quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Rede Wireless na Biblioteca


Gosta de navegar na Internet? Tem computador pessoal?

A Biblioteca já dispõe de rede sem fios (Wireless) para uso gratuito de todos os utilizadores.
Venha conhecer o novo espaço onde poderá também ler jornais e revistas, ver filmes ou requisitar livros.

Visite-nos!

Teatro de Fantoches (arquivo)

Reportagem realizada por Vale do Sousa TV em Janeiro/2010

http://www.valedosousa.tv/?video=4369ffba-558e-102d-aa6c-0019996c

Exposição

Histórias de Encantar

01 – Fevereiro
A História da Princesa e do garfo
gradiva júnior

08 – Fevereiro
Desportos Radicais para bruxas
Circulo de Leitores

15 – Fevereiro
Palavra de Rei não volta atrás
Girassol

22 – Fevereiro
O Macaquinho de Imitação
Temas e Debates

XI Atelier de Olaria na Biblioteca


Fevereiro
Quintas – Feiras | 10h30

Atelier de Olaria com a Mestre Oleira Maria Fernanda Braga

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Filme da Semana

Quartas | Sextas | 10h30

02 e 04 – Fevereiro
A Polegarzinha
78 min. m/4

09 e 11 – Fevereiro
As Aventuras de Mowgli
85 min. m/4

16 e 18 – Fevereiro
O Principezinho
60 min. m/4

23 e 25 – Fevereiro
Os Carrinhos
34 min. m/4

José Eduardo Agualusa - Fevereiro 2011

O Leituras sugere...

“História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”
 Luís Sepúlveda

Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma formosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.

Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as três promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que a fazer de pais de uma cria de gaivota…

«Era uma ave muito suja. Tinha todo o corpo impregnado de uma substância escura e malcheirosa.
Zorbas aproximou-se e a gaivota tentou pôr-se de pé arrastando as asas.
- Não foi uma aterragem muito elegante – miou.
- Desculpa. Não pude evitar – reconheceu a gaivota.
- Olha lá, tens um aspecto desgraçado. Que é isso que tens no corpo? E que mal que cheiras! – miou Zorbas.
- Fui apanhada por uma maré negra. A peste negra. A maldição dos mares. Vou morrer – grasnou a gaivota num queixume.»

            «Zorbas pensou que a pobre gaivota estava a delirar e que com um pássaro em estado tão lastimoso ninguém podia deixar de ser generoso.
            - Prometo-te o que quiseres. Mas agora descansa – miou ele compassivo.
            - Não tenho tempo para descansar. Promete-me que não comes o ovo – grasnou ela abrindo os olhos.
            - Prometo que não te como o ovo – repetiu Zorbas.
            - Promete-me que cuidas dele até que nasça a gaivotinha.
            - Prometo que cuido do ovo até nascer a gaivotinha.
- E promete-me que a ensinas a voar – grasnou ela fitando o gato nos olhos.
            Então Zorbas achou que aquela infeliz gaivota não só estava a delirar, como estava completamente louca.
            - Prometo ensiná-la a voar. E agora descansa, que vou em busca de auxílio – miou Zorbas trepando de um salto para o telhado.
            Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos que a haviam acompanhado e, justamente ao exalar o último suspiro, um pequeno ovo branco com pintinhas azuis rolou junto do seu corpo impregnado de petróleo.»

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

24/Janeiro

O Sonho

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

Sebastião Artur Cardoso da Gama (Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal, 10 de abril de 1924Lisboa, 7 de fevereiro de 1952) foi um poeta e professor português, licenciado em FilologiaRomânica
Colaborou nas revistas Árvore e
Távola Redonda.
A sua obra encontra-se ligada à
Serra da Arrábida, onde vivia e que tomou por motivo poético de primeiro plano (desde logo no seu livro de estreia, Serra-Mãe, de 1945), e à sua tragédia pessoal motivada pela tuberculose.
O seu Diário, editado postumamente em
1958, é um interessantíssimo testemunho da sua experiência como docente e uma valiosa reflexão sobre o ensino.
Faleceu vitima de tuberculose renal, de que sofria desde adolescente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

17/Janeiro




Passa uma Borboleta por Diante de Mim





Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XL"
Heterónimo de Fernando Pessoa


13 de junho de 1888 - Nasce em Lisboa, às 3 horas da tarde, Fernando Antônio Nogueira Pessoa.
1896 - Parte para Durban, na África do Sul.
1905 - Regressa a Lisboa
1906 - Matricula-se no Curso Superior de Letras, em Lisboa
1907 - Abandona o curso.
1914 - Surge o mestre Alberto Caeiro. Fernando Pessoa passa a escrever poemas dos três heterônimos.
1915 - Primeiro número da Revista "Orfeu". Pessoa "mata" Alberto Caeiro.
1916 - Seu amigo Mário de Sá-Carneiro suicida-se.
1924 - Surge a Revista "Atena", dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz.
1926 - Fernando Pessoa requere patente de invenção de um Anuário Indicador Sintético, por Nomes e Outras Classificações, Consultável em Qualquer Língua. Dirige, com seu cunhado, a Revista de Comércio e Contabilidade.
1927 - Passa a colaborar com a Revista "Presença".
1934 - Aparece "Mensagem", seu único livro publicado.
30 de novembro de 1935 - Morre em Lisboa, aos 47 anos.