terça-feira, 19 de março de 2013

Poema para o Dia do Pai -19 de março

Ter um Pai! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos;
É ter dois olhos no mundo
Que veem pelos nossos olhos!
Ter um Pai! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra!
Ter um Pai! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;
Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!
Ter um Pai! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher!
Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal!
Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto!
Ter um Pai! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!
 Florbela Espanca

quarta-feira, 13 de março de 2013

XIII ATELIER DE OLARIA

Satisfazendo o interesse de crianças e educadoras das escolas deste concelho e dos concelhos limítrofes que, todos os anos, nos contactam no sentido de se inscreverem nas nossas atividades, realizámos mais um Atelier de Olaria, orientado, como sempre, pela ceramista Maria Fernanda Braga.

Depois de uma breve apresentação da técnica de execução, das mãozinhas pequenas mas habilidosas dos participantes nasceram, este ano, caracóis moldados segundo os dois modelos apresentados e personalizados ao gosto de cada um que, depois, seguiram viagem com os seus autores.

JI de Trás-as-Vessadas

JI Escola Nova Básica - Valongo

JI de Tanque - Baltar e JI de Trás-as-Vessadas

Atividades | janeiro

“A ovelhinha que veio para o jantar”, foi a história que os meninos e meninas do JI de Boavista, Centro Escolar da Estação e Escola Nova Básica, de Valongo, puderam ouvir contar, durante o mês de Janeiro. A história foi apresentada em PowerPoint e todos perceberam que, afinal, um lobo e uma ovelhinha também podem ser amigos.

Seguiu-se uma atividade plástica: as crianças foram convidadas a colorir uma simpática ovelhinha que, depois, foi colocada numa palhinha, para os acompanhar nas refeições. Todos ficaram muito contentes por levarem “a ovelhinha para o jantar”.


Centro Escolar da Estação - Valongo

JI de Boavista - Valongo


JI Escola Nova Básica - Valongo

Nos dias 10 e 24 de Janeiro, o nosso teatro de fantoches apresentou o conto clássico “A casinha de chocolate”. O nosso público: as crianças do JI de Trás-de-Várzea e do Centro Escolar de Recarei. Depois de uma conversa animada com os fantoches, chegou a hora de colorir rebuçados, doces e muitas guloseimas e a nossa “árvore mágica” ficou coberta de doçura.

JI de Trás-de-Várzea e Centro Escolar de Recarei

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher



PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O QUE SE PRETENDE COM A CELEBRAÇÃO DESTE DIA
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que ainda são impostos à mulher.




Um Poema
Não um, mas vários, de e para as mulheres, em sua homenagem

A Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto

Dá-me a tua mão.

Deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua
— para aqui os dois de mãos dadas
nas noites estreladas,
a ver os fantasmas a dançar na lua.

Dá-me a tua mão, companheira,
até o Abismo da Ternura Derradeira.
José Gomes Ferreira

Eu ontem vi-te...
Andava a luz
Do teu olhar,
Que me seduz
A divagar
Em torno a mim.
E então pedi-te,
Não que me olhasses,
Mas que afastasses,
Um poucochinho,
Do meu caminho,
Um tal fulgor
De medo, amor,
Que me cegasse,
Me deslumbrasse
Fulgor assim.
Ângelo de Lima


ESTA MANHÃ ENCONTREI O TEU NOME

Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida

foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
Maria do Rosário Pedreira


Retrato Talvez Saudoso da Menina Insular
Tinha o tamanho da praia
o corpo era de areia.
Ele próprio era o início
do mar que o continuava.
Destino de água salgada
principiado na veia.
E quando as mãos se estenderam
a todo o seu comprimento
e quando os olhos desceram
a toda a sua fundura
teve o sinal que anuncia
o sonho da criatura.
Largou o sonho nos barcos
que dos seus dedos partiam
que dos seus dedos paisagens
países antecediam.
E quando o seu corpo se ergueu
Voltado para o desengano
só ficou tranquilidade
na linha daquele além.
Guardada na claridade
do olhar que a retém.
Natália Correia


nos momentos de incerteza
quando apetece fugir
e desistir da viagem
quando cansado de tudo
me sento à beira da estrada
e adormeço a coragem
são os teus gestos
mulher
que me chamam
para a vida
e sinto de novo a fúria
de desenhar um país
Vieira da Silva


segunda-feira, 4 de março de 2013

Cada mês com seus provérbios | março


Em Março, cada dia chove um pedaço.
Em Março, tanto durmo como faço.
Entre Março e Abril o cuco há-de vir. Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Janeiro geoso, Fevereiro nevado, Março frio e ventoso, Abril chuvoso e Maio pardo, fazem o ano abundoso.
Lua cheia em Março trovejada, trinta dias é molhada.
Março chove cada dia o seu pedaço.
Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de rainha, noite corta que nem foicinha.
Março pardo e venturoso traz o ano formoso.
Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
Vinho que nasce em Maio, é para o gaio; se nasce em Abril, vai ao funil; se nasce em Março, fica no regaço.
O enxame de Março mete-o regaço.
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda em Março, vindima no regaço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.
Quem não poda em Março, vindima no regaço.

Escritor do mês | março

O Leituras sugere...






...para março




Poesias de Amor e Versos com Sabor



Neste livro em que o título faz rimar amor com sabor, as emoções rimam com cores, aromas e sabores numa aventura em verso que nos fala do amor, do coração, mas também do chocolate, de uma marina, de uma janela de um quarto, de um cão e em que a autora e os leitores partilham a mesma idade, a mesma espontaneidade e, talvez, o mesmo amor pela leitura. Com doze anos apenas, Laura Mirpuri publica o seu primeiro livro de poesia onde o som e o sentido das palavras, associados a uma belíssima ilustração de Rita Antunes, se revelam necessariamente indissociáveis num divertimento para os cinco sentidos.

A não perder, na nossa Biblioteca.
A partir dos 8 anos

Teatro de Fantoches | março

Dias 14 e 28 | 10h30
Quem tudo quer, tudo perde
coleção Provérbios de sempre


Histórias de Encantar | março

Dias 7 e 21 | 10h30
A história da árvore Elvira de Sofia Patrício Dias