terça-feira, 10 de maio de 2011

Histórias de Encantar | Maio



Terças | 10h30
HISTÓRIAS DE ENCANTAR

03 | Eu Quero Estar Doente | RBA Lusomundo Editores
10 | Altos e Baixos | Nova Presença
17 | A Lebre e a Tartaruga | Edições ASA

Filme da Semana | Maio

Quartas e Sextas | 10h30

FILME DA SEMANA
04 e 06 | A Princesa Guardadora de Gansos | 30 Min | M/4 Anos
11 e 13 | A Carochinha | 35 Min | M/4 Anos
18 e 20 | Macacos no Espaço | 77 Min | M/4 Anos

Teatro de Fantoches | Maio



Quintas | 10h30
TEATRO DE FANTOCHES
Depressa e Bem não há Quem

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Comemoração do Dia Mundial do Livro

A Biblioteca da Fundação A LORD comemorou no passado dia 30 de Abril, o Dia Mundial do Livro.
Organizámos uma Feira do Livro, patente no hall de acesso ao Auditório, que poderá ser visitada até à próxima 6ª feira no horário de funcionamento da Biblioteca.


A sessão inicou com a estreia da peça de teatro "Atenção! Marchar, Rir, Marchar..." pelo Clube de Teatro da Fundação A LORD.



 A Fundação A LORD, tendo sempre presente a sua acção em prol do desenvolvimento cultural do concelho de Paredes, decidiu atribuir, a exemplo de anos anteriores, Prémio de Mérito Escolar aos melhores alunos deste concelho.
Os alunos premiados receberam um diploma e um cheque-prenda.

Nomes

       Escola

Ano
Diana Maria Moreira Barros
Baltar EB 2/3
6º Ano
Ana Catarina Almeida Ferreira
Baltar EB 2/3
9º Ano
Tiago Luís Ribeiro da Cunha
Baltar Escola Daniel Faria
9º Ano
Iva Tatiana Santos Nogueira
Baltar Escola Daniel Faria
12º Ano
André Filipe Coelho Guedes
Baltar Escola Daniel Faria
Curso Profissional de Técnico de Informática e Gestão
Bárbara Vitorino de Almeida Cardoso
Colégio Casa Mãe
6º Ano
Sofia Jerónimo Abrunhosa
Colégio Casa Mãe
9º Ano
Ana Filipa Nunes Bessa de Sousa
Colégio Casa Mãe
12º Ano
Jéssica Luísa Brandão Pinheiro Nogueira
Cristelo EB
2/3
6º Ano
Patrícia Andreia Moreira de Sousa
Cristelo EB
2/3
9º Ano
Ângela Sofia Moreira Marques
Lordelo EB
2/3
6º Ano
Marta Sofia Cruz Brito
Lordelo EB
2/3
9º Ano
Inês Fátima Neto Gandra
Paredes EB 2/3
6º Ano
Luís Emanuel Botelho Pinto
Paredes EB 2/3
9º Ano
Beatriz Regina Martins Sousa
Paredes Secundária de
9º Ano
Joana Maria Teixeira Oliveira Carvalho
Paredes
Secundária de
12º Ano
Ivo Leal Magalhães
Rebordosa
 EB 2/3
6º Ano

Mariana Raquel Coelho de Sousa Venda
Rebordosa
 EB 2/3
9º Ano
Juliana Moreira Ribeiro
Sobreira EB 2/3
6º Ano
Estela Maria Fernandes Martins Bento
Sobreira EB 2/3
9º Ano
José Nuno Machado Ferreira
Vilela
Secundária
9º Ano
Vítor Hugo Nunes Bessa
Vilela
Secundária
12º Ano
Vera Lúcia Barbosa Dias
Centro de Formação profissional das indústrias da Madeira e Mobiliário
Curso Técnicas Comerciais
João Paulo Freitas Silva
Centro de Formação profissional das indústrias da Madeira e Mobiliário
Curso Técnico de Manutenção Industrial/ Mecatrónica

Cláudia Sofia Carvalho Presas
 Instituto Politécnico de Saúde do Norte
Curso de Licenciatura em Fisioterapia















Felicitamos, vivamente, os premiados, formulando votos de sucesso ao longo da sua vida académica e profissional.

Seguiu-se a entrega de Prémios aos vencedores do Concurso de Jornais Escolares, este ano na sua 8ª edição, dirigido às escolas de ensino pré-escolar e básico.

O Júri, decidiu atribuir o 1º prémio, ex-aequo, aos jornais:

- "A Lagartinha" - Jardim de Infância Glória Leão - Baltar

- Jornal do Marco - Jardim de Infância do Marco - Cête

Os nossos parabéns aos premiados.

Para finalizar, e como no dia 01 de Maio foi celebrado a Dia da Mãe, a Biblioteca ofereceu a todas as Mães presentes uma rosa e um poema.




  


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Férias da Páscoa

Inserida nas várias actividades que estão a decorrer nestas Férias da Páscoa, na Biblioteca da Fundação A LORD, a tarde do dia 14 de Abril, foi dedicada ao cinema.
No Auditório, cerca de 60 crianças assistiram ao filme “Como Treinares o teu Dragão”. A sessão teve inicio às 15h e foi bem animada e com direito a pipocas.
No próximo dia 20 de Abril teremos mais uma sessão de cinema, também às 15h para maiores de 4 anos e com entrada livre.

Durante a semana, continuará a decorrer o Atelier de Páscoa das 16h às 18h.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Férias da Páscoa

O Poema da Semana

De tarde
Naquele “pic-nic” de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, indo o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


Cesário Verde

Poeta português, natural de Caneças, Loures, oriundo de uma família burguesa abastada. O pai era lavrador (tinha uma quinta em Linda-a-Pastora) e comerciante (estabelecido com uma loja de ferragens na baixa lisboeta). Foi por essas duas actividades práticas, úteis, de acordo com a visão do mundo do próprio Cesário Verde, que se repartiu a vida do poeta. Paralelamente, ia alimentando o seu gosto pela leitura e pela criação literária, embora longe dos meios literários oficiais com que nunca se deu bem, o que o levou, por exemplo, a abandonar o Curso Superior de Letras da Faculdade de Letras de Lisboa, que frequentou entre 1873 e 1874. Cesário Verde estreou-se, nessa altura, colaborando nos jornais Diário de Notícias, Diário da Tarde, A Tribuna e Renascença. A partir de 1875 produziu alguns dos seus melhores poemas: «Num Bairro Moderno» (1877), «Em Petiz» (1878) e «O Sentimento dum Ocidental» (1880). Este último foi escrito por ocasião do terceiro centenário da morte de Camões e é, ainda hoje, um dos textos mais conhecidos do poeta, embora mal recebido pela crítica de então, numa incompreensão geral mesmo por parte de escritores da Geração de 70, de quem Cesário Verde esperaria aceitação para a sua poesia.
A falta de estímulo da crítica e um certo mal-estar relativamente ao meio literário, expressos, por exemplo, no poema «Contrariedades» (Março de 1876), fazem com que Cesário Verde deixe de publicar em jornais, surgindo apenas, em 1884, o poema «Nós». O binómio cidade-campo surge como tema principal neste longo poema narrativo autobiográfico, onde o poeta evoca a morte de uma irmã ( 1872) e de um irmão (1882), ambos de tuberculose, doença que viria a vitimar igualmente o poeta, apesar das várias tentativas de convalescença numa quinta no Lumiar. Só em 1887 foi organizada, postumamente, por iniciativa do seu amigo Silva Pinto, uma compilação dos seus poemas, a que deu o nome de O Livro de Cesário Verde (à disposição do público em geral apenas em 1901). Dividida em duas secções, Crise Romanesca e Naturais, o livro não seguiu qualquer critério cronológico de elaboração ou de publicação. Entretanto, novas edições vieram acrescentar alguns textos à obra conhecida do poeta e organizá-la segundo critérios mais rigorosos.

Formado dentro dos moldes do realismo e do parnasianismo literários, Cesário Verde afirmou-se sobretudo pela sua oposição ao lirismo tradicional. Em poemas por vezes cínicos ou humorísticos (na linha de A Folha, de João Penha, ou de Baudelaire, de que se reconhece a influência sobretudo no tratamento da temática da cidade, do amor e da mulher) conseguiu manter-se alheio ao peso da «literatura», procurando um tom natural que valorizasse a linguagem do concreto e do coloquial, por vezes até com cariz técnico, marcando um desejo de autenticidade e um amor pelo real, que fez com que a sua poesia enfrentasse, por vezes, a acusação de prosaísmo. Com uma visão extremamente plástica do mundo, deteve-se em deambulações pela cidade ou pelo campo (seus cenários de eleição) transmitindo o que aí era oferecido aos sentidos, em cores, formas e sons, de acordo com a fórmula do próprio poeta, expressa em carta ao seu amigo Silva Pinto: «A mim o que me rodeia é o que me preocupa». Se, por um lado, exaltava os valores viris e vigorosos, saudáveis, da vida do campo e dos seus trabalhadores, sem visões bucólicas, detinha-se, por outro, na cidade, na sedução dos movimentos humanos, da sua vibração, solidarizando-se com as vítimas de injustiças sociais e integrando na sua poesia, por vezes, um desejo de evasão. Conhecido como o poeta da cidade de Lisboa, foi igualmente o poeta da Natureza anti-literária, numa antecipação de Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, que considerava Cesário um dos vultos fundamentais da nossa história literária.

Através de processos impressionistas, de grande sugestividade (condensando e combinando, por exemplo, sensações físicas e morais num só elemento), levou a cabo uma renovação ímpar, no século XIX, da estilística poética portuguesa, abrindo caminho ao modernismo e influenciando decisivamente poetas posteriores.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Atelier de Páscoa


A Biblioteca vai realizar o Atelier de Páscoa
  • De 11 a 15 de Abril | das 16h às 18h
  • De 18 a 21 de Abril | das 16h às 18h

APARECE e DIVERTE-TE!