quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Leituras sugere...






...para maio



O Livro de Marianinha
Aquilino Ribeiro

O Livro de Marianinha constitui um documento humano extraordinário, pois ilustra a ternura do autor pela sua primeira neta, a quem ele é dedicado, deixando transparecer a cumplicidade que une avós e netos.
 Há um sem número de imagens, palavras, cheiros, sons e sabores, enfim, os ruídos de um mundo rural que chegam a uma menina lisboeta, mostrando que as diferenças culturais não são estanques, mas complementares.
Este livro, Marianinha, leva o teu nome porque foste tu a musa – para empregar a linguagem usada nos bons velhos tempos do metro e da rima - que o inspirou. Para o meu amor pequenino, compus agora estas prosas rimadas.”
É esta dedicatória dirigida à neta Mariana que inicia a obra.
 (…)
"Trepávamos pelas árvores aos ninhos,
mas eram mais finos do que nós, os passarinhos,
e íamos declamando à troca-baldroca:
--Eu sei o ninho
dum carrapichinho…
--E eu sei um ninho de gafamagafe
com cinco gafamagafinhos.
Armaram o laço à gafamagafe
e ficaram desgafamagafinhos
os cinco gafamagafinhos.
Caçávamos os insetos estridulantes,
cigarras, ralos e alguns volantes:
Mestre besouro,
nem prata nem ouro,
fungador
como um toiro;
nas suas horas dançador
e acrobata-saltador,
se dá na vidraça,
não a estilhaça
mas faz-lhes dar estoiro
como um pelouro.
(…)
(pg.44)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Teatro de fantoches | maio

Quintas | 10h30

A que sabe a Lua? 
Michael Grejniec


Histórias de Encantar | maio

Terças e Quartas | 10h30

 Um bicho estranho 
Mon Daporta- Óscar Villan



O cuquedo 
Clara Cunha
Paulo Galindro (ilustrador)

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro 2013

A Biblioteca da Fundação A LORD comemorou, mais uma vez, esta efeméride, no passado dia 20 de abril, com uma sessão no Auditório.

A saudação a todos os presentes foi feita com a leitura do conto Destinos de Miguel Torga, tendo contado com a colaboração das jovens Gisela Ferreira e Cátia Lopes, alunas da Escola Básica e Secundária De Lordelo.



Seguiu-se a atuação do grupo de jovens atores LORDator que apresentou a dramatização do texto A ambição cerra o coração, proporcionando momentos de boa disposição.



Depois das palavras de saudação do Presidente da Fundação A LORD, Dr. Francisco Leal, e como vem sendo hábito, procedeu-se à entrega dos Prémios de Mérito que A Fundação A LORD atribuiu aos melhores alunos do Agrupamento de Escolas de Lordelo, no ano letivo 2011/2012, de acordo com a sua ação em prol do desenvolvimento sociocultural de Lordelo.

Alunos premiados:
Nomes
Ano
Rui Pedro Pacheco Ribeiro
4º Ano
Catarina Ferreira Gonçalves Nunes
5º Ano
Beatriz Nogueira Barbosa
5º Ano

Ana Isabel Carneiro Neto
6º Ano
Patrícia Alexandra França Dias
7º Ano
Luís Filipe Ferreira Fernandes
8º Ano
Catarina Andreia de Sousa Ribeiro Silva
9º Ano
Pedro Castelo Santos Ferreira
9º Ano
Rui Jorge Barbosa Lopes
10º Ano
Marta Sofia Cruz Brito
11º Ano
Tiago Filipe Carneiro Ribeiro
12º Ano
Todos receberam um diploma e um cheque-prenda.



A terminar a sessão, os presentes foram convidados a folhear e comprar livros a preços convidativos, na mostra patente no átrio do Auditório.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro 2013

Cada mês com seus provérbios | abril

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
Abril, Abril, está cheio o covil.
Em Abril águas mil.
Em Abril queima a velha o carro e o carril.
Em Abril, cada pulga dá mil.
Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu covil.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
A água que no Verão há-de regar, em Abril e Maio há-de ficar.
A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir.
A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.
A ti chova todo o ano e a mim Abril e Maio.
A três de Abril o cuco há-de vir e se não vier a oito, está preso ou morto.
Abril chove para os homens e Maio para as bestas.
Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.
Abril e Maio são as chaves de todo o ano.
Abril frio traz pão e vinho.
Abril mete a ovelha no covil.
Abril molhado, ano abastado.
Abril, abrilete, é o mês do ramalhete.
Abril, águas mil, cabem todas num barril.
Abril, águas mil, coadas por um funil.
Abril, águas mil, quantas mais puderem vir.
Abril, ora chora, ora ri.
Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.
Água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
Águas de Abril são moios de milho.
Altas ou baixas, em Abril vêm a Páscoa.
Antes a estopa de Abril, que o linho de Março.
As manhãs de Abril são boas de dormir.
Aveia até Abril está a dormir.
Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.
Do grão de rei contai que em Abril não há-de estar nascido nem por semear.
Do pão te hei-de contar, que em Abril não há-de estar nascido, nem por semear.
É próprio do mês de Abril as águas serem mil.
Em Abril a Natureza ri.
Em Abril abre a porta à vaca e deixa-a ir.
Em Abril águas mil que caibam num barril.
Em Abril águas mil, coadas por um funil.
Em Abril águas mil, coadas por um mandil.
Em Abril cada pulga dá mil.
Em Abril corta um cardo, nascerão mais de mil.
Em Abril deita-te a dormir.
Em Abril guarda o teu gado e vai onde tens de ir.
Em Abril pelos favais vereis o mais.
Em Abril queijos mil e em Maio, três ou quatro.
Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Um Poema....

Gota de água
 
Eu, quando choro,
não choro eu.
Choro aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.
 
António Gedeão