma poesia "muito elaborada, de um classicismo depurado", mas, ao mesmo tempo, com um grande compromisso com a realidade, segundo a agência EFE.
À agência Lusa, Nuno Júdice afirmou que o prémio ajudará à projeção da sua obra e sublinhou que evidencia “a importância da poesia portuguesa” no contexto ibero-americano. “Vai dar projeção à minha obra, mas mais importante que isso, mostra que a poesia portuguesa continua a ter um papel importante neste contexto [ibero-americano] ”. O autor confessou estar “contentíssimo” com o galardão. O poeta está a trabalhar num novo livro de poesia, ainda sem título, que "deverá ser editado no final deste ano ou no princípio do próximo".
Nuno Júdice, de 64 anos, é autor de 30 livros de poesia, entre os quais A Matéria do Poema e Guia dos Conceitos Básicos, editado em 2010. O autor, que começou a publicar poesia em 1972  – A Noção do Poema O Pavão Sonoro –, tem escrito também obras de ensaio, teatro e ficção. A Dom Quixote publicou, no passado mês de Fevereiro, a novela A Implosão. Além do universo hispânico, Nuno Júdice tem obras traduzidas em Itália, Inglaterra e França.
Nasceu na Mexilhoeira Grande, Algarve, formou-se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa e é professor associado da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989. Entre 1997 e 2004 desempenhou as funções de conselheiro cultural e diretor do Instituto Camões em Paris. Tem publicado estudos sobre teoria da literatura e literatura portuguesa. Tem livros traduzidos em várias línguas, destacando-se Espanha, onde tem uma antologia na coleção Visor de poesia, e França, onde está publicado na coleção Poésie/Gallimard. Dirigiu até 1999 a revista Tabacaria, da Casa Fernando Pessoa. Em 2009, assumiu a direção da revista Colóquio/Letras da Fundação Calouste Gulbenkian. 
O escritor  já foi galardoado com vários prémios literários, nomeadamente o Prémio Pen Clube, em 1985, o Prémio Dom Dinis, em 1990, o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, em 1995, e o Prémio Fernando Namora, em 2004.

A primeira poetisa portuguesa a receber este prémio, em 2003, foi Sofia de Mello Breyner Andresen.
O Poeta
Trabalha agora na importação
e exportação. Importa
metáforas, exporta alegorias.
Podia ser um trabalhador
por conta própria,
um desses que preenche
cadernos de folha azul com
números
de deve e haver. De facto, o que
deve são palavras; e o que tem
é esse vazio de frases que lhe
acontece quando se encosta
ao vidro, no inverno, e a chuva cai
do outro lado. Então, pensa
que poderia importar o sol
e exportar as nuvens.
Poderia ser
um trabalhador do tempo. Mas,
de certo modo, a sua
prática confunde-se com a de um
escultor do movimento. Fere,
com a pedra do instante, o que
passa a caminho
da eternidade;
suspende o gesto que sonha o céu;
e fixa, na dureza da noite,
o bater de asas, o azul, a sábia
interrupção da morte.
Nuno Júdice

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Exposições | maio

De 2 a 31 de maio
Local: Academia Fundação A LORD

Um poema...

É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheio a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, a tua espera...

Pus rosas cor-de-rosa em em meus cabelos...
Parecem um rosal!
Vem desprendê-los!

Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...

Florbela Espanca