quarta-feira, 7 de março de 2012

Encontro com a escritora Teresa Guimarães

No mês especialmente dedicado à leitura junto do público escolar pelo Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca, de acordo com o seu objetivo maior de promoção do livro e da leitura, organiza um encontro da autora de literatura infanto-juvenil Teresa Guimarães com crianças das escolas do 1º ciclo da cidade de Lordelo.
8 de março I 14h30m I Auditório da Fundação A LORD

TERESA GUIMARÃES
Nasceu no Porto a 28 de Maio de 1967. Fez o percurso escolar no Porto passando pelo Liceu Rodrigues de Freitas, entrando para a Faculdade em 1986 - ISAI / ISAG onde frequentou o curso de Turismo. Atualmente frequenta a licenciatura em Educação na Universidade Aberta.
Escreveu «A floresta perlimpimpim» (2008) e «A menina de papel» (2010), ambos os livros editados pela Trinta Por Uma Linha e recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
                                                                               
                                                             



terça-feira, 6 de março de 2012

XII Atelier de Olaria

Atelier de Olaria na Biblioteca
Como é já uma feliz tradição, a Biblioteca dinamizou, ao longo do mês de Fevereiro, mais um Atelier de Olaria, orientado pela nossa colaboradora habitual, a ceramista Maria Fernanda Braga.
E como a arte tradicional popular nos conta sempre a história dos costumes do nosso povo, a proposta que a Maria Fernanda nos trouxe, este ano, esvoaçou das Cantarinhas das Prendas ou dos Namorados cuja história, riquíssima na sua singeleza e tradição dos costumes das gentes minhotas, merece ser aqui contada:
“A Cantarinha das Prendas ou dos Namorados, a mais antiga peça que é típica de Guimarães, é feita em barro vermelho, polvilhada de mica branca, com motivos arcaicos saídos das olarias de Guimarães e é constituída por duas peças distintas: a cantarinha maior e a cantarinha menor. Esta serve de testo à maior e cada uma delas tem um simbolismo muito interessante.
A de formato maior traduz a abundância permanente que se deseja ao jovem casal que nela deposita ilusões e esperanças sem conta. A de formato menor tem o simbolismo da realidade da vida, já com desilusões e queixumes à mistura, na incerteza pelo pão de amanhã e pelas contingências da existência, naturalmente atribulada. Aquela que há-de encher a maior, despida de enfeites, é encimada pelo emblema da família, pelo amor de mãe que tudo sacrifica ao bem estar da sua prole, enquanto o homem, ausente, labuta no amanho da terra que lhes dará o sustento. Uma significa a esperança e o desejo em tudo o que é bom e que se pretende ver no enlace matrimonial, e a outra significa o realismo, com o papel do homem e da mulher no lar, cada um com a sua função conjugal, face à harmonia que se pretende para que o matrimónio seja um bem último para a família. Esta cantarinha era oferecida pelo rapaz à sua namorada quando formalizava o "pedido" de casamento. Se a cantarinha fosse aceite considerava-se feito o pedido, ficando assegurado o comprometimento que somente requeria o aval dos pais e o anúncio do noivado. Uma vez dado o consentimento dos pais e tendo estes chegado a um acordo quanto ao "dote", a cantarinha servia então para guardar as prendas que o noivo e pais ofereciam à noiva, que podiam ser em ouro ou prata (cordões, corações, arrecadas, relicários, cruzes, borboletas, estrelas, etc.), consoante as posses dos ofertantes. Este uso há muito, já, que foi posto de parte, restando hoje somente a tradição.”
Cantarinha das prendas
Os meninos dos Jardins de Infância de Igreja - S. Mamede de Recezinhos, de Monte - Mouriz, do Centro Escolar de Mouriz e do Centro Escolar da Estação - Valongo puderam moldar e ter nas suas pequenas mãos os pássaros que encimam as cantarinhas mas que traduzem a ânsia de voar para um infinito azul de lembranças e de sonhos.
Obrigado, Maria Fernanda. Até ao ano!









O Leituras sugere.....para Março




O Dragão
Luísa Ducla Soares

 “Ching-Ling era uma menina que acreditava em dragões.
O pai fazia dragões de loiça.
A mãe bordava dragões de seda.
O irmão dormia num berço com um dragão pintado.
E ela desenhava dragões nas aulas, brincava aos dragões nos recreios, lia, até adormecer, as antigas histórias de dragões.”

Esta é uma história divertida e comovente entre Ching-Ling e um dragão onde encontrarás respostas para perguntas tão importantes como:
- O que é a diferença: um problema ou uma grande ajuda?
- O que me assusta: o aspeto do outro ou o meu próprio medo?
- O que é ser amigo: prender ou deixar viver em liberdade?
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do professor ou dos pais.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escritor do mês | Março


Histórias de Encantar | Março

Terças | 10h30
HISTÓRIAS DE ENCANTAR

06 | Girafritz Aprende a Lição | EBITDA
13 | Quem Tudo Quer, Tudo Perde | Expresso + Novos
20 | O Novo Penteado do Tobias | Civilização
27 | A Ursinha Luca | Nova Presença

Filme da semana | Março

Quartas e Sextas | 10h30
FILME DA SEMANA

07 e 09 | Mickey e o Pé de Feijão | 63 Min. | M/4 anos
14 e 16 | A Lebre e a Tartaruga | 68 Min. | M/4 anos
21 e 23 | As Aventuras de Sammy | 82 Min. | M/6 anos
28 e 30 | Tom e Jerry e o Feiticeiro de OZ | 57 Min. | M/4 anos

Teatro de Fantoches | Março

Quintas | 10h30
TEATRO DE FANTOCHES

O Dentinho Atrevido

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Visita de estudo

Porto Medieval
Da Sé à Ribeira, um percurso pelo velho burgo portucalense
Visita de estudo
Um clima primaveril acolheu, na passada 6ªf.,24 de Fevereiro, um grupo de alunos do ensino secundário da Escola Básica e Secundária de Lordelo para um percurso pedestre pelo centro histórico do Porto, classificado pela UNESCO como Património Mundial.
Marcado o encontro para o Largo da Sé, começámos por escutar do nosso guia, o professor Daniel Afonso, informações sobre o local onde nasceu a cidade; o morro da Penaventosa e a sede do velho burgo episcopal; a catedral românica e a evolução do espaço urbano envolvente.
Visitámos, depois, a Sé e os seus claustros, A Muralha Fernandina (trecho dos Guindais), miradouro privilegiado para uma belíssima panorâmica sobre o rio Douro. Seguiram-se a Igreja de Santa Clara, com destaque para o esplendor da sua talha dourada, o Bairro da Sé onde se pode respirar, ainda, o ambiente da época medieval e, finalmente, a Praça da Ribeira, situada no coração da antiga cidade e bem no centro da actividade comercial desenvolvida à volta do rio.
Foi junto ao Postigo do Carvão que nos despedimos de um fim de tarde luminoso refletido nas águas do Douro, enriquecidos pela informação pertinente e rigorosa, transmitida, com muita clareza, pelo professor Daniel Afonso.
A Biblioteca da Fundação A LORD cumpriu, uma vez mais, o seu objetivo de promover a cultura junto dos habitantes de Lordelo, nomeadamente dos jovens estudantes da cidade.  










quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

JOSÉ AFONSO (1929-1987)
No 25º aniversário da sua morte

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, cantor e compositor português, ficou conhecido como José Afonso ou Zeca Afonso; nasceu em Aveiro, em 2 de Agosto e faleceu em Setúbal em 23 de Fevereiro. Foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60. José Afonso ficou associado ao derrube do regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.






De Sal De Linguagem Feita

De sal de linguagem feita
Numa verruma que atava
A língua presa do jeito
À forma de ser escrava
O apito do comboio
Que não dizia de onde era
O sinal, a mordedura
A visita que não vem
O corredor, o tapume
A sala vedada às feras
O frenesim das gibóias
Em guarda, a soldo, a comida,
A cosedura do pleito
O cheiro a papel selado
Um cantinho de amargura
Um raio de sol queimado,
Junto do bolso do fato
A morte a vida a vitória
Diga lá minha menina
Se acredita nesta história

José Afonso
(escrito na prisão de Caxias)

Enquanto Há Força

Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também
Levanta o braço
Faz dele uma barra
Que venha a brisa
Lavar-nos a cara
Seremos muitos
Seremos alguém
Cantai rapazes
Dançai raparigas
E vós altivas
Cantai também.

José Afonso